quarta-feira, 8 de novembro de 2017

UMA VERDADE DURA DE ACEITAR

Uma Verdade Dura de Aceitar

O Mundo recentemente bateu a casa dos 1 bilhão de carros rodando e isto quer dizer que hoje convivemos com mais de 1 bilhão de motores a explosão consumidores de combustível de origem fóssil oriundo do refino do petróleo onde cerca de 70% se transforma em gasolina. Este é um fato que vem sendo construído desde os meados do Século XIX, com a descoberta de Edwin L Drake em 1858 na Pensilvânia-USA em razão do primeiro poço comercial de petróleo dando início a moderna indústria petrolífera e, por sua vez, a uma nova era no consumo da energia automotiva.
Após quase dois séculos de existência e profunda exploração essa matriz energética para automóveis e similares dá sinais claros de transformação, prevista para um futuro próximo, que em termos de história pode-se dizer, amanhã.
A União Europeia já anunciou que a partir de 2020, não vai permitir, dentro de seu território, a circulação de novos automóveis movidos a gasolina ou diesel, eles terão que ser movidos a eletricidade e isto, por si só, vai começar a reverter o consumo de petróleo a nível mundial. Nos Estados Unidos de hoje o automóvel híbrido (combustível+eletricidade) já é uma realidade e a migração para o totalmente elétrico vai ser uma questão de tempo, pouco tempo. Nessa ocasião o consumo de petróleo será drasticamente reduzido e os defensores da manutenção de reservas de petróleo como fonte de riqueza para gerações futuras, ficarão com o mico nas mãos. A Tesla, fabricante de automóveis movidos unicamente a eletricidade já disponibiliza um carro com uma autonomia de 480Km e isso é só o começo aliada a promessa de fazer com os carros a mesma revolução que a Apple fez com os celulares. Num futuro de 20 a 30 anos a necessidade de petróleo deverá cair cerca de 70% do que é hoje e, nessa época, haverá sobra gigantesca de petróleo no mundo, não havendo a necessidade de se explorar novas reservas e na esteira desse acontecimento as refinarias irão ficando obsoletas, num primeiro momento, para mais logo serem desativadas na sua quase totalidade.
Agora vejamos o caso do Brasil, mais precisamente as reservas do Pré-Sal. Em razão de suas características impar sua exploração abraça muitos e onerosos problemas: águas profundas; camada de sal que pode chegar a 2000m de espessura tão ou mais dura que o aço; nível de corrosão altíssimo, dentre outros, isto tudo requerendo não só grande conhecimento, bem como vultosos investimentos. Hoje o nosso País não dispõe de recursos financeiros suficientes para fazer face a um empreendimento de tal monta e, sabedor da urgência que se faz necessária, o Governo Brasileiro leiloou blocos daquela província petrolífera à comunidade nacional e internacional.
O leilão, considerado adequado pelos promotores foi, e ainda está sendo, alvo de duras críticas por parte das forças de esquerdas, que têm como um de seus dogmas fundamentais a formação e manutenção do Estado proprietário, gestor de tudo, o Estado máximo, provedor e cuidador de todos, o grande paizão, coisa que hoje sabemos está fadada a dar errado, e os melhores exemplos são: a derrocada da Ex-URSS, bem como a penúria que vivem hoje as populações das nações seguidoras daquele regime totalitário. Contudo, parece que a lição sequer foi lida, quanto mais estudada e aprendida.
Outro ponto a ser considerado e que corre a nosso favor é o fator Venezuela. País detentor da maior reserva provada de petróleo do Planeta, não fosse a existência de um governo que além de totalitário é altamente incompetente, as grandes empresas de petróleo estariam todas lá onde a extração é muito mais barata e a taxa de sucesso é bem maior e, se assim fosse, elas jamais iriam se interessar pelo Pré-Sal brasileiro e nós iríamos ficar a ver navios, como dizem, nesse caso, os ingleses.
O maior espanto é ver e ouvir políticos, que não perdem a oportunidade de subverter uma informação a seu favor, bradar em alto e bom som, das tribunas do Congresso Nacional, das Assembleias estaduais e municipais, nas redes sociais e outros meios de comunicação contra os efeitos do leilão, prometendo, caso cheguem ao poder, cancelar seus efeitos, não importando a insegurança jurídica que tal atitude possa gerar. Certamente todos eles sabem de tudo isso que antes falamos, contudo, jogam para uma plateia ignorante e desavisada, afinal todos votam e são esses votos que, em última análise, lhes interessam e não o bem estar da população.