domingo, 8 de novembro de 2015

O BRASIL DOS PTISTAS

O Brasil era um país que não tinha muito, a exceção de um futuro, e nascemos e nos criamos sob a frase de que “Somos o país do futuro”, as décadas se passaram e o futuro promissor jamais foi alcançado. Começamos o Terceiro Milênio certos de que, desta vez, chegaríamos lá e tínhamos tudo para isso.

Nosso sonho foi embotado com a entrada em cena de governos populistas aos moldes dos preceitos propostos no famigerado Fórum de São Paulo, realizado em 1990 sem que a Sociedade Brasileira se desse conta do mal que iria produzir num futuro próximo.

O estrago não ocorreu só aqui, mas em quase todos os países da América Latina. Governos populistas se abancaram do poder e dele não querem largar por nada, mesmo que a custa de mentiras, enganação, corrupção, estagnação do país e outras mazelas.

Seguiram com maestria a cartilha criada naquele Fórum. Primeiro aparelharam o Estado de forma sistemática e trataram o Brasil como se fosse deles e, assim sendo, tudo lhes é permitido e o povo sendo apenas um mero espectador. Concomitantemente capitularam os mais pobres, não através de oportunidades de melhoria de vida, mas sim através da dependência de uma esmola, que muito antes de ajudar denigre, empobrece o espírito, torna o dependente um inerte, um incapaz de corpo e alma.

A medida seguinte foi fomentar a luta de classes: pobres contra ricos; empregados versus patrões; brancos contra negros; sulistas contra nordestinos, dentre outros.

O Brasil nunca foi um país rico, nunca foi considerado desenvolvido, nunca foi uma voz significativa no cenário internacional, mas tínhamos uma característica singular que nos rendeu a invejável situação de um país fraterno. Aqui muçulmanos tomavam cafezinho juntos com judeus, como amigos, nos bares das ruas de comércio popular. Jamais se viu um confronto de negros contra brancos e vice-versa. Mas o PT tinha que mudar isso. O próprio presidente da República tratou de instigar isso através de suas falas rudes e debochadas. Para eles quanto mais discórdia melhor.

Seguiu-se o advento das cotas. Essa história de dar cotas para negros já foi testada em outros países e se mostrou improdutiva, tanto assim que foi deixada de lado. As cotas raciais muito mais desintegram do que integram. Na educação, por exemplo, servem para nivelar o ensino por baixo. Os cotistas são vistos pelos “normais” como alunos de segunda categoria, pessoas que nas condições normais de competição não lograriam êxito.

Expandiram de forma exagerada os organismos de “Direitos Humanos”, os quais se especializaram na defesa de criminosos, delinquentes etc, ao ponto de chorar junto dos familiares de um bandido morto em confronto com a polícia, mas incapazes de mover uma palha para confortar a família de um policial morto em defesa da sociedade. Criaram a hora e a vez da bandidagem.

Ao se apoderarem do Estado sangraram de forma avassaladora as empresas estatais. A corrupção se generalizou de uma forma exponencial e sem precedentes. Conseguiram produzir os maiores escândalos de corrupção do mundo, em benefício do seu projeto de perpetuação no poder. As descobertas desses casos escabrosos ocupam a imprensa no seu dia a dia, mesmo uma imprensa que aqui se diz livre, porém, extremamente dependente das verbas de propaganda governamental.

Cada escândalo é maior que o anterior. Enquanto o Mensalão foi contado em milhões, o Petrolão é contado em bilhões e há quem diga que tudo isso é apenas a ponta do iceberg, ainda falta ser investigado o BNDES, as empresas ligadas a Eletrobras, os Fundos de Pensão das Estatais, que alias não deveriam estar nesse rolo uma vez que não pertencem ao governo e sim aos empregados, aposentados e pensionistas das estatais. Notícias nos dão conta que esses Fundos de Pensão estão com sérios problemas de déficits, déficits esses gerados, principalmente, por gestões temerárias e/ou incompetentes levadas a efeito por sindicalistas despreparados.

Não é esse o Brasil que queremos deixar para os nossos netos. Deixei de pensar num Brasil melhor para meus filhos, não dá mais tempo. Até agora perdemos mais de uma década e, como se sabe, recuperar esse tempo perdido vai nos custar, pelo menos, o dobro de tempo.

Então comecemos essa recuperação já, começando por uma mudança de rumo na economia, na política, na gestão, em fim, mudança de governo e, a partir daí, mudança das peças de cima abaixo. Enxugar pra valer a paquidérmica e ineficiente máquina estatal. Reduzir, reduzir, reduzir. Se você quiser que alguma coisa não seja feita, dê essa coisa para muitas pessoas fazer.


Chega de um Brasil dos ptistas, que venha e logo o Brasil dos brasileiros.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

UMA GERAÇÃO DE DELINQUENTES

Vi estarrecido um vídeo que corre na internet onde um garoto de uns 7, 8 anos, a seu bel prazer, quebra e derruba tudo de dentro de uma sala de aula sob o olhar complacente de vários adultos e quando um quis segurar aquele protótipo de marginal, veio a voz: não segura ele, deixa ele fazer o que quiser senão poderemos ser processados por seus pais.

Depois eu soube que estão querendo processar quem gravou tal barbaridade e, também, quem publicou a barbaridade na internet. Quer dizer: as pessoas não podem ver essa afronta à civilidade. Não se pode expor tal descaramento, isso pode ferir a sensibilidade do pequeno marginal.

Estou pronto para ser processado por qualquer um desse lixo que se diz defensor dos direitos humanos. Depois que essa genitália petista tomou conta do governo, viraram de ponta cabeça todos os conceitos de civismo. Nunca se viu nada igual e se quiserem, qualquer um desses pseudos conhecedores do que seja Direitos Humanos, procurem saber como isso é tratado nos países desenvolvidos. Por aqui não existe mais respeito. As escolas brasileiras, principalmente as escolas públicas, estão à mercê de marginais, sob o aplauso de pais ignorantes, intelectuais imbecis e um governo ciente do que está acontecendo.

As pessoas de bem deste pobre País, e que não são poucas, se perguntam aonde vamos chegar com tudo isso? Infelizmente a resposta é ainda mais dolorosa. Estamos caminhando à passos largos para o emburrecimento de nossa Sociedade. Quanto mais ignorante um povo mais fácil de lidar, como boi no curral pronto para o abate. Alie-se a tudo isso uma esmola governamental e aí fica tudo certo.

Se o povo que hoje está intimidado não acordar e gritar e agir por um basta, serão precisas muitas décadas de submissão e sofrimento para nos livramos dessa desgraça em que estamos metidos até o pescoço.

Começamos vendo adolescentes agredindo professores e vandalizando escolas, hoje um moleque de 7, 8 anos já faz a mesma coisa. E o que se esperar de uma criança com esse perfil? Que ele se transforme em um bandido aos 14 anos, um preso aos 18 e morto antes dos trinta. É cruel, muito cruel, é o apodrecimento de um povo.


E pensar que há pouco mais de uma década este País estava pronto para adentrar no Primeiro Mundo. Hoje isso se tornou, mesmo para aqueles que ainda conseguem sonhar, uma quimera, algo longe, muito longe, talvez jamais alcançado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A DILMA, OS" INTELECTUAIS" E OS "ARTISTAS"

A imprensa tem dado destaque a um manifesto em favor da manutenção da Srª Dilma à frente do Governo e claramente contra seu impeachment. No Brasil a imprensa é livre, conquanto seja extremamente dependente da publicidade dos órgãos estatais, daí morrerem de medo de desagradar seu mais destacado cliente. Como confirmação disso, hoje corre na internet dezenas de manifestações a favor do impeachment daquela senhora, inclusive com a formação de grupos, muito deles já acampados em Brasília, e nem por isso a imprensa submissa faz qualquer divulgação, é como se só existisse aquele acanhado manifesto.

Falemos dos intelectuais signatários do manifesto. Que classe de intelectuais é essa que, na contramão dos desejos da população, se arvoram em dar apoio a uma pessoa totalmente inculta, de quem se tem informação de ser uma pessoa arrogante, prepotente e mal educada. No manifesto proclamam, que um impeachment da presidente seria um golpe contra a democracia. Diante de tal citação ponho em dúvida esse pomposo título de Intelectuais, vez que o impeachment, se ocorrer, não será um golpe contra a democracia e sim o cumprimento dela. Joãozinho Trinta, grande carnavalesco do Rio, dizia: “Quem gosta de pobreza é rico. Pobre gosta de ver luxo”. Num plágio torto do carnavalesco, esses “intelectuais” vão na mesma direção dando seu apoio de doutores do saber a uma pessoa tão ignorante que chegou a propor, dentre outras barbaridades, que se estocasse vento. Nenhum ex-presidente deste País detém uma coleção tão vasta de idiotices e, diga-se de passagem, que já tivemos até mesmo analfabeto.

Os verdadeiros intelectuais do Brasil devem estar mortos de vergonha. Vale lembrar que os intelectuais que estão na linha de frente da proposição de impeachment da presidente são nomes como Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior.

Falemos agora dos “artistas” que assinaram o tal manifesto. Busquei no noticiário e não encontrei o nome de nenhum deles. Seguramente são artistas de 3ª e 4ª categorias. Daqueles que não se sabe o nome e quando se vê em alguma ponta não se nota seu trabalho. Seguramente são aqueles que se arrastam pelos corredores das emissoras de rádio e televisão mendigando um bico para descolar um troco. Os verdadeiros artistas, aqueles de 1ª grandeza não associam seu nome em causa tão perdedora. Sempre estão do lado do povo. Pela sensibilidade que têm detectam, com precisão, seus anseios, sentem seus medos, suas frustrações.


Não é preciso ser intelectual para ver no grande problema em que o País, como um todo, está mergulhado. Anos de trabalho árduo no sentido de colocar o Brasil em um patamar de desenvolvimento, com benefícios evidentes para todos, foi nesses últimos doze anos completamente destruído e vamos levar muito tempo para recuperar o tempo e espaço perdidos. É preciso começar a mudança já e isso quer dizer: Varrer como lixo, porta a fora, esse governo e toda sua gentalha.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

DESENCANTO

Nos últimos dois anos tenho me ocupado, semanalmente, em postar textos sobre as coisas deste Brasil e me dei conta que só tenho abordado temas sobre coisas ruins, sobre mal feitos, roubos, corrupção, pilantragem, mentiras e mentirosos e aí me veio a pergunta: Será que neste País tão grande, de tantas belezas naturais, de tantos recursos naturais e minerais não existe nada de bom a se falar? A resposta veio “na lata” como diz a gurizada: Se tem ninguém fala, ninguém comenta, nem tão pouco a imprensa escrita, falada e televisiva. Acho que notícia boa não dá dinheiro.

As notícias sobre o Brasil são de aterrorizar. Todo mês é pior que o mês anterior, em tudo. Quando se compara com o mesmo mês do ano anterior aí é arrasador. Da maneira em que vamos, logo logo a 7ª Economia do Mundo vai ser somente um lembrança do tempo em que o País andava para frente. À passos largos estamos caminhando para o fundo do poço. Os empresários não acreditam no País e assim não investem; as pessoas não acreditam e assim não compram e com isso vamos afundando economicamente. Os atuais governistas, os grandes responsáveis por toda essa miséria, negam e chegam a dizer que logo estaremos crescendo outra vez, basta criar mais impostos. Só não chamam essa recessão em que estamos mergulhados até o pescoço de “marolinha” porque, acho eu, lhes resta um mínimo de vergonha e porque se fizer marola vamos comer excrementos.

Quando da saída do governo anterior a essa “desgovernaça” do PT o País estava pronto para dar aquele salto de qualidade e adentrar definitivamente no rol dos países desenvolvidos. Nossas reservas cambiais chegaram a níveis jamais sonhados e o mundo inteiro conspirava a nosso favor.

Lembro-me da primeira reunião do G20 da era PT, onde o Presidente Obama, num gesto de aproximação e extrema boa vontade, se dirigiu ao Lula com a seguinte frase: “Esse é o cara”. E o que aconteceu em seguida? O Lula, do alto de toda sua ignorância, esnobou o presidente dos Estados Unidos, à época o nosso maior parceiro comercial. Foi se juntar à ralé da América do Sul e da África, países que agregariam muito pouco ou nada à nossa economia. Só perdemos e hoje, de pires na mão, fomos bater na porta dos Americanos e como resposta recebemos, como notícia, a assinatura do Acordo do Pacífico que, num primeiro movimento vai tirar do Brasil cerca de US$ 34 bilhões em exportações. E tem mais. Está para nascer um acordo semelhante, também coordenado pelos Estados Unidos, para o Atlântico e o Brasil, em face de sua desastrosa política externa, está de fora. E isso equivale a menos exportação e mais retrocesso.

Li um comentário de que o Itamarati está às moscas. Logo ele que em todas as épocas foi tão atuante e reconhecido internacionalmente por sua competência diplomática. O noticiário tem divulgado problemas incomuns até mesmo inadimplência no exterior. Diplomatas fazendo bicos para sobreviver.

É triste, mas estou desencantado. E pensar que sempre tivemos quase tudo para ser um grande país, além de um país grande. Quando digo que temos quase tudo é porque temos, e digo sem medo de errar, a pior classe de político que um país pode ter. A maioria dos políticos brasileiros têm como objetivo fundamental não servir, mas serem servidos. O político brasileiro não vê o mandato como algo que o povo, através do seu voto, o outorgou para que ele o exerça em prol da população. Ele vê o mandato como algo exclusivamente seu e, assim sendo, é para servi-lo, para enriquecê-lo, o que faz da noite para o dia. Cá entre nós temos, não um, mas dezenas, centenas de políticos que começaram suas carreiras morando com a família em uma casa de dois cômodos em um bairro pobre e hoje, sem nunca na vida ter tido outro afazer, ser bilionário.

Estou desencantado. E penso que uma mudança para melhor de toda essa absurda situação não vislumbro para a época de meus filhos. Meu horizonte agora são os netos, o que já existe e os que estão por existir.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

MUITO PRAZER, TCU

Foi como se de repente o País inteiro descobrisse a existência de tribunal, mais especificamente, o Tribunal de Contas da União – TCU e olha que existe há mais de 80 anos. Também se descobriu que nesses 80 anos somente uma vez as contas da presidência da República foram rejeitas, em 1938, não sei por que motivo, e hoje em razão das famosas “Pedalas Fiscais”, um eufemismo que quer dizer exatamente que a Presidente da República e seus assessores da área econômica, isto é, ministro da Fazenda e secretário do Tesouro Nacional (indicado pelo ministro da Fazenda), simplesmente descumpriram a Lei nº 101/2000 de Responsabilidade Fiscal, que foi criada justamente para evitar tais abusos. Descumprir uma lei é passível de punição e, em alguns casos, passível de condenação e privação da liberdade.
Em meados do primeiro mandato da atual presidente da República o “Financial Times”, um dos periódicos mais conceituados do mundo em economia, publicou um texto onde claramente apontava erros crassos da lavra do Sr Guido Mantega, à época titular da Fazenda, e dizia que ele levaria a economia do Brasil ladeira a baixo e, portanto, deveria ser imediatamente substituído.
A reação do Governo brasileiro foi de imediata indignação. Quem é esse articulista para se imiscuir nos assuntos soberanos do Brasil? Os bajuladores, sindicalistas pelegos e toda uma sorte de puxas-saco e até mesmo a presidente da República saíram em defesa da competência e discernimento do então ministro. Caso tivessem dado ouvidos ao texto do Financial Times e tivesse a presidente nomeado um ministro da Fazenda, não por ser filiado ao PT, mas por competência em economia, certamente não estaria na situação calamitosa em que se encontra agora.
Não vamos esquecer que o Sr Mantega foi demitido do cargo de ministro meses antes do término do primeiro mandato da Srª Dilma por absoluta incompetência e, hoje também sabemos que tudo foi feito em favor da reeleição da presidente. A silenciosa saída do Sr Mantega da Fazenda, sem alarde e à base do deixa quieto o que está quieto, tem muito a ver com as falcatruas que aprontou em prol da reeleição. Parece ter sido um troco pelo serviço prestado.
Hoje o Brasil se tornou mais maduro, mais digno, mais transparente com a chegada em cena do TCU, mesmo que passados quase um século de obscuridade. A decisão tomada hoje manda um recado expressivo aos Tribunais de Contas dos Estados para que se espelhem nele e, subliminarmente, também um forte recado a governadores e prefeitos quanto a fiel observância da Lei de Responsabilidade Fiscal, vez que se a presidente da República teve suas contas rejeitadas e, a partir disso, poder sofrer sérias consequências, inclusive a possibilidade de um impeachment, para baixo não pode ser diferente.

As famosas “Pedaladas Fiscais” são um exemplo negativo a todos os governadores e prefeitos deste País. Como já disse, por mais de uma vez: Palavras convencem, mas exemplos arrastam. E esse deplorável exemplo não contribui para melhoria do Brasil, muito pelo contrário, só compromete a Administração Pública.

sábado, 3 de outubro de 2015

SEM MOTIVOS PARA COMEMORAR

Hoje, 03 de outubro de 2015, a Lei 2004 que criou a Petrobras está aniversariando, 62 Anos, uma Companhia madura e como eu sempre dizia: “Uma Companhia com vocação para o sucesso”, mas hoje a realidade está bem diferente. Após 13 anos de governo do PT ela está tão debilitada, tão desacreditada que ninguém, nenhum meio de comunicação do País fez qualquer comentário a respeito.
Hoje é um dia para lamentar. Lamentar toda a patifaria que engendraram dentro da Petrobras, lamentar todo o roubo de seu patrimônio, lamentar todos os negócios espúrios que o PT e sua gang fez dentro da empresa.
O pior é que, apesar da Operação Lava Jato, que por sinal veio em boa hora, a empresa ainda está infestada de apaziguados, sindicalistas incompetentes e dirigentes indicados por políticos, com o único objetivo de ganhar um bom salário sem fazer nada e angariar algum tipo de benefício para o seu padrinho.
Por acaso hoje, em uma conversa disse que era aposentado da Petrobras e imediatamente veio a pilhéria: a Petrobras de ontem ou a de hoje? A que ponto chegou essa turma de mau caráter jogando, na lama, uma empresa que foi orgulho nacional. Exemplo de força e probidade.
A Petrobras já passou por maus bocados e os superou. Oxalá consiga superar mais esse.

Solitariamente canto: Parabéns pra você ... e junto os meus mais sinceros votos de superação e dias melhores e que ela volte a figurar nas páginas financeiras e econômicas dos jornais e saia definitivamente do noticiário policial.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ATITUDE INDIGNA

Parece que todos nós esquecemos o que foi dito ontem, quiçá há meses atrás. É o caso das promessas de campanha aqui no Brasil. É simplesmente uma vergonha constatar, através de vídeos e entrevistas, a fala desavergonhada com os políticos, de todos os naipes, dizem coisas e depois na maior cara de pau de fazem o que lhes vem à cabeça ou às suas conveniências sem dar nenhuma satisfação se seus atos.
No plano federal, só como exemplo por ser o mais gritante, assistimos praticamente indefesos os desmandos e absurdos perpetrados pela presidente da República, em total desacordo com suas promessas de campanha. Praticamente tudo que dizia que o candidato da oposição ia fazer, ela está fazendo. Tome-se como exemplo a recriação da famigerada CPMF que inicialmente falava-se em 0,20% de toda a movimentação financeira do País, chegou a ser cogitada em 0,38% num vergonhoso caso de cooptação dos governadores dos Estados, que se comprometidos com sua aprovação ficariam com os 0,18% restantes.
Imagine-se um candidato à presidência dos Estados Unidos, após eleito ser flagrado numa mentira tão escandalosa. Ele sairia porta a fora da Casa Branca para nunca mais voltar. Aqui nada acontece. A candidata à indicação para concorrer a presidência pelo partido Democrata Hilary Clinton está em palpos de aranha somente porque usou seu e-mail particular em assuntos da Secretaria de Estado. Ela não cometeu nenhuma ilegalidade, não mentiu, não fez acordos escusos, simplesmente usou seu e-mail particular e está com muitas dificuldades por esse “deslize”. Há se cá entre nós esse fosse o crime!

Por aqui se mente a vontade, se faz tudo o que disse que não iria fazer e nada acontece. Não há nenhum tipo de medo ou receio. Antigamente tínhamos as Forças Armadas, já que o povo nunca foi de nada. Hoje nem isso temos. A partir de 1985 os novos governantes, em uníssono, trataram de desarticular o Exército, a Marinha e a Aeronáutica de modo que agora não temos nem forças e nem armas.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

UM BODE NO CONCRESSO


Atribui-se a Joseph Stalin, o brutal ditador da União Soviética, a história de uma família que se queixou de suas acomodações por julgarem acanhadas e diminutas. Stalin do alto de sua onipotência mandou um mal cheiroso bode para que a família tomasse conta do bicho em sua habitação. Aquilo que era ruim virou um inferno, um chiqueiro. Passados alguns dias, Stalin mandou retirar o bode. E o que aconteceu? As acomodações que ontem pareciam acanhadas e diminutas virou um paraíso de conforto e bem-estar.

Ditadores parecem ter imaginação fértil no que diz respeito a soluções inusitadas, que mesmo heterodoxas marcham em seus benefícios. Ora se não é isso que esse governo está fazendo com o Congresso Nacional? Transferir para outrem a solução de suas mazelas.

Uma providência de qualquer pessoa, empresa ou país é ajustar suas despesas aos seus ganhos, porem para os governos do PT fazer economia de verdade, cortar custos na paquidérmica máquina estatal, que eles próprios inflaram de maneira jamais vista, não só em Brasília, mas por todo o País nunca fez parte de sua agenda. O negócio é acharcar cada vez mais a população que paga impostos e manter seus apaziguados gordos e felizes, e o povo que se dane.

O governo jogou no colo do Congresso o “bode”, que atende pelo nome de déficit orçamentário, e tenta sair de fininho do problema que é seu. Ora vejamos: Se o Congresso não aceitar essa chantagem explícita certamente vai ser taxado, pela Srª Dilma e sua reca de ministros incompetentes e bajuladores, de insensível aos reclamos nacionais. Caso o Congresso aceite aumentar ainda mais nossa carga de impostos, vão alardear que a proposição partiu do Legislativo e não do Executivo e, portanto, não lhe cabe culpa.

Toda pessoa de bom senso, no andar dessa mal fadada carruagem que tem sido os governos populistas do PT, sabia no que ia dar.

Os governos ptistas aumentaram tudo que não devia (inflação, desemprego, divida estatal, taxa de juros, aumento do percentual de impostos, desconfiança...) e diminuíram tudo que era salutar (educação, segurança, saúde, crescimento econômico, confiança no futuro...). Exatamente como uma pessoa que não se cuida: aumenta o colesterol ruim e diminui o colesterol bom e, como consequência, sofre um enfarto do miocárdio e, não raro, advém uma morte prematura. Certo, os países não morrem, contudo sua população, em vistas de todas essas inconsequências, sofre e muitos morrem.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

SALÁRIO


Salário – O conceito de salário, dentre outras definições, refere-se à contrapartida regular atribuída ao trabalhador pelo exercício ou desempenho de suas funções no âmbito de um emprego. O termo deriva do latim “salarĭum”, que está relacionado com o “sal”, outrora a forma primária de pagamento por um trabalho a ser remunerado.

Dito desta forma não há que se envergonhar de seu ganho seja por ele ser mínimo ou grande. Contudo cá entre nós brasileiros, talvez em razão de nossa cultura, somos levados a ver o salário, mormente àqueles mais altos, com reserva. E não raro somos críticos severos quando sabemos ou imaginamos que essa ou aquela pessoa venha auferir um ganho que, a bem da verdade, não temos as condições necessárias e suficientes para se igualar. Da mesma forma acontece com determinadas carreiras, onde os ganhos, para nosso padrão, se mostram altos.

É aí que me vem à incômoda sensação de que somos um povo mais para a inveja do que para ir à luta e buscar nosso sucesso pessoal. Temos a ridícula ideia de nivelar tudo por baixo e todos ganharíamos minguados recursos, mas seriam todos, isto é, a universalização da miséria. Muito mais produtivo seria, ao invés de criticarmos o salário do vizinho, partir com força na busca de nossa melhora, estudando mais, aprendendo mais, trabalhando mais e melhor.

Não posso esquecer o final da década de 70, toda a década de 80 onde uma campanha se alastrou contra o salário auferido pelos empregados da Petrobras. A imprensa escrita, falada e tele transmitida não deu trégua e como consequência um gerente de 1ª linha de um órgão operacional com uma responsabilidade de milhões de dinheiro, seja em que moeda for, e com dezenas de subordinados instruídos, chegou a perceber um ganho menor que um motorista de taxi. Aqui nada de pejorativo contra os motoristas de taxi, apenas como comparação entre um e outro, onde aquele gerente com título de pós-graduação, mestrado e não raro doutorado se via à mercê dos acontecimentos para ajustar seu salário às suas despesas, quase sempre sem conseguir. A campanha dos Marajás da Petrobras foi de tal ordem que todos os empregados, sem exceção, levaram essa pecha, até mesmo nas rodas de amigos e vizinhos.

Pare de olhar com rabo de olho o salário do outro. Corra com competência e justeza atrás de um salário melhor e faça por merecer. Se seus ganhos não são aqueles que você julga adequado, vá à luta, busque novas oportunidades, não fique parado destilando veneno. Como diz o caboclo: largue mão da inveja mesquinha, isso não vale nada, só vai lhe fazer mal.

Se “A” ou “B” tem um bom salário procure ser o que ele é. Se não pode, seja lá porque razão for, procure outra coisa. Mova-se. Se você não fizer por você ninguém vai fazer. Por tanto, chega de chororô, chega de inveja e mãos à obra.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

MANIFESTAÇÕES


Quatro dias após as manifestações de 16 de Agosto (Domingo) onde, segundo dados oficiais, reuniu somente nas capitais estaduais e Brasília cerca de 1 milhão de pessoas posicionadas contra a presidente da República, contra o PT e a favor do impeachment da Presidente, nesta 5ª feira – 20/08/2015 soubemos de outra manifestação, desta feita em defesa do governo e contra um possível impeachment da Presidente, sem faltar aqui e acolá críticas ao próprio governo.

Nesta 5ª feira milhões de brasileiros saíram às ruas não para protestar, mas sim para trabalhar e só não foi mais gente porque, infelizmente o Brasil de hoje, mercê de políticas públicas pra lá de equivocadas, conta com cerca de 2 milhões de desempregados. Afinal 5ª feira é um dia útil, ou seja, um dia de trabalho, e aqueles gatos pingados que se dispuseram participar dessa manifestação seguramente estão no rol dos que não fazem nada e nem procuram o que fazer, podendo se dar ao luxo de participar de um evento claramente na contramão do trabalho. E como não bastasse, uma manifestação em um dia útil ainda tem a agravante de atrapalhar a vida daqueles que trabalham, dificultando ainda mais seus deslocamentos de ida e volta do trabalho.

Outra explicação da participação se refere ao soldo percebido pela maioria dos participantes: um sanduiche, alguns trocados e condução de ida e volta aos seus locais de moradia. Seria cômico se o fato não fosse patético e deprimente.

Soube da seguinte nota: Faço parte dos 99,75% de brasileiros que não participaram da Manifestação de 16 de Agosto. Pois bem, de acordo com fontes oficiais participaram da manifestação desta 5ª feira, que ocorreu em 9 capitais estaduais e Brasília, menos de 10 mil pessoas. Vale lembrar que a Manifestação de 16 de Agosto ocorreu em todas as capitais estaduais e Brasília e mais um número significativo de outras cidades brasileiras.

Assim, utilizando o raciocínio acima (que não julgo ser o mais adequado) pode-se afirmar que aqueles que não participaram se incluem entre os 99,99996% de brasileiros. Para efeito matemático aplicando o arredondamento para duas casas decimais, pode-se afirmar que 100% dos brasileiros não participaram da manifestação desta 5ª feira.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

OUVIDOS SURDOS


Qual governo iria se manter teimosamente de pé após três manifestações, à nível nacional, em que a população brasileira mostrou com todas as letras sua indignação contra um governo escorado em 7% de satisfeitos contra 93% de insatisfeitos. Desta última vez as manifestações focaram o “Fora Dilma”, o “Fora PT" e o “Impeachment da Presidente” estampado em faixas que ganharam as ruas e avenidas com seus 100 metros de comprimento.

Os manifestantes, em todo o País, além de repudiar a corrupção, o desemprego, a inflação e valorizar o trabalho da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal elevando a figura do Juiz Sérgio Moro em clara defesa da Operação Lava Jato, voltaram suas atenções para o Sr Lula, que sempre pareceu pertencer ao Olimpo dos Deuses e acima do bem e do mal, ausente de todo esse mar de lama que por sinal foi fecundado e nascido em seus dois períodos de governo. O atual governo capenga e sem sal tem como demérito ter dado continuidade a esse escabroso processo de deterioração do Estado, talvez não por vontade própria, mas por singular incompetência de controle e conhecimento da lide do dia-a-dia.

A antes dita “chefona” do Palácio do Planalto desde um bom tempo finge que governa e todo o seu séquito de incompetentes aduladores e aproveitadores, alguns extremamente pedantes, fingem que ela manda, mas todos cientes que a realidade é bem outra e agora com a perda de sua muleta-mor, o Sr Lula, que à vista da possibilidade de a coisa degringolar vai tentar fazer seu pirão primeiro, mesmo sendo ele é o dito chefe de toda essa patifaria.

Está aí para quem quiser ver os urubus sobrevoando em círculo a carniça e se preparando, cada um a seu molde, para embates vigorosos em busca dos maiores nacos. Quem pode confiar nas figuras que aí estão postas. Basta olhar a atual linha de sucessão e rememorar as atitudes de cada um deles no passado, mesmo o passado recente, sem falar de seus anunciados envolvimentos nos esquemas de corrupção investigados na Operação Lava Jato. Estamos realmente órfãos de lideranças com um mínimo de decência.

A presidente do alto de sua arrogância não ouviu o recado das ruas nem ontem, nem hoje e certamente não amanhã. Prefere ouvir seus aduladores. Foi assim desde o começo e nos diz a lógica que assim será até o seu fim.

Ela ganhou duas eleições. A primeira impulsionada pelo seu antecessor, à época um morador privilegiado do Olimpo onde nada lhe atingia e o povão cego em adoração dizia amem a tudo que viesse dele, com a complacência  inerte da oposição, que de oposição não teve nada.

A sua segunda vitória eleitoral foi alicerçada em falsas promessas e mentiras em larga escala. Tanto foi assim que fez tudo que disse de aterrorizante que seu adversário iria fazer.

Passados três meses de governo se profetizou que ela não chegaria ao fim de seu mandato, hoje há quem diga que seu mandato já acabou só ela que ainda não sabe, ou não quer saber, acobertada e iludida pelos mesmos aduladores.

Caso tivesse algum senso de correção poderia ter, pelo menos, tentado salvar seu desastroso mandato. Fizesse uma redução drástica na máquina paquidérmica do Executivo, começando reduzindo o número cavalar de ministérios; o vergonhoso número de pessoas nomeadas para não fazer nada. Basta entrar em qualquer ministério em Brasília para constatar o que aqui se diz. Tem ministério que o efetivo de pessoal é tanto que entre os funcionários existe uma escala de trabalho onde uma turma trabalha na parte da manhã e a outra na parte da tarde, vez que se todos forem ao mesmo tempo não vai haver cadeiras, mesas, telefones, computadores para todos, por absoluta falta de equipamento e espaço. Isso é só uma amostra. Qualquer chefe tem uma secretaria com um número excessivo de pessoas, uma mescla de funcionários e contratados, onde o trabalho que em qualquer organização privada requereria uma pessoa, por lá se contam quatro e às vezes mais.

A senhora Dilma do alto de seu saber jamais ouviu as ruas, o povo. Ela só ouve as pessoas que a adulam, que concordam com sua opinião. Mesmo passadas três manifestações de rua, em menos de seis meses, que repudiaram seu governo, fato único na história do mundo; mesmo que a aprovação de seu governo esteja no insignificante 7%, mesmo assim ela se mantem com ouvidos surdos aos reclamos da população, esquecendo ou mesmo não querendo saber que exerce um emprego de caráter temporário e que é uma servidora do povo e não o contrário. Parece não saber que deveria governa para todos e não só visando àqueles que supostamente a elegeu e para suas malfadadas “organizações sociais e sindicais”.

A História nos ensina que todo governante que faz ouvidos surdos à população não tem um final feliz.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

DESCOMPASSO


Vivemos tempos de calamidades. Só se ouve notícias ruins e o pior é que no dia seguinte as novas notícias são piores que as anteriores. Vai tudo mal. As vendas sejam do comércio, da indústria ou dos serviços vão de mal a pior. O fantasma da inflação de dois dígitos nos ronda e, para os jovens que não conviveram com ela, posso assegurar, é um verdadeiro horror. No mesmo pisar a taxa de desemprego sobe a cada medição, mesmo por órgãos oficiais e a presidente, estou à beira de chama-la de “presidenta” vez que rima com o nome do bicho que me vem à cabeça, em seus doutos discursos fala de que o País tem problemas, mas que esses problemas, naturais em qualquer país, vão passar mais rápido do que se imagina.

Ou 71% da população brasileira não passa de batedores de pinicos, como insinuou um certo ator de 5ª categoria, um verdadeiro perdedor que deve está de pires na mão atrás de uma esmola governamental, ou a senhora “presidenta”, teleguiada por um séquito de assessores tão lunáticos quanto ela, deveria, em nome da brasilidade que diz ter, tirar seu time de campo e ir para bem longe, por lá ficar e não voltar nunca mais.

Não existe nenhuma sintonia entre o que ela fala, ou melhor, entre o que ela lê e a realidade que nos salta aos olhos. Hoje se fizermos uma retrospectiva do seu primeiro mandato somado aos dois mandatos do seu antecessor e perguntarmos o que de real foi feito nesses 13 anos de agonia, teremos como resposta uma única palavra: corrupção. Mensalão, Petrolão, Eletrolão, e por aí vai.

O País está estagnado e entregue à ganância as mais variadas, todos prontos para dar o seu golpe, o seu jeito, no sentido de ele mesmo subir a rampa do Planalto e se enfaixar. Todos falam em olhar mais para o Brasil e deixar de lado as picuinhas políticas, mas ninguém, absolutamente ninguém dá o primeiro passo. O Brasil entra nessa conversa, como já diziam os mais antigos, só pra inglês ver.

O governo da Srª Dilma, o mais fraco e desprestigiado que já existiu, tem como propulsor o surgimento de candidatos para ocupar seu cargo. São tantos e tão diversificados que por esse singular motivo ela ainda não foi mandada pra casa. A linha de sucessão dá sinais claros nesse sentido. Os políticos de dentro e também até aqueles que já deveriam ter pendurado suas chuteiras fazem suas apostas. Todos fazem contas. Todos fazem conchavos. E, nessa mixórdia de interesses mesquinhos, todos se atrapalham.

É um descompasso geral. O governo não diz e não faz coisa com coisa e os que se julgam príncipes herdeiros não se entendem. Nenhum deles está do lado do Brasil, cada um está do seu lado e só. Na verdade o Brasil está necessitado do surgimento de uma liderança positiva e aglutinadora, que nos tirasse do atoleiro em que nos encontramos. Este País tem as condições necessárias e suficientes para dar certo, o nosso problema é que temos uma classe política que não permite que isso aconteça.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A VEZ DA CAÇA


A imprensa noticiou que o ex-presidente Lula vai percorrer o País de norte a sul e de leste a oeste e aí eu me pregunto: pra fazer o quê? Dizer o quê?

Será que o cidadão Lula vai ter a desfaçatez de desfilar suas eternas abobrinhas futebolísticas em comparações às mais ridículas, onde invariavelmente ataca as “Elites” sem jamais explicitar que coisa é essa, qual sua forma, cor, tamanho, jeito etc. Como se sabe ele e sua trupe, pelo conceito que se conhece de elite, são exemplos vivos. Acomodações particulares de extremo luxo e em hotéis ultra caros, carros de luxo, jatinhos particulares, roupas de grifes, comidas exóticas e bebidas onde uma garrafa paga o salário de dois trabalhadores da construção civil. Isso é ser da elite e ele, o Sr Lula e sua trupe, nesse particular deitam e rolam.

O operário que cortou um dedo, que absolutamente não lhe faria qualquer falta, e que a custa disso deixou de lado o trabalho para nunca mais voltar, virou líder sindical ajudado por tantos que acreditaram nele, se fez um mito. Um mito de barro, com todas as possibilidades que o barro tem de quebrar na primeira queda.

Ao chegar ao topo do poder em 2003 deu continuidade a política econômica de seu sucessor, mas, ao lado disso, começou a aparelhar o Estado através da colocação de seus apaziguados sindicalistas em postos-chave da Administração Pública, tudo isso com o intuito pré-determinado de assaltar a Nação, não lhe importando as consequências de suas desmedidas decisões. Nas palavras de um ex-petista fundador do PT: O Lula não tem escrúpulos com nada.

Certa vez ouvi alguém afirmar que ele, Lula, teria dito: “Não me importo se a Petrobras vai à falência, eu vou ser reeleito.” Sinceramente não levei fé naquela afirmação, e hoje vejo ser verdade.

A ganância e o espírito inconsequente levaram esses senhores ptistas a cometer um dos maiores crimes: a burrice. Será que não passou pela cabeça de nenhum deles que a Petrobras é para o Brasil um esteio, um porto seguro e que minando as bases dessa Companhia inevitavelmente estariam minando as bases do Estado Brasileiro? Não viram que a Petrobras faz movimentar algo em torno de 10% do nosso PIB, aí incluídas todas as organizações que compõem essa imensa cadeia produtiva? Não perceberam que o colapso, mesmo que parcial, dessa engrenagem resultaria num prejuízo tão grande que iria afetar a economia nacional e, com isso, até mesmo a sustentabilidade do governo?

É de se crer que nada disso foi posto em consideração e agora que o leite está derramado, os partícipes desse monstruoso esquema de aparelhamento do Estado e de corrupção estão qual náufragos à cata de uma taboa de salvação e aqueles já pegos pela Justiça estão vendo essa taboa na figura da “delação premiada”, vez que têm como exemplo o Sr Marcos Valério que acreditou que sua taboa de salvação estaria nas promessas de que seria salvo e hoje cumpre pena de 40 anos de prisão em regime fechado.

O Sr Lula ao invés de anunciar sua tournée Brasil a fora, numa tentativa de resgatar uma imagem perdida, deveria estar preocupado em como explicar todas as indicações de ilícitos que estão batendo a sua porta, cada vez em maior número e com maior força, sem deixar no esquecimento a extraordinária ascensão econômico-financeira de seu filho Lulinha que de simples limpador de Zoo virou um megaempresário da noite para o dia, causando espanto a renomados empresários que para chegar aonde chegaram levaram décadas de trabalho duro, dedicação, estudo e muita perseverança.

Vivemos uma época que daqui a algum tempo vamos todos nos lembrar dela sem saudades e mais querer que nunca tivesse existido.

Os ptistas sempre foram os caçadores, agora chegou a vez da caça.
 
 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

CORRUPÇÃO DESENFREADA - MARCO ZERO


Em todos os tempos, em todos os lugares a corrupção aparece como praga, como se fizesse parte dos governos. O homem e seu desejo de mais poder e de mais dinheiro, faces de uma mesma moeda, se deixa levar pelo canto da sereia, ou seja, a busca do dinheiro fácil, o dinheiro do Estado, que não é meu, não é seu, mas que é de todos e que existe para que o Estado regulador propicie o bem comum e não o privilégio desse ou daquele cidadão, grupo ou entidade.

Á História dá conta que desde que o homem se organizou em sociedade adveio o flagelo da corrupção. No Império Britânico, que dominou o mundo por séculos, se dizia à boca pequena que era mais fácil encontrar uma prostituta descente do que um governador honesto, isso para notificar a presença inconveniente da corrupção.

Ora, se a corrupção é um fato que existe desde os primórdios da civilização então qual é o nosso problema?

O que nos diferencia de muitos é que no nosso caso ela é crescente e está aliada a impunidade. Nossos corruptos e/ou corruptores, quando descobertos, não são exemplarmente punidos e quase sempre se safam ilesos, prontos para voltar às suas atividades criminosas. Nós não inventamos a corrupção, nós inventamos e cultuamos a impunidade, que é a grande incentivadora da corrupção.

Nós somos lentos no enfrentamento e resolução dos problemas. Temos a tendência de empurrar com a barriga aqueles que surgem a nossa frente e quando partimos para enfrenta-los, não raro, o fazemos de forma equivocada, naquele nosso jeito de quebrar o galho, de dar um jeitinho, de improvisar, sem o devido planejamento, nas coxas como vulgarmente se fala.

Estabelecido que a corrupção no Brasil é crescente, onde corruptos e corruptores se mostram cada dia mais audaciosos, há de se perguntar: a partir de que momento esse aceleramento se evidenciou? Certo, não é uma pergunta fácil de responder, mas se pode especular a partir do registro de dados e fatos.

Em 15 de março de 1985, beneficiado pela morte do candidato eleito o vice, Sr José Sarney, assume como presidente da República, algo por ele jamais imaginado. Em outras palavras: assume o mais alto cargo do País um despreparado, no momento em o País estava dando adeus aos dias de governo dos Generais Presidentes e que a partir dali, vida nova, todos os nossos problemas seriam resolvidos.

Como povo temos outro grande defeito, pensar que um fato, mesmo que isolado pode, qual varinha de condão, nos salvar de todas as mazelas: As Diretas Já iriam nos salvar; A Constituinte pela elaboração de uma nova constituição iria nos salvar; A plena democracia iria nos salvar; Os diversos Planos Econômicos iriam nos salvar e por aí fomos até que o povo julgou, mais uma vez errado, que o PT, através de seu líder maior e sua trupe, seria a salvação do País. Como nos demais casos demos com os burros n’água, esquecendo que nossa salvação não está em nada disso, está dentro de cada um de nós e não fora. Neste contexto de esperar salvadores da Pátria, baixamos a guarda, olhamos para o lado e aproveitadores de todos os naipes se fizeram presentes e aí se dá início a Corrupção Desenfreada de agora, é o Marco Zero.

Lembro bem. Um dos primeiros senão o primeiro ato do pós-revolução foi negar tudo que lembrasse aquela época. O medo seria substituído pelo respeito; A liberdade seria uma constante, etc. Logo ficou claro que não era mais preciso reverenciar a Pátria. Nada de respeito aos mais velhos. Nada de civismo, isso eram coisas de milico tacanho. Esquecendo que quando se abre mão desses valores vêm num galope os efeitos colaterais nocivos e hoje vemos estarrecidos jovens que deveriam estar estudando agredir professores e vandalizar as salas de aula; filhos que deveriam respeitar, agredir fisicamente seus pais, colegas etc. Uma guerra sem trincheira. Os valores de família se foram e, junto com eles, os valores de Pátria, de civilidade.

A nossa moralidade se esvaiu por entre nossos dedos, fluiu ralo abaixo e esse fato junto a outros de igual natureza propiciaram terreno fértil para o crescimento da corrupção, num salve-se quem puder, onde tudo é justificado, num processo de perde-ganha, onde o povo perde e os corruptos ganham.

O governo, seja ele qual for, é um retrato de seu povo. Não nos enganemos, nós somos células do governo que está aí e, assim sendo, se pode afirmar: Cada povo tem o governo que merece.

Sem moralidade de costumes, de respeito, de sociabilidade, de nossa casa ao palácio, abrimos mão do que é certo e passamos a aplaudir os criminosos e nos escandalizar com seus crimes, como se uma coisa não tivesse absolutamente nada a ver com a outra. Chegamos ao absurdo de mandar um presidente da República pra fora do governo e tempos depois eleger o mesmo sujeito para senador da República. O povo elegeu cheio de esperança um operário sem questionar seu currículo, muito menos o que tinha feito de certo ou de errado, de bom ou de ruim e deu no deu. Estamos prestes a descobrir que o operário que virou presidente e ato contínuo virou bilionário junto com seus familiares, “companheiros”, associados e apaziguados pode ser o “chefe” de toda essa quadrilha que corrompeu parlamentares (Mensalão) e que deu vida ao Petrolão. Uma farra com o dinheiro público jamais vista na História da Terra.
O povo, em meio a isso tudo, se espelha na máxima de que se as palavras convencem, os exemplos arrastam e os exemplos que vêm de cima, dos palácios governistas, não são nada republicanos.

Quando se afirma que nossa corrupção é crescente basta enumerar os muitos casos de desvio de recursos públicos já descobertos e constatar que cada um é maior e mais audacioso que seu antecessor. Corruptos e corruptores a toda hora afrontam a lei e a ordem numa explicita demonstração de poder. Ameaças silenciam bocas; tiram de cena pessoas e instituições que ousaram demonstrar desejo de ir contra seus escusos interesses e o medo presente fala mais alto e muitos se calam e alguns fogem em respeito a suas vidas e a vida de seus familiares.

Nesse trilhar não conseguiremos avançar, restando aos afortunados as portas de saída dos aeroportos internacionais e aos humildes mortais conviver com tudo de ruim que a Corrupção Desenfreada é capaz de produzir.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

OS DONOS DO BRASIL


Desde que o Brasil é Brasil, e lá se vão mais de 500 anos, ele sempre teve uma classe que por determinado tempo se julgou seu dono e de forma bem incisiva, compra com pagamento à vista.

Começou com as Capitães Hereditários, que foram substituídas pelos comerciantes e atravessadores de ouro e pedras preciosas nos corredores das Minas Gerais e outros rincões.

Em seguida vieram os Senhores de Engenhos e suas sinhazinhas muito recatadas, mas igualmente pedantes do poder que a época lhes conferia. Finda essa etapa foi a vez dos Barões do Café a mandar e desmandar no País.

Passado tanto tempo, mesmo ao sopé do Século XXI ainda não conseguimos nos livrar dessa pecha que, dentre outras, marca um Estado subdesenvolvido. Está aí para quem quiser ver e constatar: Vivemos a época dos Empreiteiros. Homens onde a baixa escolaridade dos pioneiros deu lugar a arrogância evidente e avidez desenfreada pelo ganho fácil de seus sucessores, normalmente familiares, cientes de que nada neste lugar, que chamam de seu, vai lhes atingir.

Se fizermos uma busca na história vamos constatar que aos favorecidos de ontem e anteontem nada, mas absolutamente nada lhes aconteceu, mesmo que tenham ao longo de seus “reinados” pintado e bordado. Ora, os novos donos sempre estiveram seguros que nada, mas absolutamente nada iria lhes acontecer também, baseados na lógica de que quando um evento acontece “n” vezes é praticamente certo que aconteça “n+1” vezes.

O que ora assistimos, num desdobramento da Operação Lava Jato, é inusitado e surpresos indagamos: Será que desta vez a Justiça alcançará igualmente a todos? O histórico nos diz para não acreditar. O exemplo do “Mensalão”, onde a sociedade esclarecida apostou todas suas fichas que desta vez a impunidade não iria lograr êxito, está aí a nos servir de parâmetro. Que “mensaleiro” político está preso? Nenhum, e mesmo aqueles em liberdade condicional lutam por uma ficha limpa, já existindo caso de total anulação das penalidades, muito embora a robustez das provas contra.

Neste caso chamado de "Petrolão" muito embora alicerçados em um caminhão, e dos grandes, de provas a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça Federal e, também, o Supremo Tribunal Federal estão sendo bombardeados, primeiro com pedidos e mais recentemente com ameaças com vistas livrar os empreiteiros, que como todo cidadão que se afasta do caminho reto deve arcar com as consequências de seus atos. O que fica no ar é o pavor de ser envolvida nesse mar de lama muita gente hoje pendurada em polpudos cargos, gozando das benesses e mordomias oferecidas pelo Estado. A todo o momento nos chegam notícias de que essa ou aquela autoridade arrolada ou citada nesse que é o maior e mais fabuloso escândalo de corrupção já visto não só no Brasil, mas no mundo, vez que não se tem notícia de nada que chegue aos seus pés, declarar publicamente que vai fazer ou dizer isso e aquilo, que se for preso vai faltar cadeia para muitas outras autoridades e ex-autoridades, num exemplo claro de chantagem explícita, sem deixar de lado os membros de primeiro escalão do Governo Federal aí incluída a própria Presidente da República, hoje uma quase pobre coitada a mercê dos acontecimentos.

É possível que estejamos assistindo a derrocada de mais uma classe que se achava dona do Brasil e assim sendo podia tudo. Mas não somos ainda o País que sonhamos, somos o País que merecemos e, assim sendo cabe a indagação: Que classe caminha a passos largos para substituir os empreiteiros? A resposta parece óbvia: Os políticos, que alias muitos já se veem nessa situação de acima do bem e do mal há algum tempo.

Que Deus nos guarde!!!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

NA CALADA DA NOITE


Como pode a presidente da República se aproveitar de uma viagem internacional para se reunir, sabidamente em conluio, com o seu ministro da Justiça e mais o presidente do Supremo Tribunal Federal, em um país estrangeiro? O que de tão importante teria que ser tratado que não pudesse esperar sua volta e fazer essa reunião em solo brasileiro e a vista de todos, afinal são pessoas públicas e seus atos não podem ser às escondidas?

Quando se invoca um conluio têm-se como base os partícipes de tal reunião:

ü  A presidente da República que tem se mostrado incompetente como primeira mandatária do País e que agora carrega a pecha de mentirosa, vez que todo que falou e prometeu nada se aproveita. Aliado a falta de respaldo político é uma pessoa sem carisma e que não consegue articular uma simples frase sem cometer gafes às mais variadas. Está completamente acuada e depende do PMDB, que se não fosse, nas palavras do Senador Pedro Simon, um partido de prostitutas já teria sido apeada do cargo há muito tempo. Assim, não pode se dar ao luxo de ver empreiteiros falando e provando as falcatruas de seu desgoverno e do desgoverno anterior, em troca de redução de pena.

ü  O atual presidente do STF ficou nacionalmente conhecido como o mais ferrenho defensor dos mensaleiros no julgamento do Mensalão, que se não fosse a atitude firme e correta do ministro Joaquim Barbosa ele teria, junto com mais outros, livrado todos aqueles criminosos das penas que o Tribunal lhes impôs. Sabe-se que hoje trabalha no sentido de anular todas as penas dos seus apaziguados e isso é fácil de constatar, basta ver e ler os noticiários;

ü  O ministro da Justiça, que no início de sua carreira política se mostrou uma pessoa de propósitos sérios, deu uma guinada de 180º à cata de cargos, funções e privilégios e, nesta pisada, vendeu sua alma ao diabo, seja ele de nove dedos ou mais. Tem contra ele “encontros” pra de suspeitos com advogados de empreiteiros investigados e/ou presos na Operação Lava Jato.

Essa trinca se encontrou em um hotel na cidade do Porto em Portugal, sem que a agenda de nenhum deles desse conta disso, para tratar do quê? Seguramente de formas e jeitos de livrar da Justiça os donos e dirigentes das empreiteiras que juntas formaram um cartel, sob a proteção e orientação de membros do governo, para assaltar os cofres da Petrobras e, com certeza, de outras organizações do Estado Brasileiro, em benefício próprio, de dirigentes de estatais, de políticos e de partidos políticos.

Sempre me espantou a vertiginosa ascensão da Odebrecht, que passou de uma empresa de construção civil para o domínio de vários outros setores da economia, como, por exemplo, da petroquímica. A UTC de um simples apêndice virou uma empresa gigante, e assim foi com a Andrade Gutierrez, Mendes Junior, Engevix, Galvão Engenharia, OAS, Queiroz Galvão, IESA (Grupo INEPAR), Toyo Setal, somente citando as maiores.

O que propiciou esse desenfreado crescimento? Certamente as “benesses” do Estado, materializadas pela via da ilegalidade. Senão vejamos: nesse jogo as duas faces de uma mesma moeda se fizeram presentes. De um lado um governo corrupto de uma forma jamais vista no País e do outro lado os empreiteiros corruptores, ávidos por ganhos fáceis e cada vez maiores não importando o modo, dentro da máxima de que os fins justificam os meios.

É louvável e digna de nossa admiração a incansável luta da Polícia Federal, do Ministério Público de da Justiça Federal, sob a coordenação do Sr Juiz Sergio Moro, magistrado a quem rendo minhas homenagens, para desvendar todos os meandres de mais esse pavoroso caso de apropriação indébita de bens do Estado Brasileiro e levar corruptos e corruptores a julgamento e possíveis condenações por seus atos ilícitos.

O tema dessa reunião sorrateira foi, sem sombra de dúvida, achar um modo de livrar os empreiteiros investigados e/ou presos, porque esse governo sabe muito bem que se eles apresentarem as provas que têm guardadas em algum lugar sobre toda essa bandalheira, mesmo aqui onde somos mais cordeiros e menos leões, o governo e todos os seus membros cairiam como pedras de dominó.