domingo, 8 de novembro de 2015

O BRASIL DOS PTISTAS

O Brasil era um país que não tinha muito, a exceção de um futuro, e nascemos e nos criamos sob a frase de que “Somos o país do futuro”, as décadas se passaram e o futuro promissor jamais foi alcançado. Começamos o Terceiro Milênio certos de que, desta vez, chegaríamos lá e tínhamos tudo para isso.

Nosso sonho foi embotado com a entrada em cena de governos populistas aos moldes dos preceitos propostos no famigerado Fórum de São Paulo, realizado em 1990 sem que a Sociedade Brasileira se desse conta do mal que iria produzir num futuro próximo.

O estrago não ocorreu só aqui, mas em quase todos os países da América Latina. Governos populistas se abancaram do poder e dele não querem largar por nada, mesmo que a custa de mentiras, enganação, corrupção, estagnação do país e outras mazelas.

Seguiram com maestria a cartilha criada naquele Fórum. Primeiro aparelharam o Estado de forma sistemática e trataram o Brasil como se fosse deles e, assim sendo, tudo lhes é permitido e o povo sendo apenas um mero espectador. Concomitantemente capitularam os mais pobres, não através de oportunidades de melhoria de vida, mas sim através da dependência de uma esmola, que muito antes de ajudar denigre, empobrece o espírito, torna o dependente um inerte, um incapaz de corpo e alma.

A medida seguinte foi fomentar a luta de classes: pobres contra ricos; empregados versus patrões; brancos contra negros; sulistas contra nordestinos, dentre outros.

O Brasil nunca foi um país rico, nunca foi considerado desenvolvido, nunca foi uma voz significativa no cenário internacional, mas tínhamos uma característica singular que nos rendeu a invejável situação de um país fraterno. Aqui muçulmanos tomavam cafezinho juntos com judeus, como amigos, nos bares das ruas de comércio popular. Jamais se viu um confronto de negros contra brancos e vice-versa. Mas o PT tinha que mudar isso. O próprio presidente da República tratou de instigar isso através de suas falas rudes e debochadas. Para eles quanto mais discórdia melhor.

Seguiu-se o advento das cotas. Essa história de dar cotas para negros já foi testada em outros países e se mostrou improdutiva, tanto assim que foi deixada de lado. As cotas raciais muito mais desintegram do que integram. Na educação, por exemplo, servem para nivelar o ensino por baixo. Os cotistas são vistos pelos “normais” como alunos de segunda categoria, pessoas que nas condições normais de competição não lograriam êxito.

Expandiram de forma exagerada os organismos de “Direitos Humanos”, os quais se especializaram na defesa de criminosos, delinquentes etc, ao ponto de chorar junto dos familiares de um bandido morto em confronto com a polícia, mas incapazes de mover uma palha para confortar a família de um policial morto em defesa da sociedade. Criaram a hora e a vez da bandidagem.

Ao se apoderarem do Estado sangraram de forma avassaladora as empresas estatais. A corrupção se generalizou de uma forma exponencial e sem precedentes. Conseguiram produzir os maiores escândalos de corrupção do mundo, em benefício do seu projeto de perpetuação no poder. As descobertas desses casos escabrosos ocupam a imprensa no seu dia a dia, mesmo uma imprensa que aqui se diz livre, porém, extremamente dependente das verbas de propaganda governamental.

Cada escândalo é maior que o anterior. Enquanto o Mensalão foi contado em milhões, o Petrolão é contado em bilhões e há quem diga que tudo isso é apenas a ponta do iceberg, ainda falta ser investigado o BNDES, as empresas ligadas a Eletrobras, os Fundos de Pensão das Estatais, que alias não deveriam estar nesse rolo uma vez que não pertencem ao governo e sim aos empregados, aposentados e pensionistas das estatais. Notícias nos dão conta que esses Fundos de Pensão estão com sérios problemas de déficits, déficits esses gerados, principalmente, por gestões temerárias e/ou incompetentes levadas a efeito por sindicalistas despreparados.

Não é esse o Brasil que queremos deixar para os nossos netos. Deixei de pensar num Brasil melhor para meus filhos, não dá mais tempo. Até agora perdemos mais de uma década e, como se sabe, recuperar esse tempo perdido vai nos custar, pelo menos, o dobro de tempo.

Então comecemos essa recuperação já, começando por uma mudança de rumo na economia, na política, na gestão, em fim, mudança de governo e, a partir daí, mudança das peças de cima abaixo. Enxugar pra valer a paquidérmica e ineficiente máquina estatal. Reduzir, reduzir, reduzir. Se você quiser que alguma coisa não seja feita, dê essa coisa para muitas pessoas fazer.


Chega de um Brasil dos ptistas, que venha e logo o Brasil dos brasileiros.