quarta-feira, 29 de abril de 2015

TRÊS FATOS


Três fatos, dentre os muitos que nos chegam diariamente, chamaram minha atenção: Primeiro, a fala mais que indignada do senador Renan Calheiros em face da sanção, pela coitada da presidente do Brasil, do aumento que quase triplicou a tal verba partidária, aquela para a manutenção das mordomias dos partidos políticos, verba essa que sai do bolso de cada trabalhador deste sofrido País.

De passagem permitam-me falar mais um pouco dessa senhora que ora ocupa o mais alto cargo do Brasil, mas que, atualmente, não manda nada. Hoje o governo do Brasil está loteado, ou melhor, aproveitando a onda do momento, terceirizado entre o vice-presidente, o presidente da Câmara e o presidente do Senado.

O senador Renan Calheiros, na maior cara de pau jamais vista, teceu duras críticas à presidente, como já dito, pela sanção de um projeto que ele e seus correligionários foram artífices. É simplesmente estarrecedor se vê até onde pode chegar a falta de compostura de certas pessoas que iludem, que enrolam, que mentem.

O outro fato digno de nota foi o recuo da presidente em falar à Nação em Rede Nacional de Rádio e Televisão com absoluto medo, por sinal justificado, de receber um panelaço e, desta vez, ainda maior que o anterior. Degradante, mais da conta, foi ver o porta-voz tentar justificar ao dizer que “a presidenta (palavra dele) não falaria em rede nacional de rádio e televisão, mas que faria isso pela internet porque queria dialogar como o povo.” Esse moço deve ser, no mínimo, um idiota. Como assim cara pálida? Dialogar como o povo? Com mais de 200 milhões? Pela internet? Só pode ser piada. O certo é que a presidente está com medo de que o caldo entorne ainda mais.

O terceiro fato nos reporta ao Nepal, onde infelizmente, pela ação da mãe natureza, mais de 5000 mortes já foram contabilizadas e foi afetada a vida de mais de um quarto da população. Também se noticia que serão necessários cerca de US$ 6 bilhões para a reconstrução do país. Ora, cá entre nós, depois do “mensalão” e de seu primo mais rico o “petrolão”, essa quantia chega parecer um troco. Assim, visto pelo lado do dinheiro, é preferível uma catástrofe natural, desde que não deixe mortos, do que ser governado pelo PT. É bem mais barato.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A BOLA DA VEZ


Passados 12 anos do PT no governo do Brasil, dentre os muitos casos de corrupção, roubo, desmandos etc, vimos estarrecidos a saída de dois tesoureiros petistas diretos para a cadeia acusados de, dentre outros crimes, enriquecimento ilícito, formação de quadrilha, corrupção, roubo puro e simples. Primeiro foi o Sr Delúbio Soares uma das peças principais do “mensalão” e agora o Sr João Vaccari atolado até o pescoço no escândalo do “petrolão”, e em ambos os casos sob forte indignação do partido que ficou até o último minuto com eles, numa tentativa patética de mostrar que tudo não passava de intriga da oposição ou mesmo da elite reacionária.

Após não ter mais para onde fugir nomearam um novo tesoureiro o Sr Márcio Macedo, ex-deputado federal de um único mandato.

Ora, o Sr Márcio Macedo quando deputado federal chegou a ser vice-lider do partido, logo contava com apoio e distinção partidária e, mesmo assim, foi rejeitado nas urnas pelos eleitores de Sergipe, donde se conclui que o ex-deputado, hoje tesoureiro, não agradou ao seu eleitorado de primeira hora.

Assume uma tesouraria que se antes nadava em mares de muito dinheiro agora vai ter que se contentar com as “doações” compulsórias das pessoas filiadas ao PT, segundo palavras textuais do presidente do partido, indicando que o PT não mais vai receber doações de empresas privadas e poder dentro deste contexto de autoproteção abocanhar boa parte do financiamento público, quando e se houver. Essa atitude reflete o desespero que reina dentro daquela entidade política cuja maioria dos seus líderes, de ontem e de hoje, ou estão presos ou estão respondendo a processos criminais com fortes possibilidades de serem condenados e, também, presos.

Visto o quadro antes mostrado resta saber qual vai ser a linha de conduta do novo tesoureiro diante, inclusive, da possibilidade de o partido sofrer uma pesada multa em face da descoberta de ter recebido de US$ 150 a 200 milhões, dinheiro espúrio desviado da Petrobras:

1.   Trilhar o mesmo caminho dos seus antecessores e se arriscar a também ser condenado e preso, ou;

2.   Ver o aniquilamento do seu partido pela captação de minguados recursos, isto é, se render a morte por inanição?

As doações compulsórias dos filiados, mesmo que ocorram em sua totalidade, o que não acredito, ficará longe das necessidades do partido que a essa altura está acostumado a voos muito mais altos. Assim, certamente, outra fonte de renda terá que ser descoberta e explorada. Não podemos esquecer de que tão logo o “mensalão” foi descoberto passou a viger o “petrolão”. Esses moços petistas são excepcionalmente criativos para malfeitos e podem criar, para mais logo, outro “ão” da vida e, se nada de positivo for feito, daqui a algum tempo poderemos ver outro tesoureiro preso pelos mesmos crimes dos seus antecessores.

Não é adivinhação, apenas mais uma tragédia anunciada. O Sr Márcio Macedo é a Bola da Vez.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA


É muito difícil acreditar num slogan, que deveria ser o carro-chefe das ações desse governo no desenvolvimento da educação maciça e continuada do povo. O slogan é, de cara, vilipendiado pela chefe do Poder Executivo ao se auto intitular de “presidenta”. É simplesmente hilário, para não se dizer degradante, ver e ouvir o seu séquito de puxas-sacos a repetir essa asneira em todos os seus pronunciamentos.

Muito embora a contundente manifestação, a respeito, de professores renomados que apontaram tal erro, a idiotice continua. Mesmo os poucos letrados, dente nós, jamais diriam que “a pacienta teve alta do hospital ou mesmo que a adolescenta é bonita, inteligente etc”, logo jamais falariam: a presidenta. Talvez não saibam o por quê, mas sentem, por usos e costumes, que o sufixo “ente” não se flexiona em gênero.

Fica difícil de entender a persistência de um erro tão grosseiro. Será que é uma forma de afirmação da feminidade da Srª Presidente? Se assim for estamos diante de uma baita barbaridade. Não seria a deturpação do idioma o meio para isso. Nossa condição de gênero se estabelece: primeiro por nascimento e depois por atitudes.

Reafirmo meu respeito absoluto a todas as formas opções sexuais. A pessoa humana é livre para escolher a busca da felicidade, nesse particular. Não nos cabe reparos e nem reprimendas quanto à opção sexual de cada um, mesmo que diversa da nossa.

Voltando ao tema EDUCAÇÃO. Consideremos nossa triste situação e olhem que não estou falando das precárias instalações de ensino mantidas pelo poder público, nem tão pouco dos baixos salários dos professores, vigentes na maioria dos estados e municípios brasileiros e, por isso mesmo, mercê de educadores desmotivados e mal formados. Estou me referindo à pirâmide da educação estatal, que neste País, está de ponta cabeça. O governo, já de priscas eras, dá mais valor ao ensino superior e relega às traças o ensino fundamental. Como resultado dessa aberração temos os filhos das classes média e rica cursando as universidades federais e estaduais, pagas com dinheiro público. E por quê? Porque tiveram condição de fazer o ensino fundamental em escolas particulares, onde existe melhor estrutura, professores melhor remunerados etc, etc e são os aprovados nos famosos vestibulares.

Enquanto isso aos filhos dos menos favorecidos, normalmente oriundos das escolas públicas, resta, quando muito, cursar uma faculdade particular, quando não à noite, muitas delas carente de melhores condições de ensino, aliado ao fato, sempre presente, das dificuldades do aluno (Conhecimento básico deficiente). Uma vez formados com deficiências não conseguem disputar, com êxito, as melhores colocações no mercado de trabalho e, por via de consequência, os melhores salários.

Quando se ouve falar em um choque de educação, no meu entender, seria carrear maciçamente os recursos públicos para o Ensino Fundamental Profissionalizante. O Ensino Superior seria da alçada da iniciativa privada. É assim que agem os países desenvolvidos. Propiciam um ensino fundamental gratuito e de qualidade a toda população e deixam para aqueles que assim quiserem e/ou puderem cursar uma faculdade custeada particularmente e não pelo Poder Público. O correto é ensinar a pescar e não dar o peixe.

Como seguimento da aberração implantam-se as cotas, muito mais barato que oferecer um ensino fundamental de qualidade à população. A proliferação desse procedimento, a médio prazo, vai contribuir, mais ainda, para o empobrecimento do nosso ensino, nivelando por baixo o ensino nas universidades públicas.

Nesta mesma linha estão os financiamentos para aqueles que não conseguiram uma vaga numa universidade pública, vez que lhes falta conhecimento. Mais uma vez a preocupação é com a formação de 3° grau, relegando-se a quase nada a formação de bons técnicos, que por sinal é a nossa grande falta, é o grande reclamo dos empresários.

E aí, o Brasil pode ser chamado de Pátria Educadora? Claro que não. O Brasil não educa sua população, muito pelo contrário, o Brasil deseduca, desestimula, desagrega e gera a cada ano, uma legião de desencantados, desmotivados. Não deve ser brincadeira ter diplomado de nível superior e trabalhar como auxiliar disso ou daquilo e ganhar pouco mais que um salário mínimo, vez que é isso que lhe resta.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

JOGADA DE MARKETING


Neste último domingo (05ABR) estava de visita à residência de um vizinho quando, ao passar pela sala, uma frase de rodapé na tela de sua TV me chamou atenção: “Ela já passou fome e hoje é milionária”.

Tratava-se de um programa de auditório (Hora do Faro – TV Record) que, como os outros tantos, prima pelo gosto duvidoso e tendência sensacionalista, justamente para iludir e/ou prender a atenção de inocentes e incautos.

Logo surgiu a figura da senhora Valdirene Marchiori, que se autodenomina Val Marchiori, tipo estrela de filmes de segunda, Para ser entrevistada pelo apresentador do programa expondo sua brilhante e, porque não dizer, meteórica carreira rumo à riqueza.

O apresentador dá destaque, dentre outras pérolas, a sua residência, um apartamento de 1000m² situado na parte nobre da cidade de São Paulo que, segundo ela mesma, está avaliado em R$ 30 milhões. Em seguida, acho que por pura maldade dos jornalistas que foram fazer a reportagem – jornalista é bicho danado – aparece a entrevista com a genitora da senhora Valdirene, uma senhora vestida sem nenhum luxo ou requite, num palavreado tosco, onde se nota que ela não conseguiu decorar suas falas direito e, ao fundo, sua residência: uma pobre casinha de madeira que se sabe ficar nos subúrbios da cidade de Arapongas, no norte do Paraná. A entrevista com o tio da “milionária” seguiu o mesmo padrão. Ele, coitado, não sabia nem ao menos o que estava dizendo.

Bem, perguntas inevitavelmente nos vêm à mente: a quem interessou essa entrevista? Porque uma televisão se presta a tal papel, assim como também o apresentador? E as melhores delas: Quem autorizou tal entrevista e por quê?

Não estou acusando ninguém, mas notícias que dão conta que a senhora Valdirene tem problemas com a Receita Federal, com órgãos de crédito e que tem dois CPFs. Corre à boca pequena que obteve, à revelia dos procedimentos, um empréstimo no Banco do Brasil de mais de R$ 2,5 milhões por interferência do então presidente do banco, do qual é “amiga”.

Ora, será que a TV Record recebeu uma solicitação para fazer a tal reportagem por indicação do mesmo figurão, que hoje tem um poder de veto e aporte sobre verbas de propaganda bem maior que antes?

Sei que é especulação, mas a ideia não é de toda descabida. Senão vejamos: mais de 90% das pessoas que compunha aquele auditório e mesmo aquelas que assistiam ao programa (fiz pequena pesquisa a respeito) não sabiam e nem se interessavam pela dita senhora, tanto é que, apesar dos esforços do apresentador, o auditório não se empolgou. Então sua aparição em um programa domingueiro de auditório, mesmo que de antemão se soubesse que não iria empolgar serviria a algum propósito, talvez o de mostrar o lado bom, empreendedor da entrevistada, mesmo que tudo isso não passasse de pura enganação algum caldo iria restar.

Senhores, a televisão é um veículo poderoso de comunicação, portanto sejam sensíveis ao que veiculam. Cumpre-lhes uma parcela grande de responsabilidade daquilo que vai ao ar. Vivemos dizendo que o Brasil precisa de mais educação, então porque vocês não colaboram verdadeiramente no sentido de educar, de aumentar o saber da população. Esse tipo de reportagem não acrescenta nada a ninguém. Mesmo em sensacionalismo tem coisa muito melhor.

E aí: Qual foi a jogada?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

QUEM ROUBA MILHÕES, MATA MILHÕES


Acompanho com tristeza o desenrolar das investigações da Operação Lava Jato em que a Polícia Federal mais o Ministério Público Federal e, depois, coordenação da Justiça Federal vem desarticulando o maior esquema de corrupção dentro e fora da Petrobras, algo jamais visto no Brasil.
As cifras advindas da corrupção no Brasil, que muitos aceitam como sendo endêmica e por isso mesmo não se faz nada, que antes se contava em milhões, o esquema criminoso engendrado dentro e fora da Petrobras junto às maiores empreiteiras do País, partidos políticos e, também, os próprios políticos se conta em bilhões.
Como eu, milhares de outros que passaram e outros milhares ainda estão lá como empregados dedicados fazendo a Companhia crescer e prosperar vemos estarrecidos esses fatos comprovados, incapazes de aceitar tal descalabro. Tanta falta de pudor, tanta falta de honestidade, tanta cara de pau.
Quando estive no Exército pude ler uma frase pintada numa parede do quartel: “As palavras convencem, mas os exemplos arrastam”, e é aí que vejo o grande problema em que estamos atolados até o pescoço.
Que exemplos temos recebido vindos de cima? Falcatruas, conluios, conchavos, obras inacabadas e quando não superfaturadas, desvios de verbas públicas aos montes e de toda ordem, ficando a Deus dará as três funções básicas de qualquer governo: Saúde, Educação, Segurança.
Saúde: O serviço de saúde deste País está aos frangalhos, gente morrendo nos corredores dos hospitais por falta de assistência adequada, não só de recursos humanos, mas na grande maioria dos casos recursos materiais. E neste particular, vem o governo, ora de plantão, e põem a culpa nos médicos (exemplos da burguesia insensível), e com essa desculpa esfarrapada importa-se “médicos” de Cuba, à revelia de todos os procedimentos existentes para que médicos estrangeiros possam trabalhar no Brasil, quando se sabe que nada mais é que repassar recursos para a ditadura cubana, a que troco ignoramos.
Educação: Aqui, diferente daqueles países que querem dar educação ao povo, a pirâmide está invertida. Os filhos de classe média vão às escolas particulares onde o ensino é melhor e depois ingressam nas universidades públicas pagas pela Sociedade. Os filhos das classes mais pobres frequentam as escolas públicas, na sua grande maioria uma terra arrasada: professores mal formados e desmotivados, muitos deles reféns de “alunos” verdadeiros marginais. As instalações extremamente precárias e equipamentos inexistentes. E tem-se como resultado pessoas de baixíssima qualidade profissional, alguns formados com curso de nível superior de segunda categoria, que vão ficar à margem dos empregos de maior destaque e, por essa razão, melhor remunerados.
Segurança: Cá entre nós morre mais gente vítima de tudo quanto é forma de crime do que em qualquer guerra hoje em curso no mundo, donde se conclui que aqui não existe segurança nenhuma. Não sei como alguém, em sã consciência ainda visita as cidades brasileiras, é um exemplo de muita coragem ou ignorância.
Voltando a Operação Lava Jato vi e ouvi a exposição do Ministério Público Federal e Polícia Federal detalhando parte dos caminhos da corrupção e pude grifar uma de suas frases: Quem rouba milhões, mata milhões. E o que dizer dessa turma de corruptos: diretores e gerentes da Petrobras, empreiteiros renomados, políticos de várias siglas e seus cúmplices, operadores de partidos políticos e de pessoas, verdadeiros lavadores de dinheiro, que juntos roubaram não milhões, mas bilhões, deixando a mingua aquelas três funções básicas de qualquer governo minimamente descente: Saúde, Educação, Segurança.