Nos
últimos dois anos tenho me ocupado, semanalmente, em postar textos sobre as
coisas deste Brasil e me dei conta que só tenho abordado temas sobre coisas
ruins, sobre mal feitos, roubos, corrupção, pilantragem, mentiras e mentirosos
e aí me veio a pergunta: Será que neste País tão grande, de tantas belezas
naturais, de tantos recursos naturais e minerais não existe nada de bom a se
falar? A resposta veio “na lata” como diz a gurizada: Se tem ninguém fala,
ninguém comenta, nem tão pouco a imprensa escrita, falada e televisiva. Acho
que notícia boa não dá dinheiro.
As
notícias sobre o Brasil são de aterrorizar. Todo mês é pior que o mês anterior,
em tudo. Quando se compara com o mesmo mês do ano anterior aí é arrasador. Da
maneira em que vamos, logo logo a 7ª Economia do Mundo vai ser somente um
lembrança do tempo em que o País andava para frente. À passos largos estamos
caminhando para o fundo do poço. Os empresários não acreditam no País e assim
não investem; as pessoas não acreditam e assim não compram e com isso vamos
afundando economicamente. Os atuais governistas, os grandes responsáveis por
toda essa miséria, negam e chegam a dizer que logo estaremos crescendo outra
vez, basta criar mais impostos. Só não chamam essa recessão em que estamos
mergulhados até o pescoço de “marolinha” porque, acho eu, lhes resta um
mínimo de vergonha e porque se fizer marola vamos comer excrementos.
Quando da
saída do governo anterior a essa “desgovernaça” do PT o País estava pronto para
dar aquele salto de qualidade e adentrar definitivamente no rol dos países
desenvolvidos. Nossas reservas cambiais chegaram a níveis jamais sonhados e o
mundo inteiro conspirava a nosso favor.
Lembro-me
da primeira reunião do G20 da era PT, onde o Presidente Obama, num gesto de
aproximação e extrema boa vontade, se dirigiu ao Lula com a seguinte frase: “Esse
é o cara”. E o que aconteceu em seguida? O Lula, do alto de toda sua
ignorância, esnobou o presidente dos Estados Unidos, à época o nosso maior
parceiro comercial. Foi se juntar à ralé da América do Sul e da África, países
que agregariam muito pouco ou nada à nossa economia. Só perdemos e hoje, de
pires na mão, fomos bater na porta dos Americanos e como resposta recebemos,
como notícia, a assinatura do Acordo do Pacífico que, num primeiro movimento
vai tirar do Brasil cerca de US$ 34 bilhões em exportações. E tem mais. Está
para nascer um acordo semelhante, também coordenado pelos Estados Unidos, para
o Atlântico e o Brasil, em face de sua desastrosa política externa, está de
fora. E isso equivale a menos exportação e mais retrocesso.
Li um
comentário de que o Itamarati está às moscas. Logo ele que em todas as épocas
foi tão atuante e reconhecido internacionalmente por sua competência
diplomática. O noticiário tem divulgado problemas incomuns até mesmo
inadimplência no exterior. Diplomatas fazendo bicos para sobreviver.
É triste,
mas estou desencantado. E pensar que sempre tivemos quase tudo para ser um
grande país, além de um país grande. Quando digo que temos quase tudo é porque
temos, e digo sem medo de errar, a pior classe de político que um país pode
ter. A maioria dos políticos brasileiros têm como objetivo fundamental não
servir, mas serem servidos. O político brasileiro não vê o mandato como algo
que o povo, através do seu voto, o outorgou para que ele o exerça em prol da
população. Ele vê o mandato como algo exclusivamente seu e, assim sendo, é para
servi-lo, para enriquecê-lo, o que faz da noite para o dia. Cá entre nós temos,
não um, mas dezenas, centenas de políticos que começaram suas carreiras morando
com a família em uma casa de dois cômodos em um bairro pobre e hoje, sem nunca
na vida ter tido outro afazer, ser bilionário.
Estou
desencantado. E penso que uma mudança para melhor de toda essa absurda situação
não vislumbro para a época de meus filhos. Meu horizonte agora são os netos, o
que já existe e os que estão por existir.