O Brasil
era um país que não tinha muito, a exceção de um futuro, e nascemos e nos
criamos sob a frase de que “Somos o país
do futuro”, as décadas se passaram e o futuro promissor jamais foi alcançado.
Começamos o Terceiro Milênio certos de que, desta vez, chegaríamos lá e tínhamos
tudo para isso.
Nosso sonho
foi embotado com a entrada em cena de governos populistas aos moldes dos
preceitos propostos no famigerado Fórum
de São Paulo, realizado em 1990 sem que a Sociedade Brasileira se desse conta do mal que
iria produzir num futuro próximo.
O estrago não
ocorreu só aqui, mas em quase todos os países da América Latina. Governos populistas
se abancaram do poder e dele não querem largar por nada, mesmo que a custa de
mentiras, enganação, corrupção, estagnação do país e outras mazelas.
Seguiram com
maestria a cartilha criada naquele Fórum. Primeiro aparelharam o Estado de
forma sistemática e trataram o Brasil como se fosse deles e, assim sendo, tudo
lhes é permitido e o povo sendo apenas um mero espectador. Concomitantemente capitularam
os mais pobres, não através de oportunidades de melhoria de vida, mas sim através
da dependência de uma esmola, que muito antes de ajudar denigre, empobrece o
espírito, torna o dependente um inerte, um incapaz de corpo e alma.
A medida
seguinte foi fomentar a luta de classes: pobres contra ricos; empregados versus patrões;
brancos contra negros; sulistas contra nordestinos, dentre outros.
O Brasil nunca
foi um país rico, nunca foi considerado desenvolvido, nunca foi uma voz significativa no cenário internacional, mas
tínhamos uma característica singular que nos rendeu a invejável situação de um país
fraterno. Aqui muçulmanos tomavam cafezinho juntos com judeus, como amigos, nos
bares das ruas de comércio popular. Jamais se viu um confronto de negros contra
brancos e vice-versa. Mas o PT tinha que mudar isso. O próprio presidente da
República tratou de instigar isso através de suas falas rudes e debochadas. Para
eles quanto mais discórdia melhor.
Seguiu-se
o advento das cotas. Essa história de dar cotas para negros já foi testada em
outros países e se mostrou improdutiva, tanto assim que foi deixada de lado. As cotas raciais muito mais desintegram do que integram. Na educação, por
exemplo, servem para nivelar o ensino por baixo. Os cotistas são vistos
pelos “normais” como alunos de segunda categoria, pessoas que nas condições
normais de competição não lograriam êxito.
Expandiram
de forma exagerada os organismos de “Direitos Humanos”, os quais se especializaram
na defesa de criminosos, delinquentes etc, ao ponto de chorar junto dos
familiares de um bandido morto em confronto com a polícia, mas incapazes de
mover uma palha para confortar a família de um policial morto em defesa da
sociedade. Criaram a hora e a vez da bandidagem.
Ao se
apoderarem do Estado sangraram de forma avassaladora as empresas estatais. A corrupção
se generalizou de uma forma exponencial e sem precedentes. Conseguiram produzir
os maiores escândalos de corrupção do mundo, em benefício do seu projeto de perpetuação no
poder. As descobertas desses casos escabrosos ocupam a imprensa no seu dia a dia, mesmo
uma imprensa que aqui se diz livre, porém, extremamente dependente das verbas de
propaganda governamental.
Cada escândalo
é maior que o anterior. Enquanto o Mensalão foi contado em milhões, o Petrolão
é contado em bilhões e há quem diga que tudo isso é apenas a ponta do iceberg,
ainda falta ser investigado o BNDES, as empresas ligadas a Eletrobras, os
Fundos de Pensão das Estatais, que alias não deveriam estar nesse rolo uma vez que
não pertencem ao governo e sim aos empregados, aposentados e pensionistas das
estatais. Notícias nos dão conta que esses Fundos de Pensão estão com sérios
problemas de déficits, déficits esses gerados, principalmente, por gestões
temerárias e/ou incompetentes levadas a efeito por sindicalistas despreparados.
Não é esse o
Brasil que queremos deixar para os nossos netos. Deixei de pensar num Brasil melhor
para meus filhos, não dá mais tempo. Até agora perdemos mais de uma década e,
como se sabe, recuperar esse tempo perdido vai nos custar, pelo menos, o dobro
de tempo.
Então comecemos essa recuperação já, começando por uma mudança
de rumo na economia, na política, na gestão, em fim, mudança de governo e, a partir daí, mudança das peças de cima abaixo. Enxugar pra valer a paquidérmica e ineficiente máquina estatal. Reduzir, reduzir, reduzir. Se você quiser que alguma coisa não seja
feita, dê essa coisa para muitas pessoas fazer.
Chega de um Brasil
dos ptistas, que venha e logo o Brasil dos brasileiros.