quarta-feira, 15 de julho de 2015

NA CALADA DA NOITE


Como pode a presidente da República se aproveitar de uma viagem internacional para se reunir, sabidamente em conluio, com o seu ministro da Justiça e mais o presidente do Supremo Tribunal Federal, em um país estrangeiro? O que de tão importante teria que ser tratado que não pudesse esperar sua volta e fazer essa reunião em solo brasileiro e a vista de todos, afinal são pessoas públicas e seus atos não podem ser às escondidas?

Quando se invoca um conluio têm-se como base os partícipes de tal reunião:

ü  A presidente da República que tem se mostrado incompetente como primeira mandatária do País e que agora carrega a pecha de mentirosa, vez que todo que falou e prometeu nada se aproveita. Aliado a falta de respaldo político é uma pessoa sem carisma e que não consegue articular uma simples frase sem cometer gafes às mais variadas. Está completamente acuada e depende do PMDB, que se não fosse, nas palavras do Senador Pedro Simon, um partido de prostitutas já teria sido apeada do cargo há muito tempo. Assim, não pode se dar ao luxo de ver empreiteiros falando e provando as falcatruas de seu desgoverno e do desgoverno anterior, em troca de redução de pena.

ü  O atual presidente do STF ficou nacionalmente conhecido como o mais ferrenho defensor dos mensaleiros no julgamento do Mensalão, que se não fosse a atitude firme e correta do ministro Joaquim Barbosa ele teria, junto com mais outros, livrado todos aqueles criminosos das penas que o Tribunal lhes impôs. Sabe-se que hoje trabalha no sentido de anular todas as penas dos seus apaziguados e isso é fácil de constatar, basta ver e ler os noticiários;

ü  O ministro da Justiça, que no início de sua carreira política se mostrou uma pessoa de propósitos sérios, deu uma guinada de 180º à cata de cargos, funções e privilégios e, nesta pisada, vendeu sua alma ao diabo, seja ele de nove dedos ou mais. Tem contra ele “encontros” pra de suspeitos com advogados de empreiteiros investigados e/ou presos na Operação Lava Jato.

Essa trinca se encontrou em um hotel na cidade do Porto em Portugal, sem que a agenda de nenhum deles desse conta disso, para tratar do quê? Seguramente de formas e jeitos de livrar da Justiça os donos e dirigentes das empreiteiras que juntas formaram um cartel, sob a proteção e orientação de membros do governo, para assaltar os cofres da Petrobras e, com certeza, de outras organizações do Estado Brasileiro, em benefício próprio, de dirigentes de estatais, de políticos e de partidos políticos.

Sempre me espantou a vertiginosa ascensão da Odebrecht, que passou de uma empresa de construção civil para o domínio de vários outros setores da economia, como, por exemplo, da petroquímica. A UTC de um simples apêndice virou uma empresa gigante, e assim foi com a Andrade Gutierrez, Mendes Junior, Engevix, Galvão Engenharia, OAS, Queiroz Galvão, IESA (Grupo INEPAR), Toyo Setal, somente citando as maiores.

O que propiciou esse desenfreado crescimento? Certamente as “benesses” do Estado, materializadas pela via da ilegalidade. Senão vejamos: nesse jogo as duas faces de uma mesma moeda se fizeram presentes. De um lado um governo corrupto de uma forma jamais vista no País e do outro lado os empreiteiros corruptores, ávidos por ganhos fáceis e cada vez maiores não importando o modo, dentro da máxima de que os fins justificam os meios.

É louvável e digna de nossa admiração a incansável luta da Polícia Federal, do Ministério Público de da Justiça Federal, sob a coordenação do Sr Juiz Sergio Moro, magistrado a quem rendo minhas homenagens, para desvendar todos os meandres de mais esse pavoroso caso de apropriação indébita de bens do Estado Brasileiro e levar corruptos e corruptores a julgamento e possíveis condenações por seus atos ilícitos.

O tema dessa reunião sorrateira foi, sem sombra de dúvida, achar um modo de livrar os empreiteiros investigados e/ou presos, porque esse governo sabe muito bem que se eles apresentarem as provas que têm guardadas em algum lugar sobre toda essa bandalheira, mesmo aqui onde somos mais cordeiros e menos leões, o governo e todos os seus membros cairiam como pedras de dominó.