quarta-feira, 24 de junho de 2015

SALTANDO DA CARROÇA


Não é piada, o ex-presidente Lula, mentor, criador e mantenedor do PT, seu líder inconteste de ontem, de hoje e de sempre, diante dos meios de comunicação e não a portas fechadas, fez severas críticas ao modo de ser do seu, porque é dono, partido. E enfatizou: “Já estou falando o que falava na década de 80. O PT perdeu seu encanto e só pensa em cargos e emprego.”

Parece brincadeira, mas o fato é que após ter perdido solenemente o seu rumo, ter traído com todas as letras àqueles que acreditaram em seus propósitos e ser hoje, reconhecidamente, como um partido de corruptos, sanguessugas etc, segundo seu guru-mestre o PT deveria voltar ao passado.

O problema é que Lula, os militantes e dirigentes do PT e líderes dos partidos da base aliada estão mais que acostumados a nadar de braçadas num mar de mordomia e bonança, regadas a altos salários e corrupção. Isso é um fato que não se pode ignorar e, desta forma, não é possível dar crédito às palavras do ex-presidente.

O Sr Lula parece esquecer que eles são os mentores, promotores e principais executores dos maiores escândalos de corrupção jamais vistas no Brasil, por exemplo, o Mensalão que institucionalizou uma mesada em dinheiro surrupiado de órgãos públicos, para que deputados federais votassem a favor do governo, forjando desta maneira uma maioria na Câmara Federal comprada a soldo de desvios de recursos. O outro exemplo, muito mais danoso pelo volume de recursos envolvidos, vez que se o Mensalão dava conta de milhões de Reais o Petrolão está sendo contado na casa dos bilhões de Dólares.

Os dirigentes-cabeça do PT e aliados apunhalaram pelas costas, de forma covarde e vil, a maior empresa brasileira de tal forma que sua recuperação, se houver, vai demandar tempo e muito trabalho. A ação perniciosa desse grupo se deu de duas formas principais: Primeiro segurando, por quase uma década, o preço de seus produtos, gerando, segundo se apurou, um rombo em suas contas da ordem de mais de R$ 60 bilhões. A segunda foi incentivar a formação de um “cartel” de empreiteiras com a finalidade precípua de fraudar licitações em obras de médio e grande porte da Petrobras, com pagamento de propina a diretores e gerentes de alto nível, sabendo que tal medida encheria os cofres das empreiteiras componentes do “cartel” que, por sua vez, transfeririam para os partidos da base do governo, via doação, grandes somas em dinheiro.

E agora, de olho na eleição presidencial de 2018, após 12 anos e meio de desmandos, decisões pra lá de controversas, no momento em que se deixou de investir no Brasil para aplicar vultosos recursos em países governados por ditadores ou governantes populistas que só têm como objetivo a manutenção do poder, vem a público criticar sua própria cria e o faz porque está vendo o barco afundar. Sábio ditado que diz: “Num naufrágio os ratos são os primeiros a deixar o barco”.

O Sr Lula e o próprio PT estão mais uma vez apostando na memória curta dos brasileiros e na sua falta de conhecimento dos fatos e que, na hora certa, vão destilar todo seu veneno através de mentiras sobre o fim do mundo caso saiam do poder e, também, pela intimidação da população baseada na truculência de seus militantes e de suas parceiras, as famosas e não menos perniciosas organizações sociais: MST, CUT, FUP e outras do mesmo naipe promovendo tumultos, invasões de terras e de órgãos públicos, bem como ocasionando pesados danos ao patrimônio privado.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

MILITARES DE ANTIGAMENTE


Não sei quanto a vocês, mas eu praticamente não reconheço os militares de hoje em dia. Não estou apregoando que as Forças Armadas brasileiras, ou melhor, desarmadas, promovam golpes de Estado e retomadas do poder, mesmo porque com o armamento que hoje dispõem pouco poderia fazer nesse sentido, a não ser, é claro, se tomassem, mesmo que por empréstimo, o armamento hoje nas mãos de traficantes e bandidos de toda ordem Brasil a fora.

Quero me referir à postura de seriedade que sempre foi o foco de suas ações. Não compactuando com toda essa bandidagem que se apossou do governo de cima a baixo. E não satisfeitos com todo o mal que infringiram à população brasileira, ainda voltaram sua gana em direção às empresa estatais de economia mista, sem se dar conta de que a Nação, como entidade, não é proprietária exclusiva dessas organizações. E assim, espoliaram a Petrobras, tida por muitos de nós como orgulho nacional.

Junto a toda essa ganância administrativa e, também, pela falta de escrúpulo dos agentes governistas desses últimos anos, voltaram suas atenções para os Fundos de Pensão, dessas mesmas estatais, que alias não pertencem ao governo, mas que pelo poder de indicação de seus gestores, está os exaurido a olhos vistos. O Fundo de Pensão dos empregados dos Correios (POSTALIS) é um triste exemplo dessa política de apropriação indébita, e se não houver um basta nessa falta de vergonha outros Fundos de Pensão podem seguir o mesmo caminho em prejuízo de milhares de brasileiros que por décadas deram parte significativa de seus salários como contribuição aos seus respectivos Fundos de Pensão.

Nunca se viu tanta bandalheira, tanta roubalheira, tanta cara de pau. Basta se ver um cidadão que há bem pouco tempo foi flagrado com milhares de dinheiro escondidos na cueca ser eleito deputado federal e pousar de líder do governo na Câmara. É o fim do descaramento moral. Um outro cidadão que foi apeado da Presidência da República por improbidade, recebendo em 29 de setembro de 1992, do Congresso Nacional, um impeachment hoje é Senador da República e vive de braços dados como o Partido que à época foi seu algoz-mor. Como vemos nesses dois exemplos cumpre-se a máxima que diz: “Todo povo tem os governantes que merece.” Precisamos mudar esse jogo e merecer governantes melhores.

É perfeitamente aceitável que os militares, pelo dogma da disciplina e da hierarquia, se atenham aos quarteis, mas pactuar como esse estado de coisa é muito diferente. A imprensa nos mostrou um oficial superior do Exército na posse do presidente da Venezuela. Que barbaridade. O que estava fazendo lá aquele militar? Prestigiando o que e a quem? Há quem corra em sua defesa alegando que ele ali estava representando o Governo Brasileiro. Ora, isso não seria uma missão para um diplomata, que cumpriria a tarefa com muito mais vantagem? Primeiro por ser um profissional formado e treinado para isso e, segundo, não iria expor as Forças Armadas a esse vexame. Um representante trajado em pé de igualdade aos presentes passa despercebido, enquanto um militar fardado não, a não ser que a intensão fosse a de se fazer notar.

Senão vejamos mais um simples exemplo: O Conselho de Administração da Petrobras recém-expurgado, contava com um oficial general do Exército como Conselheiro. Aí vem a pergunta: esse general não viu, mesmo que por alto, o imenso problema por que passava aquela companhia? Afinal todas as decisões importantes são discutidas, aprovadas ou rejeitadas ali. Será que foi colocado naquele Conselho tão somente para votar conforme as ordens do Poder Executivo que representa o Acionista Majoritário?

Lembro-me dos militares brasileiros do passado, mesmo do passado recente. Homens de honra e patriotismo, íntegros, que mesmo ocupando os mais altos cargos da República não encheram seus bolsos, não enriqueceram seus filhos, demais parentes e apadrinhados como se vê acontecer com todos ou quase todos aqueles que por filiação ou oportunismo são guindados a um cargo governamental.

Que volte a decência, a honra e o patriotismo.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

SUGADORES DAS TETAS DA PÁTRIA MÃE GENTIL


Como se não bastasse os apaziguados, apadrinhados, centenas de sindicalistas incompetentes e oportunistas todos colocados em cargos e funções muito além de suas capacidades, temos entranhados nas infladas máquinas dos governos federal, estaduais e municipais os Sugadores das Tetas da Pátria Mãe Gentil que sem a menor vergonha vagueiam de lá pra cá enchendo a pança. São muitos, em todos os níveis, em todos os cantos. É uma raça que na maioria se esconde na obscuridade de suas vidas insípidas e nem por isso deixam de custar muito dinheiro aos contribuintes, contudo, alguns pela notoriedade e status ensejam maiores prejuízos à sociedade, seja pela omissão, pelo exemplo, pela falta de respeito próprio etc.

São compositores fracassados que pela vida miserável de pedintes são ferrenhos defensores do governo que os abriga e que de quando em quando lhes jogam migalhas que são pegas no ar em um salto. Em sintonia com seus patrões e mentores chegam a defender regimes bárbaros como a ditadura de Cuba, dentre outros. O que causa incômodo é que, se eles julgassem de corpo e alma, que esses lugares são toda essa belezura que apregoam, lá viveriam e não em Ipanema ou outro recanto igualmente prazeroso ao sabor de uísque 12 e 24 anos apreciando o ir e vir de belas paisagens. Assim fica fácil.

Outra turma de sugadores digna de nota são os chamados reis e rainhas. O Brasil tem mais essa característica sui generis, é o regime presidencialista deste mundo com o maior número de reis e rainhas. Aqui temos rainha dos baixinhos, rei do futebol, rei da jovem guarda, mesmo que beirando os 80 anos, e por aí vai. Todos, sem exceção, de uma forma ou de outra, dando suas sugadas nas tetas estatais, mesmo que não aparentando isso.

O rei da jovem guarda se projetou na época dos presidentes generais e há quem diga que o Regime o prestigiou como um pano de fundo, já que era agradável à juventude da época e ele, por sua vez, embarcou na onda e não se tem dele registrado uma única nota que seja de ter, em algum momento, feito qualquer menção, ato ou palavra contra o regime à época vigente. Saiu da obscuridade para a fama sem nenhum problema. Hoje elogia publicamente o atual governo mesmo sabendo que estamos caminhando a passos largos para o abismo econômico, com inflação em alta, desemprego tirando o sono de milhões de brasileiros, crescimento do PIB que, se dermos sorte, ficaremos no zero a zero. Ele deveria ter mantido sua estratégia de ficar calado, como fez no bem sucedido começo de sua carreira.

Outro rei, que nos campos de futebol foi um gênio, hoje é conhecido por seus chutes desastrados e defesas impróprias de pessoas e coisas pra lá de suspeitas. É, também, um defensor do atual governo. Cada vez que abre a boca chega ser constrangedor. O caso recente da eleição, ou melhor, reeleição do presidente da FIFA é apenas uma das muitas bolas fora de sua carreira fora dos gramados. Com todo o prestígio que alcançou, inclusive como o Atleta do Século XX, honraria ímpar, poderia ter ajudado muito, coisa que se recusou a fazer. Ora, uma pessoa que renega uma filha, mesmo em seu leito de morte, pode se esperar esse comportamento mesquinho. Enquanto isso protege e acoberta, o que não julgo errado, o filho que já foi condenado e preso por ato criminoso. Dois pesos, duas medidas.

Aqui também temos a rainha dos baixinhos, outra defensora do atual governo e dona de frases desastrosas, que o bom senso recomenda se reposicionar vez que a áurea que a cercou por mais de 28 anos já não mais existe.

Então como forma de se dar um caráter institucional aos sugadores de todas as espécies fica aqui a sugestão da criação do “Bolsa Teta” e nela incluir nominalmente todos aqueles que, de alguma forma, dela se beneficiam ou se beneficiaram.

O que causa risos é ver conhecidos sugadores no momento em que, por algum motivo, são alijados da mamata deitar falação, jogar no ventilador como se diz, abrir a boca e vomitar cobras e lagartos, na maior cara de pau. Os exemplos não são raros, é só dar tratos a bola.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL


Este país mais parece uma piada, e de mau gosto. Por aqui não se consegue ter uma lei 44. Eu explico: aqui ou é 8 ou 80, como diz o ditado. Não temos a grandeza do meio termo, a virtude da ponderação do que é ou não é necessário.

Quando a sociedade se queixou do trabalho infantil, que é um absurdo, se correu e se fez uma lei onde o adolescente que pode até mesmo eleger as mais altas autoridades do Brasil, não pode trabalhar, não responde criminalmente pelos seus atos, mesmo que tenha cometido um crime bárbaro e com isso a criminalidade desses jovens cresce de uma maneira nunca vista. E os jovens bárbaros se riem da lei e da ordem sob o guarda-chuva da menoridade. A redução da maioridade penal, a meu ver, vem em benefício do meio termo da lei.

No início os bandidos de maior idade usavam os menores para acobertar seus crimes, suas mazelas, mas agora depois do curso de graduação e pós-graduação em bandidagem que fazem nesses pseudos educandários que existe Brasil a fora, eles passaram de coadjuvantes a protagonistas no crime.

Fiquei estarrecido em ver a própria Presidente da República defender a não redução da maioridade penal para 16 anos sob a alegação, pasmem, de que o Brasil não dispõe de acomodação para mais presos. Ora, a Sr Dilma, do alto de seu imenso saber e sensibilidade está preferindo que nós, os cidadãos e cidadãs de bem, que paga a conta e muitas vezes paga com a vida, convivamos com um número crescente de jovens delinquentes ao invés de aparelhar o Estado e a Justiça com infraestrutura necessária e suficiente para enfrentar com efetividade essa situação que é urgente.

Muito se diz, inclusive no exterior, que o sistema prisional no Brasil está a léguas de distância da proposta de ressocialização do apenado. E quando se fala em prender bandido, a grita dentro dos governos, e aí incluo os governos estaduais, é por falta de acomodação. Como acomodação não me refiro a um amontoado de gente que é a realidade atual de praticamente todos os presídios e prisões provisórias do País (coisa que não se faz com animal). Estou falando de acomodação digna de um ser humano. Da forma como está, ressocializar como, de que jeito?

Enquanto isso, praticamente todo o recurso vindo da arrecadação com impostos, taxas e contribuições, o que não é pouco, vai para pagar salário da máquina governamental extremamente inchada. Não se pensa em reduzir nada, muito pelo contrário, o negócio é inflar cada vez mais, só não temos mais ministérios e consequentes ministros, assessores, secretários, secretárias, etc, etc por falta de espaço. Nós que temos um PIB cinco vezes menor que o PIB Americano, mas temos três vezes mais ministros que eles. A Casa Branca que é sede administrativa e residência do presidente americano tem dez vezes menos empregados que o Palácio do Planalto que é, tão somente, sede administrativa do governo brasileiro. A residência da Presidência da República do Brasil é outra história, aliás, tecnicamente são duas – Palácio da Alvorada e Granja do Torto que juntas devem ter um número considerável de servidores. Então, desta forma, não pode sobrar recursos para mais nada, ficando à mingua a educação, a saúde e a segurança que são as obrigações primeiras de qualquer governo minimamente decente.

Quando a Sociedade deste País grita por socorro e pede que esses menores infratores sejam presos e responsabilizados por seus crimes é porque já não aguenta mais pagar tão caro e se ver tão acuada.

A grande maioria de nós diz que pagamos imposto demais. Se compararmos friamente com outras nações podemos constatar que os impostos cobrados lá são, às vezes, maiores que o que aqui pagamos e isso nos remete para o seguinte: Quando nos queixamos das altas taxas de impostos que pagamos é porque não percebemos o devido retorno frente a esses pagamentos. Senão vejamos: nossa educação está de ponta cabeça, a escola pública que já foi de escol hoje é um caos, o nosso sistema de saúde é tão ruim que dispensa comentários e a segurança é digna de pesar.

Por essas e outras é que sou plenamente a favor da redução da maioridade penal, quando não muito forçar as autoridades deste País, que só pensam nas eleições seguintes, pensarem na Sociedade que os alimenta e não raro os engorda.