Na noite de domingo último, após uma demonstração de
civismo jamais vista neste País ficamos a esperar o que tinha a dizer o governo
e o que se viu foi, mais uma vez, a tentativa de fuga, de tapar o Sol com a
peneira, de jogar a culpa seja lá em quem for, menos na incompetência desse governo
desastroso e dizer que o governo vai tomar medidas requentadas e nunca levadas
a efeito. A fala dos “ministros”, dois da trupe de 39, foi ridícula e patética.
Os dois nem ao menos combinaram o improviso, cada um puxando para um lado e o
que se viu foi uma tentativa inconsequente de justificar o injustificável.
Mereceram, também, o panelaço.
Quando imaginávamos que já tínhamos assistido nossa dose
de asneiras, aí veio a consagração do besteirol: a presidente da República, que
Deus nos acuda, deitou e rolou em idiotice. Fez comparações absurdas e
autoelogios descabidos. Falou tudo o que não devia. Dentre outras, comparou a
manifestação de sexta-feira, composta por meia dúzia de gatos pingados, pobres
coitados contratados a troco de uma tubaína, um sanduiche de pão com mortadela
e 35 pilas, com o movimento de 15 de Março onde a sociedade
brasileira foi às ruas dizer ao governo: Nós não aguentamos mais vocês, nós queremos
mudanças verdadeiras, nós estamos cheios de tanta roubalheira, de tanta
corrupção, de tanta mentira, de tanta incompetência, nós queremos ver vocês pelas
costas.
Voltando à troca de cor do PT justifica-se porque vendo
seus representantes falarem, tanto a presidente quanto seus saca-trapos, tem-se
a nítida impressão que todos eles não são deste País, não são nem mesmo do
planeta Terra, eles são recém-chegados de Marte – homenzinhos verdes.