Como pode a
presidente da República se aproveitar de uma viagem internacional para se
reunir, sabidamente em conluio, com o seu ministro da Justiça e mais o
presidente do Supremo Tribunal Federal, em um país estrangeiro? O que de tão importante
teria que ser tratado que não pudesse esperar sua volta e fazer essa reunião em
solo brasileiro e a vista de todos, afinal são pessoas públicas e seus atos não
podem ser às escondidas?
Quando se
invoca um conluio têm-se como base os partícipes de tal reunião:
ü A presidente da República que
tem se mostrado incompetente como primeira mandatária do País e que agora
carrega a pecha de mentirosa, vez que todo que falou e prometeu nada se
aproveita. Aliado a falta de respaldo político é uma pessoa sem carisma e que
não consegue articular uma simples frase sem cometer gafes às mais variadas.
Está completamente acuada e depende do PMDB, que se não fosse, nas palavras do
Senador Pedro Simon, um partido de prostitutas já teria sido apeada do cargo há
muito tempo. Assim, não pode se dar ao luxo de ver empreiteiros falando
e provando as falcatruas de seu desgoverno e do desgoverno anterior, em troca
de redução de pena.
ü O atual presidente do STF ficou
nacionalmente conhecido como o mais ferrenho defensor dos mensaleiros no
julgamento do Mensalão, que se não fosse a atitude firme e correta do ministro
Joaquim Barbosa ele teria, junto com mais outros, livrado todos aqueles
criminosos das penas que o Tribunal lhes impôs. Sabe-se que hoje trabalha no
sentido de anular todas as penas dos seus apaziguados e isso é fácil de
constatar, basta ver e ler os noticiários;
ü O ministro da Justiça, que no
início de sua carreira política se mostrou uma pessoa de propósitos sérios, deu
uma guinada de 180º à cata de cargos, funções e privilégios e, nesta pisada, vendeu
sua alma ao diabo, seja ele de nove dedos ou mais. Tem contra ele “encontros”
pra de suspeitos com advogados de empreiteiros investigados e/ou presos na
Operação Lava Jato.
Essa
trinca se encontrou em um hotel na cidade do Porto em Portugal, sem que a
agenda de nenhum deles desse conta disso, para tratar do quê? Seguramente de formas
e jeitos de livrar da Justiça os donos e dirigentes das empreiteiras que juntas
formaram um cartel, sob a proteção e orientação de membros do governo, para
assaltar os cofres da Petrobras e, com certeza, de outras organizações do
Estado Brasileiro, em benefício próprio, de dirigentes de estatais, de
políticos e de partidos políticos.
Sempre me
espantou a vertiginosa ascensão da Odebrecht, que passou de uma empresa de
construção civil para o domínio de vários outros setores da economia, como, por
exemplo, da petroquímica. A UTC de um simples apêndice virou uma empresa gigante,
e assim foi com a Andrade Gutierrez, Mendes Junior, Engevix, Galvão Engenharia,
OAS, Queiroz Galvão, IESA (Grupo INEPAR), Toyo Setal, somente citando as
maiores.
O que
propiciou esse desenfreado crescimento? Certamente as “benesses” do Estado,
materializadas pela via da ilegalidade. Senão vejamos: nesse jogo as duas faces
de uma mesma moeda se fizeram presentes. De um lado um governo corrupto de uma
forma jamais vista no País e do outro lado os empreiteiros corruptores, ávidos
por ganhos fáceis e cada vez maiores não importando o modo, dentro da máxima de
que os fins justificam os meios.
É louvável
e digna de nossa admiração a incansável luta da Polícia Federal, do Ministério
Público de da Justiça Federal, sob a coordenação do Sr Juiz Sergio Moro, magistrado
a quem rendo minhas homenagens, para desvendar todos os meandres de mais esse
pavoroso caso de apropriação indébita de bens do Estado Brasileiro e levar
corruptos e corruptores a julgamento e possíveis condenações por seus atos ilícitos.
O tema
dessa reunião sorrateira foi, sem sombra de dúvida, achar um modo de livrar os
empreiteiros investigados e/ou presos, porque esse governo sabe muito bem que se
eles apresentarem as provas que têm guardadas em algum lugar sobre toda essa
bandalheira, mesmo aqui onde somos mais cordeiros e menos
leões, o governo e todos os seus membros cairiam como pedras de dominó.