Qual
governo iria se manter teimosamente de pé após três manifestações, à nível
nacional, em que a população brasileira mostrou com todas as letras sua
indignação contra um governo escorado em
7% de satisfeitos contra 93% de insatisfeitos. Desta última vez as
manifestações focaram o “Fora Dilma”, o “Fora PT" e o “Impeachment da
Presidente” estampado em faixas que ganharam as ruas e avenidas com seus 100
metros de comprimento.
Os
manifestantes, em todo o País, além de repudiar a corrupção, o desemprego, a
inflação e valorizar o trabalho da Polícia Federal, Ministério Público e
Justiça Federal elevando a figura do Juiz Sérgio Moro em clara defesa da
Operação Lava Jato, voltaram suas atenções para o Sr Lula, que sempre pareceu
pertencer ao Olimpo dos Deuses e acima do bem e do mal, ausente de todo esse
mar de lama que por sinal foi fecundado e nascido em seus dois períodos de
governo. O atual governo capenga e sem sal tem como demérito ter dado
continuidade a esse escabroso processo de deterioração do Estado, talvez não por
vontade própria, mas por singular incompetência de controle e conhecimento da
lide do dia-a-dia.
A antes dita “chefona”
do Palácio do Planalto desde um bom tempo finge que governa e todo o seu
séquito de incompetentes aduladores e aproveitadores, alguns extremamente
pedantes, fingem que ela manda, mas todos cientes que a realidade é bem outra e
agora com a perda de sua muleta-mor, o Sr Lula, que à vista da possibilidade de a coisa degringolar vai tentar fazer seu pirão primeiro, mesmo
sendo ele é o dito chefe de toda essa patifaria.
Está aí
para quem quiser ver os urubus sobrevoando em círculo a carniça e se preparando, cada um a seu molde,
para embates vigorosos em busca dos maiores nacos. Quem pode confiar nas
figuras que aí estão postas. Basta olhar a atual linha de sucessão e rememorar
as atitudes de cada um deles no passado, mesmo o passado recente, sem falar de
seus anunciados envolvimentos nos esquemas de corrupção investigados na Operação Lava Jato.
Estamos realmente órfãos de lideranças com um mínimo de decência.
A
presidente do alto de sua arrogância não ouviu o recado das ruas nem ontem, nem
hoje e certamente não amanhã. Prefere ouvir seus aduladores. Foi assim desde o começo
e nos diz a lógica que assim será até o seu fim.
Ela ganhou
duas eleições. A primeira impulsionada pelo seu antecessor, à época um morador
privilegiado do Olimpo onde nada lhe atingia e o povão cego em adoração dizia
amem a tudo que viesse dele, com a complacência inerte da oposição, que de oposição não teve nada.
A sua
segunda vitória eleitoral foi alicerçada em falsas promessas e mentiras em
larga escala. Tanto foi assim que fez tudo que disse de aterrorizante que seu
adversário iria fazer.
Passados
três meses de governo se profetizou que ela não chegaria ao fim de seu mandato,
hoje há quem diga que seu mandato já acabou só ela que ainda não sabe, ou não
quer saber, acobertada e iludida pelos mesmos aduladores.
Caso
tivesse algum senso de correção poderia ter, pelo menos, tentado salvar seu desastroso
mandato. Fizesse uma redução drástica na máquina paquidérmica do Executivo,
começando reduzindo o número cavalar de ministérios; o vergonhoso número de
pessoas nomeadas para não fazer nada. Basta entrar em qualquer ministério em
Brasília para constatar o que aqui se diz. Tem ministério que o efetivo de
pessoal é tanto que entre os funcionários existe uma escala de trabalho onde uma turma
trabalha na parte da manhã e a outra na parte da tarde, vez que se todos forem
ao mesmo tempo não vai haver cadeiras, mesas, telefones, computadores para
todos, por absoluta falta de equipamento e espaço. Isso é só uma amostra. Qualquer chefe tem
uma secretaria com um número excessivo de pessoas, uma mescla de funcionários e
contratados, onde o trabalho que em qualquer organização privada requereria uma
pessoa, por lá se contam quatro e às vezes mais.
A senhora
Dilma do alto de seu saber jamais ouviu as ruas, o povo. Ela só ouve as pessoas
que a adulam, que concordam com sua opinião. Mesmo passadas três manifestações de
rua, em menos de seis meses, que repudiaram seu governo, fato único na história do mundo; mesmo que a aprovação
de seu governo esteja no insignificante 7%, mesmo assim ela se mantem com
ouvidos surdos aos reclamos da população, esquecendo ou mesmo não querendo saber
que exerce um emprego de caráter temporário e que é uma servidora do povo e não
o contrário. Parece não saber que deveria governa para todos e não só visando
àqueles que supostamente a elegeu e para suas malfadadas “organizações sociais e sindicais”.
A História
nos ensina que todo governante que faz ouvidos surdos à população não tem um
final feliz.