terça-feira, 9 de setembro de 2014

SEIS POR MEIA DÚZIA


Ultimamente vinha pensando que o Brasil era um país sem sorte, mas depois de alguma reflexão vejo que sorte não tem nada a ver com isso. O que nos acontece é que somos um povo, na sua maioria, inculto, desleixado, sem atitudes proativas, despreparado. Segundo Facundo Cabral, um país de muitos idiotas e são tantos que podem eleger o presidente da república.

Nos deixamos levar por sentimentos que nada têm a haver com o que realmente importa, na realidade somos sentimentaloides. Com isso queremos mostrar que somos um povo solidário, fraterno, que nos incomodamos com as dores dos outros etc, etc: pura balela. Não o fazemos por nada disso, o fazemos porque não analisamos nada direito, não raciocinamos direito, conosco é tudo em cima da perna.

Vejam a arapuca em que estamos caminhando para nos meter. É certo que a população está querendo mudança no governo federal, cansada de tantos escândalos, de tanta corrupção, de tanta bandalheira, de tal ordem nunca vista em 512 anos de existência deste País, mas trocar Seis por Meia Dúzia não vai nos levar a lugar bom nenhum.

A presidente, que dentre outras doidices avilta o idioma, exigindo que seus asseclas a chame de “presidenta” não tem a menor ideia do que seja governar um boteco, quanto mais um país do tamanho, importância e complexidade do Brasil. Tudo bem, ela deve sair, ou seja, não ser reeleita, vez que sua reeleição seria uma catástrofe, mas em seu lugar colocar outra despreparada, que já deu inúmeras provas de incoerência, conhecida como uma pessoa desagregadora, capaz de virar as costas ao sabor dos ventos, que já mudou de partido, religião, bem como de opiniões firmadas, me parece uma baita temeridade. É não prezar este País, é não querer um futuro melhor e decente para si e para seus descentes, é brincar com a sorte, fazendo das urnas um revolver e de seu voto uma bala, num verdadeiro brinquedo de roleta russa.

Ah! Brasil de tão pouca sorte. Com as riquezas naturais que aqui se encontram, com um clima generoso e um solo incomparável no seu poder de gerar alimento, era para ser o lugar da bonança, da bem aventurança, mas qual o quê, sempre caminhamos a passos lentos. Jamais experimentamos um período de crescimento constante, sustentável. Não, nosso desenvolvimento se dá aos soluços, mesmo o mundo inteiro conspirando a nosso favor, como aconteceu num passado bem recente, perdemos uma bela oportunidade de dar aquele salto de qualidade e desenvolvimento.

E por que isso acontece? Quando um governo prepara as bases para um crescimento sustentável e duradouro, muitas vezes à custas de grandes sacrifícios da população, os seguintes, normalmente oposicionistas, tratam de destruir tudo aquele esforço, sem não antes adoçar a boca dos incautos com as bênçãos do paternalismo. O que mais doe nisso tudo é saber que essa perversa receita tantas vezes repetidas e tantas vezes vistas os seus malefícios, não é aprendida.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

PAÍS DOS COITADINHOS


Somos um povo pra lá de interessante. Fazemos piadas de desastres, sejam eles naturais ou não. Somos invejosos, basta lembrar que o brasileiro, em geral, não aplaude o trabalho duro e honesto, não dá valor a capacidade intelectual de ninguém, isso começa na escola quando um aluno se destaca por suas notas é logo taxado de CDF, e esta característica nos remete a conclusão de que, também, somos preguiçosos. Não damos o devido valor ao trabalho duro e honesto. Sempre pretendemos aprender sem estudar; ganhar um bom salário sem a contrapartida do esforço laboral, e por aí vai.
Uma pessoa, qualquer pessoa, que tenha claros defeitos, dentre eles alguns passíveis de severa punição, por incrível que possa parecer, recebe o reconhecimento e apoio de muita gente e aí se inclua até mesmo pessoas que se espera serem esclarecidas.

Quando morre aí a festa é geral. No Brasil morreu vira santo. E o interessante é que se foi uma pessoa digna e de bem, vira santo, mas se foi um escroque, um pulha da sociedade, para muita gente vira santo.
Estamos, neste exato momento, vendo esse fenômeno em sua plenitude. O candidato à presidência da República Eduardo Campos morreu em acidente de avião, acidente esse cercado de histórias e enredos mal contados e alguns até mesmo mal ensaiados, que vivo e em plena campanha, junto com sua vice, a Srª Marina Silva, não despertaram grande interesse junto ao eleitorado e, se as pesquisas não nos enganam, estavam aí com 11% das intenções de voto. Caso não tivesse havido o acidente e consequente morte do candidato, é de se sopor que a variação daquele percentual não teria se alterado significativamente.

Vejamos. O candidato morre a vice assume o seu lugar, em meio a uma comoção nacional. Não se pode negar que o Sr Eduardo Campos era um jovem político em ascensão e que certamente, se não nesta, mas em futuras eleições presidenciais seria uma peça a ser considerar com fortes possibilidades de levar o pleito.

E é neste momento que se faz presente o nosso jeito de adoração aos coitadinhos e a Srª Marina está encarnando com maestria o papel de coitada e de carona nesta nossa característica decola nas pesquisas. Não se questionou, em momento algum as possíveis qualidades, bem como os possíveis defeitos da vice guindada à posição de titular. Ficou no esquecimento, ou mesmo ficou batido, o fato de que a Srª Marina que hoje se diz evangélica, nada contra ser evangélica, religião que merece, como as demais, todo o nosso respeito e consideração, mas lembrar que a candidata que foi cria da Igreja Católica e com apoio da qual foi eleita vereador, deputada e senadora, ao abrigo do PT do Acre, e simplesmente lhe deu às costas. Não pode ficar no esquecimento o fato de que como ministra do Meio-Ambiente lutou bravamente contra a construção de usinas, mais que necessárias ao desenvolvimento nacional e que não foi das mais amigas do Agronegócio.
Se tivéssemos a possibilidade de enfileirar todos, aqueles que declaram votar na Srª Marina na próxima eleição presidencial e perguntássemos qual a razão de seu voto, cerca de 90% não saberiam responder ou diriam ser uma homenagem a Eduardo Campos (o Santo), os restantes 10% seriam aqueles que com o sem acidente dariam seu voto. É uma característica nossa que não contribui em nada e que só atrapalha.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

FORA FHC


Durante os 08 anos do governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso por esse Brasil a fora os muros estamparam a locução “Fora FHC” e pensar que foi no seu governo que as bases da Economia foram solidificadas, foi no seu governo que houve a equalização e equilíbrio das contas públicas, foi no seu governo que o Brasil se preparou para o grande salto de qualidade que levaria a todos nós a um patamar de nação muito mais justa e igualitária. Hoje, passados quase 12 anos de (des)governo do PT não se viu em nenhum muro, seja ele o mais mixuruca da cidade mais mixuruca deste País um “Fora Lula” e mesmo hoje não se vê um “Fora Dilma” e se existissem não seriam sem motivos justos.

Os governos do PT têm se mostrado como os mais corruptos jamais vistos e não só isso, são também os campeões de desgraças às instituições nacionais, bem como a empresas estatais. Antes do PT a interferência do Governo Federal nas estatais se limitava às diretorias. Com o PT essa interferência passou ao segundo, terceiro e quarto escalões, numa atitude que chega às raias da loucura. E quem são os agraciados dessa farra? Militantes do PT, na sua maioria, sindicalistas. Não foi questionada, em nenhum momento, a competência desses agraciados à gerência de órgãos das estatais, o único requisito, como antes dito, é ser militante do PT, preferencialmente sindicalista. Exemplos dessa verdadeira loucura podem ser comprovados em número que pode ser considerado constrangedor.

As recentes descobertas sobre as irregularidades cometidas dentro da Petrobras, uma dentre muitas, atestam a ideia de que o PT não se importaria de quebrar a maior empresa do País desde que isso trouxesse benefícios a ele e, por via de consequência, a sua cambada de integrantes desde o seu presidente até o último dos seus asseclas, passando pelas suas lideranças corruptas. O Mensalão, dentre muitos outros, está aí para servir de prova.

Na feliz eventualidade de o PT ser varrido do governo federal neste próximo outubro, o futuro presidente, mesmo antes de ser empossado vai ler seu nome nos muros Brasil a fora antecedido da palavra “Fora”. Esse é o jeito de oposição que o PT sempre adota: atacar não medindo consequências, verdades, mentiras, meias verdades ou meias mentiras.

terça-feira, 1 de abril de 2014

VAMOS ÀS URNAS

Não podemos ir às ruas para reivindicar nada mesmo que por motivos perfeitamente justos e legítimos, principalmente se forem justos e legítimos. E por que não? Por que mascarados pagos por políticos inescrupulosos deturpam todo o ambiente, vandalizando o patrimônio público e privado, sem nenhuma razão ou justificativa.
Essas pessoas sem ideologia, sem escrúpulos, sem absolutamente nada, verdadeiros cabeças ocas, teleguiados da pior espécie, fazem atingir os objetivos daqueles que os contratam, ou seja, o de desencorajar os cidadãos e cidadãs de bem, avessos à desordem e ao quebra-quebra, próprios dos baderneiros, a reivindicar ordeiramente por seus direitos.
Meus caros, só nos resta as urnas. Temos por certeza, quase real, de que todos os incidentes nas recentes passeatas que sacudiram o País foram teleguiados a partir do PT e seus associados. Chega a dar vontade de rir, ou melhor, de chorar, ver e ouvir os dirigentes do PT falar de democracia, da liberdade de ir e vir, da liberdade de imprensa, quando na verdade sonham e trabalham em prol de uma ditadura nas suas mãos. Ver e ouvir a presidente, sabidamente uma teleguiada do governante anterior, falar sobre os mortos da ditadura, fingindo esquecer os seus próprios mortos é simplesmente deprimente. Será que ela consegue esquecer aqueles pobres jovens que morreram vítimas de seus crimes: assassinatos, roubos, sequestros etc.
Meus caros, só nos resta as urnas. Vamos varrer, se não da política – afinal não tivemos e temos cá entre nós um Pinochet – mas do governo essa turma de verdadeiros aproveitadores que lá se incrustou, e nós podemos fazer isso. Somos a maioria, basta querermos, basta nos unir em torno de um nome, qualquer um com possibilidades de derrotar esse modelo corrupto que aí está. Não podemos nos dar ao desplante de deixar continuar essa tamanha falta de tudo.
Até agora são 12 anos de uma verdadeira baderna governamental. Nesses 12 anos o Brasil, que não é e nunca foi uma terra de Santos, se escandalizou mais e mais a cada descoberta de fantásticas patifarias. De dinheiro em malas, na cueca de deputado à façanha do mensalão pensávamos ter chegado ao fundo do poço, qual nada, esse governo nos brinda, a todo o momento, com um espetáculo cada vez pior. Agora vemos na lama uma empresa como a Petrobras que sempre foi um exemplo de correção, um orgulho para os brasileiros. Nunca envolvida em falcatruas, em patifarias, em superfaturamentos, em obras que não acabam nunca, onerando seus custos às alturas; plataformas aqui construídas por mais do dobro do que seria necessário; navio torto, que de tão mal construído não pôde ser certificado e por isso mesmo resultou em um baita prejuízo. Bastou a entrada do PT no governo federal para sua história de seriedade e honradez descer ralo à baixo. Os exemplos de má utilização dos recursos públicos são múltiplos. Em 12 anos os governos do PT não vão deixar marca de decência em nenhuma obra de valor. Tudo enganação. A transposição do Rio São Francisco é um exemplo de falta de compostura que salta aos olhos; o Trem Bala que deveria ligar Rio - São Paulo - Belo Horizonte, em 12 anos já consumiu duas empresas especialmente criadas com o objetivo de tirar do papel essa ideia. Igualmente já enricou várias pessoas, todas ligadas, umbilicalmente, ao atual governo federal, pessoas essas citadas e investigadas pela Controladoria Geral da União, Ministério Público Federal, Polícia Federal, etc.
Para que não se diga que os governos do PT não apresentaram nenhuma obra de porte não podemos deixar de citar o Porto de Mariel construído em Cuba com recursos do BNDES, porto esse inaugurado pela presidente do Brasil de braços dados com o ditador de plantão de Cuba, um dos irmãos Castro. Aqui cabe uma ressalva: em vários, senão em todos os pronunciamentos da presidente da república ela enfatiza que dedicou sua vida, e ainda dedica, a consecução e manutenção da democracia. Causa espanto vê-la braçada aos sorrisos com o maior exemplo de ditador deste Planeta, “manda chuva” de um regime truculento que controla, com mão de ferro, um povo pobre coitado há mais de 54 anos e nesse mais de meio século arrasou com a economia do país e escravizou seus cidadãos, contudo eles e os seus especula-se estarem muito ricos, obrigado. Nessa mesma pisada, seguramente a próxima aparição da presidente será ao lado do tresloucado da Coreia do Norte, bem como dar ao beija-mão os aprendizes de ditadores da America do Sul, a começar pelo ditador-herdeiro da Venezuela.
Vamos às urnas. Nada de voto em branco, nada de voto nulo, isso só favorece a essa turma que tomou de assalto o País. Nossa revolta não deve e não pode chegar até esse ponto. Nós podemos mudar esse estado miserável de coisa, basta querer.

terça-feira, 18 de março de 2014

TERRA DE SANTA CRUZ

Num mundo não muito distante existe um lugar chamado de Santa Cruz, a Terra de Santa Cruz. Uma terra privilegiada: detentora de variadas riquezas minerais, muita água doce, agricultável em praticamente 100% de seu território, clima temperado e dona de vastas extensões de florestas e belezas naturais incomparáveis. Santa Cruz não tem desertos significativos, no muito uma Região semiárida que devidamente irrigada vira um pomar, e nem tão pouco incidência de tufões, furacões, ciclones, terremotos etc, é uma terra que pode se dizer: Abençoada pelo Criador.
Vista desta maneira podemos pensar que ali está o paraíso, mas não é nada disso. Santa Cruz tem problemas e muitos, e o cerne de seus problemas está numa grande parte de sua população que diferentemente do que políticos e aproveitadores, há séculos apregoam, é pouco diligente, incapaz de planejar o almoço do dia seguinte, com pouca ou quase nenhuma educação e muito chegada aos festejos e aos descansos. A sua pouca educação traz como consequência imediata ser um povo pouco solidário, de convívio social deficiente e isso, também, contrário ao que se apregoa. Durante toda uma vida de infância, e mesmo de adolescência, é passada a ideia de uma terra do futuro, de gente ordeira e trabalhadora, mas a realidade tem-se mostrado bem diferente e o futuro promissor não tem passado de futuro. O povo já tão acostumado com a inércia proposital de governantes e administradores – que estão sempre a se servir do público e nunca servir ao público – já reconhece os seus maus feitos não como um mal, mas como algo normal, natural. Nesse mesmo compasso a corrupção que campeia solta deixou de ser endêmica para ser eterna.
A privilegiada classe política, quase toda ela abastada, desde os membros da mais simples prefeitura à presidência de Santa Cruz nada faz para mudar essa triste situação, muito pelo contrário, alimenta esse monstro, criando o que se pode chamar de um círculo vicioso, aonde uma população carente e inculta aceita esmolas e maus tratos vindos de seus dirigentes e, em contra posição, continua elegendo regularmente esses mesmos dirigentes, eleição após eleição. Os mesmos políticos se perpetuam no poder, como parasitas sugadores de seiva, e a população carente da educação necessária continua na mesma. Nesse passo, os novamente eleitos continuam no seu intento de dar esmolas e a população de recebê-las. No caos de administração nacional reinante falta educação básica profissionalizante pública e de qualidade para adolescentes e jovens, sem o quê seus destinos é o subemprego, a informalidade e não raro para a marginalidade; falta um serviço de saúde descente que atenda a população que dele depende, com a presteza necessária e aqui se cuide de prover os pontos de atendimentos com pessoal especializado, bem como imóveis, móveis, materiais e equipamentos necessários; e faltam os meios de segurança que atenda ao cidadão de bem no seu direito de morar, de estar e de ir e vir sem ser molestado.
A sociedade de Santa Cruz sempre que consultada se diz vítima de toda essa desagradável situação, sem perceber que ela, neste caso, não é a vitima ela é a culpada. Reclama da ineficiência e, até mesmo, da honestidade dos políticos, esquecendo que foi ela mesma que os colocou onde estão e, o que ainda é mais grave, os reelege.
Mesmo com tudo a favor, como citou um comentarista econômico, tendo o mundo todo conspirando para que Santa Cruz desse aquele salto de qualidade rumo a um crescimento forte e sustentável, o que se viu e ainda vê é um crescimento pífio em quase uma década e meia. E esse crescimento minguado, que acontece aos trancos e barracos, é impulsionado por uma classe de empresários abnegados, na sua grande maioria com raízes estrangeiras.
Depois de um tempo em que Santa Cruz passou governada sob um Regime de Exceção, de volta à “democracia”, grupos vislumbraram a chance de, através da política, se abancar do poder. Um desses grupos foi formado por aqueles que se diziam defensores e paladinos da democracia, da justiça, do direito, da ordem, da ética e da retidão de procedimentos, os quais se autodenominam de ex-presos políticos da ditadura, posição essa hoje sabidamente mercê de sérias dúvidas. Juntos, com o apoio irrestrito da igreja, intelectuais e artistas, formaram um partido político que seria a imagem da retidão de todo e qualquer procedimento. Por décadas expressaram essa ideia e, por fim, alcançaram seu objetivo supremo: a presidência de Santa Cruz, liderados por sua estrela maior, o Zé dos Nove.
Mal chegados à presidência, mais que depressa engendraram dois planos que seriam a base de sua ideia de perpetuação no poder. Primeiro, criar uma dependência da população carente a eles através da distribuição de dinheiro, sem a devida contrapartida, sem o menor comprometimento por parte dos beneficiários, sem uma porta de saída. Como segunda medida institucionalizar, com a utilização de dinheiro público desviado, o desvirtuamento do Legislativo, comprando votos de parlamentares com vistas aprovar um conjunto de leis que favorecesse no seu plano de perpetuação de poder. A liderança de tal agressão à democracia coube a Carlos Henrique amigo íntimo de Zé dos Nove, que nesse mesmo plano de perpetuação de poder seria o sucessor de Zé dos Nove na presidência de Santa Cruz e, para tanto, coube-lhe exercer um cargo de relevância no governo, com voz ativa igual e, em muitos casos, superior a de Zé dos Nove.
Por diferenças no balcão de negócios entre eles, após três anos de atuação desse que segundo se disse foi o mais ousado crime de corrupção jamais visto no país, um dos membros desse conluio, por se julgar prejudicado denunciou, no plenário da Assembleia de Representantes do Povo de Santa Cruz, todo o esquema. Foi uma bomba. Os amigos e seguidores de Zé dos Nove, a exceção de uns poucos, entraram em desespero, houve até choro em público.
Em qualquer outro lugar aquele governo com todos os seus membros teriam sidos varridos do poder como lixo, mas não em Santa Cruz. Zé dos Nove malandramente se apressou em afirmar, em rede nacional de rádio e televisão, que de nada sabia e se disse traído, sem nunca apontar seus traidores e, por mais improvável que possa parecer, ainda foi reeleito para outro mandato e, ainda, conseguiu eleger seu sucessor, não Carlos Henrique como era a trama, mas uma colaboradora que prontamente assumiu o cargo que fora de Carlos Henrique sem não antes ser pintada em prosa e verso como sendo a imagem da gerente durona e imparcial, alheia a corrupção, aos maus feitos etc, etc. A oposição pasma e inerte nada fez, dando nota, inclusive de cumplicidade, o que favoreceu Zé dos Nove e sua turma.
A coisa caminhava, como sempre, para não dar em nada. Contudo, autoridades de defesa da população levaram o caso adiante e, em se tratando de um número significativo de políticos com mandato teria que ser julgado por um tribunal de última instância que em Santa Cruz é chamado de Tribunal Superior – TS. A composição do TS é formada por membros da comunidade, mas sua formação não foi uma tarefa fácil vez que Zé dos Nove e seus aliados interferiram no processo indicando pessoas possíveis de os favorecer. Após idas e vindas o plenário do TS apresentou a seguinte composição: Tonico como presidente do TS e o Carlito como vice. Zé Filho, Marquito, Alemão, Quincas, Polaco, Tia Lú, Zezito, Prof Luiz e Dona Flor como membros. Coube, por sorteio, ao membro Quincas relatar o processo e ao membro Polaco servir como revisor do mesmo. O processo começou a ser analisado e após sete anos de ter sido denunciado, sob forte risco de prescrição, deu-se o início do julgamento.
O assunto despertou o interesse da população mais esclarecida e foi transmitido ao vivo pela televisão a cabo e ganhou destaque nos jornais e telejornais.
O inicio das primeiras sessões foi marcado por divergências entre Quintas (relator) e Polaco (revisor), onde se observou nítida diferença de opinião entre eles, o relator alinhado com a denúncia apresentada pelos representantes do povo, enquanto o revisor, claramente, mostrava-se alinhado aos interesses de alguns dos indiciados. O presidente do TS, Tonico, por diversas vezes teve que apaziguar os ânimos com vistas à manutenção da ordem e mesmo do decoro no Tribunal.
Apesar das disputas internas o TS seguiu com o julgamento e rapidamente se observou a clara posição de cada um de seus membros e, em razão disso, a formação de dois blocos de julgadores. De um lado aqueles alinhados como o parecer do relator, assim como aqueles alinhados com as percepções do revisor. A na primeira sessão de julgamento foi também marcada pelas expectativas dos representantes do povo e dos advogados defensores dos réus acerca de como iriam se comportar o Prof. Luiz e Dona Flor, vez tratar-se de pessoas, muito embora atuantes na comunidade, novatas naquele tipo de julgamento. O que se viu foi uma clara disposição dos dois membros de alinhamento com o parecer do relator. Isso, de certa forma, desagradou aos advogados de defesa dos réus, assim como a toda a turma de Zé dos Nove que contavam com aqueles votos a favor de seus interesses.
O julgamento, muito mais longo do que anteriormente se previa, fez sua primeira baixa: Tonico teve, por motivos até mesmo alheios a sua vontade, que deixar o TS, cabendo ao Carlito à presidência e, por conseguinte, a continuação e condução dos trabalhos.
Em seguida foi a vez de Carlito deixar o TS por motivos semelhantes ao de Tonico. O Tribunal que originariamente contava com onze membros passou a funcionar com nove. Em razão de decisão anterior, Quincas, relator do processo, passou a presidir o TS, acumulando as duas tarefas. Mesmo com nove membros o TS levou o julgamento até seu final, onde a quase totalidade dos denunciados foram condenados por diversos crimes, conforme acusação dos representantes do povo e indicação do relator.
Nesse ínterim a sucessora de Zé dos Nove, que já havia indicado dois membros para compor o TS, indicações essas que não lograram o resultado esperado pelos denunciados e nem tão pouco pelo membros do governo de Santa Cruz, muito mais em razão da posição firme e balizada do Prof. Luiz do que em face da atitude titubeante de Dona Flor, indicou mais dois novos integrantes do TS e, desta feita, com o cuidado de se valer de pessoas alinhadas com seus pontos de vistas, qual sejam, os de absorver, no que couber, os denunciados seus parceiros, cúmplices e aliados. Inclusive foi noticiada, pela mídia, a posição de um dos indicados que apontava para uma possível absolvição dos acusados em caso de um novo julgamento. Mesmo assim, foram levados a compor o TS os indicados Teo e Luizinho.
Às portas do encerramento do processo coube a defesa dos acusados, uma última jogada, alegar a possibilidade de um novo julgamento para aqueles que, no julgamento de um determinado crime tenha obtido pelo menos quatro absolvições. O circo estava armado. Essa possibilidade foi levada a plenário e o julgamento foi, mais uma vez, marcado pela divisão de ideias. De um lado aqueles que comungavam com o parecer do relator, francamente contrário a um novo julgamento, em oposição aqueles claramente favoráveis à possibilidade de um novo julgamento, que agora com a adesão de novos aliados obterem a tão sonhada absolvição.
O plenário de onze membros se dividiu em dois e ao final da sessão a votação estava empatada em cinco votos contrários a um novo julgamento e cinco votos favoráveis. O impasse ficou à decisão final de Zé Filho, ultimo dos onze a se pronunciar, marcada para a sessão seguinte. A decisão de Zé Filho em se pronunciar a favor de um novo julgamento frustrou não só a todo um trabalho extenuante do TS como frustrou a sociedade Santacruzense como um todo, vez que percebeu, nessa manobra, a firme possibilidade de uma reversão nas condenações com sérios riscos à creditibilidade do TS, e por que não dizer, da Justiça de Santa Cruz de um modo geral, com forte sabor de que a impunidade estava à vista. Não foi digna de nota toda a retórica apresentada por Zé Filho em seu voto, nem tão pouco a falácia de dizer julgar conforme sua consciência. O que é certo foi que com seu voto ele escancarou uma porta a qual, certamente, será difícil de fechar. Os advogados de defesa dos condenados comemoraram em júbilo esse voto, certos em ao final lograr êxito.
Dito e feito, aqueles que obtiveram um novo julgamento foram absolvidos de seus crimes e a justiça, nas palavras de Quincas, ao encerrar a sessão deste julgamento que estava sendo visto como um marco na justiça contra a impunidade dos poderosos, afirmar que o TS, naquele instante, estava vivendo um dia nefasto, onde se deitou por terra um trabalho primoroso, sério e sem necessidades de reparos.
Neste momento cabe a pergunta: de quem foi a culpa desse atraso, dessa verdadeira afronta ao antes julgado? A resposta é mais que clara: ao Zé Filho, que numa atitude, essa sim fora da curva e também de arrepedimento (coisa que ele vai morrer negando), no segundo julgamento votou pela manutenção das penas de todos os acusados, mas agora é tarde “Inês é morta”.

sábado, 8 de março de 2014

AS ELITES

Há mais de três décadas que vejo e ouço e, na maior parte das vezes as duas coisas juntas, os membros do PT, do cacique-mor até o último dos militantes, assegurarem que todos os malfeitos, todas as desgraças deste País, tudo que há de ruim é culpa das elites e isso sempre me preocupou e, aí me fiz, repetidas vezes, a pergunta: A final de contas quem são essas famigeradas elites? Quem é essa coisa malvada que nos destrói e que vem atravancando nosso desenvolvimento, nosso bem-estar e, em última análise, nossa vida?
Atrás de uma resposta satisfatória sai em busca desse monstro e, como princípio, procurei identificá-lo para depois estudá-lo com vista entender o porquê de tanta maldade. Sim, por que se trata de um organismo maléfico, capaz de azucrinar a vida de milhões e milhões de brasileiros e, ainda assim, sair impune, ileso, oculto, sempre pronto a continuar seu reino de destruição de forma eterna.
Como ponto de partida procurei visualizar como seria essa tal de Elite. Bom, a Elite seguramente está vinculada a uma pessoa ou grupo de pessoas. Assim, essa pessoa ou grupo de pessoas teriam como características morar em residências luxuosas, se apartamentos nada menos que uma cobertura de primeira; viajar em jatinhos ou helicópteros, quando de carro, nos mais luxuosos, limusines etc; frequentar os melhores e mais caros restaurantes; beber as mais raras e caras bebidas; hospedarem-se nas suítes dos mais sofisticados hotéis mundo a fora; vestir-se nas melhores e mais caras grifes e por ai vai. Creio ser esse o estereótipo das Elites.
Daí me fiz a seguinte pergunta: Seriam as Elites compostas pelos empresários deste País? A resposta foi não. Pode-se afirmar que 99% dos empresários do Brasil nem chegam perto desse patamar. Coitados dos empresários que em muitos casos têm que vender o almoço para pagar a janta. Sendo descartados os empresários pensei nos artistas e cheguei a conclusão que também eles não se enquadravam como representantes das Elites, vez que a vida de artistas é pontilhada por altos e baixos e, não raro de curta existência. Pensei nos atletas de ponta, aí me deparei com sua curta carreira, vez que são essencialmente dependentes do fator idade.
Ora, se não são os empresários, não são os artistas, não são os atletas, obviamente os trabalhadores nem pensar, restou a classe dos políticos. Seres que se multiplicam como erva daninha, trabalham muito pouco ou quase nada e às vezes nada mesmo e estão sempre numa boa, como popularmente se diz. Inventam toda sorte de subterfúgios para aumentar seus ganhos não medindo como isso possa acontecer. Basta ouvir as notícias do dia-a-dia. Da presidência da República a mais acanhada prefeitura de interior nos dá conta das extravagâncias que políticos, há todo momento, cometem sem nenhum freio às suas torpes realizações.
Desta forma, chega-se a conclusão que toda a falácia de 30 e tantos anos do PT e seus adeptos em culpar as Elites dos males do Brasil não passa de uma forma dissimulada de culpar outros pelos seus próprios erros. Neste País a classe política é que são as Elites. E como exemplo disso tudo, vejamos a conduta do cacique-mor do PT. Bastam as notícias que nos chega dele: onde mora, como viaja, onde se hospeda, o que consome, principalmente no item bebidas. Preocupante são as indicações de enriquecimento, prá lá de ilícito, dele e de familiares e esse é só um exemplo, por que se quisermos não faltarão outros, muitos outros.
De agora em diante, quando ouvir falar em Elites pense na classe política, composta pessoas que do nada fazem verdadeiros impérios e, até chegam, a serem donos de um Estado sem ter nunca trabalhado de verdade, com carteira assinada, nada, a não ser político. Como podem acumular fortunas tão grandes? Do salário é que não foi...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

DESCASO COM O DINHEIRO PÚBLICO – MAIS UM


Aqui como em todos os lugares deste País os políticos e administradores de nossas cidades não têm mais por onde ser ineficazes, ineficientes e, por isso mesmo, nada nada efetivos. Tomemos como exemplos as ruas e avenidas e, sem grande esforço, vamos constatar tudo isso.
A esse respeito, pude observar da janela de meu apartamento, no bairro Água Verde em Curitiba, um conserto no asfalto de um dos principais logradouros desta Cidade. Isto foi no dia 30 de janeiro último.
Só para registro, desci e fotografei homens, máquinas e equipamentos empregados naquela empreitada e cheguei a dizer a alguns dos trabalhadores que estava registrando aquele conserto para ver quanto tempo ele duraria. Qual não foi meu espanto, e por esta razão minha revolta, ao constatar que passados somente 14 dias o asfalto já estava danificado.
Escrevi o e-mail, a seguir transcrito, ao prefeito de Curitiba, o qual como é praxe dos políticos brasileiros, não iria dar a menor importância ao fato, contudo tive o cuidado de também encaminhar o mesmo e-mail à RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná.
“Sr Prefeito Gustavo Fruet,
É uma pena VSª não tomar conhecimento deste e-mail, caso lesse também ficaria indignado. Assim quero crer. Em 30/01/2014 vi fazerem um conserto na canalheta nas proximidades da Estação Petit Carneiro, na mal remendada e esburacada Av República Argentina. Foto em anexo da pista recém asfaltada. Hoje, 18 dias depois a pista já está danificada e isso pela simples passagem dos ônibus. Não foram trens, aviões transatlânticos, navios etc, foram tão somente os ônibus, aqueles que ali deveriam trafegar. No mesmo passo, o conserto da canalheta da Sete já está em estado lastimável. Em quanto tempo? Três meses? Quatro? De quem é a culpa e de quem é a responsabilidade por tal descalabro? Em 1990 a cidade de Barcelona foi alvo de um amplo melhoramento em razão das Olimpíadas de 1992. A Cidade recebeu asfalto novo, dentre outras melhorias. Estive lá em janeiro último e pude constatar que o asfalto, como toda a Cidade, está em excelente estado. O asfalto sem um buraco sequer. Lá também trafegam ônibus articulados que conta a lenda o modelo foi copiado de Curitiba. Voltando as perguntas: de quem é a culpa e de quem é a responsabilidade? Choca-me aceitar entristecido que a culpa cabe a nós eleitores e cidadãos deste País que a cada eleição elegemos pessoas que parece não estar nem aí para os problemas da população. Igualmente é nossa a responsabilidade pelas escolhas que fazemos. Parece que os serviços são, propositadamente, mal feitos para se repetirem indefinidamente. Aqueles que administram nossas cidades, estados e até mesmo o País parecem só ver o próprio umbigo, ou melhor, o próprio bolso, nada além da próxima eleição. (Foto da pista já danificada, 18/02/2014). Será que isso não causa vergonha em ninguém?
Atenciosamente,
Marconi Rodrigues da Cunha”
A emissora fez seu papel de divulgação e, no mesmo dia, fez uma reportagem sobre o assunto e a colocou no ar. Coincidentemente reportagem semelhante aconteceu na capital paulista e, assim, as duas reportagens foram veiculadas, a nível nacional, no Bom Dia Brasil.
O que mais choca e que diante de tal descalabro, a prefeitura ainda justifica o fato colocando a culpa do tempo, isto é no calor. Não é de admirar tal atitude já que não passa de simples repetição do que acontece na esfera federal. Se acontece um apagão, por exemplo, imediatamente vem a público a presidente da república, o ministro das minas e energia colocar a culpa nos raios, na chuva, no vento. E chegam ao escárnio de, com a cara mais lavada do mundo, dizer que não se tem controle sobre as condições climáticas. Nunca é falta dos investimentos necessários, nunca é falta de pessoal especializado e convenientemente treinado, nunca é falta de um gerenciamento responsável e de qualidade e, neste caso, enfatizar que sindicalistas não são gerentes de empresas e eles, como todo mundo sabe, infestam a direção de todas as estatais, com especial interesse nas áreas de petróleo e de energia. Sindicalistas são pessoas com outras expertises, jamais condutores de projetos em áreas tão especializadas.
Caso queiram tomar conhecimento das reportagens, a seguir transcrevo os links das mesmas:
Paraná TV:
Bom Dia Brasil:

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O MILAGRE DOS PÃES


Passados mais de 2000 anos do original, eis que nos deparamos com um arremedo dele e, desta feita, executado não por uma divindade, mas por mensaleiros condenados num julgamento aberto à opinião pública, transmitido pela TV em tempo real, sujeito a chuvas e trovoadas, num plenário de 11 ministros, sendo que 6 deles indicados pelo PT e no decorrer do julgamento o número passou para 8, isto é, sempre com a maioria.
É de estarrecer a capacidade que têm esses aloprados militantes petista de engendrar formas e jeitos para enganar, ludibriar e ainda tirar disso proveito. Eles não se cansam e, a cada tempo, surgem com a possibilidade de nova falcatrua, tudo em vista da estratégia de perpetuação no poder.
Vejamos o caso do Sr José Genuíno, ou Geraldo dos tempos de Araguaia onde para se safar das responsabilidades que lhe cabia entregou de forma covarde os seus cúmplices. Vê-se por aí falta de caráter demonstrada em comparação à bandeira de vida ilibada de de caráter firme que hoje ele nos afronta, inclusive com a ajuda incentivada de familiares. No mesmo balaio de gatos, na sua esteira vem o Sr Delúbio Soares a utilizar o mesmo estratagema.
Eis o plano: Cria-se um site na internet e pede-se à população que faça doação numa conta corrente específica com a finalidade de pagar a multa imposta pelo STF no julgamento do mensalão. Até aí nada demais, vez que esse instrumento já foi usado em muitas e muitas causas de interesse da sociedade e, também, de interesse particular sabidamente justa.
Ocorre que, como se sabe, a população não está nem aí para o que ocorre com mensaleiros, sejam eles quem for. Não se pode esquecer que os aloprados petistas, certamente no desejo velado de algum ganho, mais que depressa organizaram um jantar para arrecadar fundos para o “companheiro” José Dirceu, como se ele precisasse de dinheiro, e deu no que deu. Foi um retumbante fracasso. Os Ptrálias sequer se lembram disso, na verdade foi apagado da memória. Diante disso, o que fazer: usa-se a internet, uma conta bancária, o sigilo bancário e o jeitão brasileiro de não tô nem aí.
Hoje se noticia que as referidas contas, abastecidas por doações, já ultrapassaram os valores pretendidos e isso em bem poucos dias e, caso se peça comprovação dessas doações, o que fazer? Simples, pede-se uma relação de doações para aquela conta corrente ao banco depositário, o qual tem condições de fornecê-la em questão de minutos. O que o banco não tem como saber é quem fez tais doações. Bancos não têm poder de investigação, poder de polícia.
Esse “sucesso” será cantado em prosa e verso pelo PT como ganho político, a demonstrar que a população acredita nos seus dirigentes e que repudiam a decisão do STF, a mais alta Corte de Justiça do Brasil, que os condenou num julgamento que ficará para a História como sendo o mais longo e democrático julgamento jamais realizado por aquele Tribunal. Nele se viu de tudo, inclusive ministro fazendo o papel de advogado de defesa dos réus mensaleiros petistas, digo isso porque talvez seja um dos poucos que assistiu a todas as sessões da Ação 470 mais conhecida como Julgamento do Mensalão, sob a presidência de 3 ministros.
Aí vem um cidadão brasileiro, e aqui não se deve levar em conta o fato de ser isso ou aquilo, afinal há todo momento se diz que o Brasil é um país democrático e expressar opinião está garantida a qualquer um pela Constituição Federal, dizer que tais doações deveriam ser alvo de investigação, tal a rapidez com que foram conseguidas; verificar se não houve, de alguma forma, lavagem de dinheiro. Não nos custa lembrar o fiasco das tentativas anteriores em comparação a velocidade do sucesso desta, que chegou a ultrapassar os valores ditos pretendidos. No caso específico do Sr Delubio, em mais do dobro. Ele mesmo declarou que está disposto a doar esse excesso a companheiros de causa que dela necessitarem, isto e: José Dirceu, João Paulo Cunha, Marcos Valério, Katia Rabelo, Waldemar Costa Neto etc, etc. Vejamos quanto desprendimento, quanta bondade, quanta cara de pau.
Diante da simples menção a uma investigação, imediatamente sai em campo a tropa de choque petista. Primeiro o aloprado presidente do PT: ao afirmar, em público, que PT vai fazer uma representação contra o Ministro do STF Gilmar Mendes pelo que ele disse. O aloprado presidente petista não deve ter lido a Constituição, mesmo por que ele é nova promulgada ontem, em 1988. Diga-se de passagem que para essa turma ler é algo muito difícil e interpretar o que leu é mais difícil ainda. O certo é que vamos ter que esperar sentados pela tal representação. O PT tem pessoas inteligentes, não fosse assim não teria chegado aonde chegou. Existem os mentores, os ideólogos do partido, aqueles que manipulam as cordas, e esses ditam as ordens e botam a militância aloprada para agir. Soma-se ao fato as sempre mal vindas insinuações do ex-presidente da República, que alias jamais quis largar o osso; que morre de inveja dos irmãos Castro, donos de uma ilha com milhões de escravos; muita inveja de todos os ditadores ainda existentes neste mundo de meu Deus, dizer que ministro do STF não deveria fazer política. Caso fosse um outro “ministro” falar do sucesso das doações, imediatamente “elle” iria declarar a grandeza de uma declaração democrática de uma autoridade brasileira. Para os aloprados do PT pau que bate em Chico não bate em Francisco.
Como brasileiro nato, residente neste País, eleitor por consciência e não por obrigação reitero as palavras do Ministro Gilmar Mendes no sentido de que seja feita uma investigação minuciosa nessas doações. Eu duvido e faço pouco que integrantes do Bolsa-Família tenham feito doações, alias os únicos com esse dever. Relacionem as doações por ordem de valor e analisem as mais significativas; relacionem as repetições e se apure o porquê delas. É certo se encontrar coisas bastante interessantes.
Mas aí temos um problema, na verdade um problemão: quem faria tal investigação? A Polícia federal? Pelo que assisti na fala do Sr Romeu Tuma Junior, ex-Secretário de Justiça do governo passado, no Programa Roda Viva onde falou sobre seu livro: Assassinato de Reputações, afirmar que a cúpula da PF está institucionalizada. Sobre o assunto vemos menções de internautas que dão conta disso, assim como as manifestações de integrantes da própria PF participantes do movimento “S.O.S. POLÍCIA FEDERAL” onde mostram o cartaz: ALGEMAS VAZIAS = CORRUPTOS SOLTOS. As televisões de um modo geral subordinadas e sob controle, salvo honrosas exceções, se fecham em copas. Seria o Ministério Público a averiguar em defesa da sociedade? Poderia ser, mas se vai ter coragem de mexer nesse vespeiro é outro caso. O certo é o caso ficar sem a investigação necessária e a Sociedade a ver navios, e os organizadores e beneficiados do feito felizes e contentes com o resultado e ainda vão se dar ao luxo de explorar o tema politicamente. Rir-se, deu certo.
Voltando ao Milagre dos Pães chegamos a inevitável conclusão de que aquele havido há milênios atrás é único, verdadeiro, inigualável. Cá entre nós, esse aqui em foco, nem arremedo disso.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

EUROPA x BRASIL


 
Viajei à Europa e durante alguns dias passei por 4 países: Espanha, Itália, Suíça, França e de volta a Espanha. Sou viajado de Brasil, por força do trabalho que tinha estive em praticamente todos os Estados brasileiros e mais o Distrito Federal. Conheci por dentro e por fora a desigualdade desse nosso País grande que, se não fosse a atuação quase sempre equivocada de políticos governantes e legisladores, em sua larga maioria, seria também um grande país, até quem sabe, o melhor país do mundo para se viver. É certo que temos coisas boas, mas infelizmente são suplantadas pelas coisas ruins e sempre em benefícios de grupelhos de assaltantes engravatados. Vi a miséria bem como o arremedo de desenvolvimento desorganizado aqui e acolá.

Temos pela leitura e imagens uma noção do que existe no dito 1º Mundo, mas nada substitui a vivência, o estar lá. Pude naqueles dias perceber o enorme abismo cultural, educacional e de civilidade que separam o Brasil dos países europeus que visitei e aqui não vale a desculpa de que somos um país jovem, nada mais que um adolescente se comparado com a Europa, mas o que dizer dos Estados Unidos somente oito anos mais velhos que nós em descobrimento, e o Canadá, e a Austrália, também jovens países.

A Europa vive hoje um dos piores momentos econômicos dos últimos tempos. Crescimento beirando a zero, quando não, negativo. O desemprego é um fantasma que amedronta e tira o sono de famílias aos milhares, mesmo assim o Velho Continente segue a nos dar exemplos de vida, de civilidade. As cidades a custo das mazelas da crise, sofrem. As coisas não estão lá tão bem cuidadas, mas cheias de dignidade. O europeu frente ao drama dos acontecimentos e mais uma avalanche crescente de imigração, quase que totalmente ilegal, segue na busca de soluções para seus problemas.

E nos brasileiros? Filhos desta terra farta, de tantas riquezas naturais, de um clima abençoado, o que fazemos? Produzimos uma quantidade enorme de governantes e legisladores, que após serem eleitos nunca sabemos quem são e muito menos o que fazem ou deixam de fazer. Estamos desperdiçando nosso presente assim como comprometendo o nosso futuro e de nossos descendentes e tudo isso por falta da educação necessária e, por essa via, propiciar vida fácil a um cordel quase infinito de aproveitadores, dos mais abusados aos mais velhacos, dando-lhes oportunidade de se dar bem, de enganar, de roubar descaradamente, de trapacear com o dinheiro público e fazer com que a corrupção desenfreada não tenha fim. Estamos tão acostumados aos maus feitos que achamos graça de nossa própria desgraça. Dinheiro da corrupção em cuecas, meias, malas, uso indevido dos bens públicos em proveito próprio já não mais nos abala. Endeusamos os ladrões, os corruptos, àqueles que aplicam todo tipo de golpe. Aplaudimos essa corja e, se por um acaso são pegos aqui e ali, choram, inventam doenças graves e aí temos pena, perdoamos tudo. Chegamos ao cúmulo de contribuir com dinheiro para custear suas próprias falcatruas. Quanta cara de pau. Mesmo nas novelas erramos. Torcemos pelos personagens mau-caráter, e se durante o enredo viram bonzinhos os largamos de mão, perdem a graça. Especificamente os políticos deste País, nem se fale. Verdadeiros sanguessugas da população que encastelados nos seus redutos de poder, geração após geração, deleitam-se a rir de nós, e é para rir mesmo vez que continuamos a votar neles, em suas mulheres, em seus filhos e filhas, netos etc. Enquanto fazemos piadas de nossa própria sorte, falta-nos o conhecimento para exigir dos governantes e legisladores as três obrigações básicas de qualquer Estado: educação básica gratuita e de qualidade, saúde digna para população e a segurança protetora do cidadão de bem, que lhe garanta o direito de ir e vir.

Na outra ponta vejamos os europeus. A margem de seus infortúnios do momento, eles, pela educação que têm, exigem de seus governantes e legisladores que as obrigações do Estado sejam satisfeitas.

Se quisermos dar esse salto de qualidade é certo que teremos um caminho longo a percorrer e que a batalha nossa de cada dia não vai ser fácil, mas se unirmos forças com determinação vamos mudar esse quadro horroroso. Como nos ensinou Chico Xavier "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." Já perdemos muito tempo, cumpre-nos começar agir agora. Cada um de nós fazendo tão somente aquilo que pode fazer e chegaremos lá, mas é preciso começar a fazer. Temos que ser éticos, não transigir neste particular, tolerância zero. Nada de quebrar galho, nada de jeitinho. Fazer as coisas certas, bem como certo as coisas.

Como ilustração, os acontecimentos recentes ocorridos no Estado do Maranhão, um Estado que por incrível que pareça tem "dono", nos dá mostra do tamanho da iniquidade em que estamos mergulhados. Ouvir da própria governadora [filha do "dono" do Estado]: “Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico”, frase candidata a mais bizarra do ano, é um disparate. Justificar dessa forma tamanha barbárie é de fazer chorar. E vale a pergunta: Mais rico de quê? Só se for de mais miseráveis. Enquanto isso, ao lado do noticiário que dá conta do horror existente nas prisões daquele pobre Estado, também se noticia as licitações para aquisição, a peso de ouro, de víveres dignos de um principado abastado, mimos para ela governadora e seus asseclas. Causa espanto constatar que quanto mais miseráveis são as condições de vida de um povo mais ostentação exibem seus governantes, mais corruptos são, mais desatentos e displicentes são para com as necessidades e anseios do povo, bem como para com as obrigações e deveres do Estado.

Tenho absoluta certeza de que nada, mas nada mesmo é do desconhecimento dos políticos deste Brasil. Todos conhecem nossa realidade, bem como a realidade de muitos outros povos e se não fazem nada para mudar essa triste situação é por que está bom do jeito que está, pelo menos para essa classe de privilegiados que juntos consumiram a astronômica quantia de 170 bilhões de Reais [dinheiro público] no ano de 2012. Em 2013 esse número deve ter crescido e muito. Quantos hospitais, escolas e meios de segurança poderiam e deveriam estar à disposição da população somente com parte desse valor? Não sou a favor de que se acabe com governos e casas legislativas, isso seria uma sandice, não sou anarquista, sou sim contra o exagero no qual estamos mergulhados. Hoje um simples vereador de cidade de interior do nada vira milionário. Tem algo muito errado nessa história. Não tem justificativa ter um Congresso com milhares de funcionários e outros tantos contratados e ainda os parlamentares somarem cada um deles 25 assessores ou mais, sendo que essa prática se replica nas assembleias estaduais e câmaras municipais. Nos países que visitei os parlamentares não têm assessores às pencas, os funcionários das respectivas casas legislativas fazem esse papel. Esse exagero de mordomias, nem pensar. Os políticos, assim como a população, têm educação e instrução, isto é, não são analfabetos, longe, bem longe disso e desta forma todos cumprem de forma decente seu papel.

E as cidades no Brasil que são administradas, como é o natural, pelos políticos? Mesmo as cidades grandes tipo São Paulo, Rio, etc são cidades, no seu todo, de 2a classe. As capitais brasileiras, só para exemplificar, não colocam à disposição da população saneamento básico de forma integral. Qual a capital brasileira, a exceção de Brasília, que não tem esgoto a céu aberto? Contudo, caso se bote um pé fora de Brasília, ao seu redor, a miséria impera. Na esteira disso, nossas residências, mesmo as mais caras, são deficientes, construídas com materiais ultrapassados, sejam louças, ferragens, etc. E as ruas e praças de nossas cidades? Nossa !!! comparar é de doer. Lá os monumentos que contam a história do lugar são bem cuidados; o pavimento, as calçadas, as ciclovias não precisam ser refeitas a cada governo, tudo é feito para durar. Vejamos a quantidade de fios aparentes em nossas cidades, são de toda ordem, ou melhor, de toda desordem e chegam às raias da loucura. Caso se retirassem somente os fios sem serventia encheriam vários galpões. Nas cidades civilizadas toda a fiação é subterrânea. E o transporte público? Não tem comparação. E pensar que Curitiba se gaba de suas acanhadas e antigas canaletas. As cidades europeias oferecem toda sorte de transporte com eficiência e presteza. Ônibus biarticulados a diesel, elétricos e a gás natural, que diz a lenda que o modelo biarticulado foi copiado, em meados da década de 90, de Curitiba. Copiar aquilo que é bom é uma virtude e não um defeito. O ruim é copiar aquilo que não presta, o que fazemos de montão. Trens e metrôs modernos e de muita qualidade, estações informatizadas, bondes ultramodernos, bem como aeroportos condizentes com as necessidades da demanda complementam a matriz de transporte. Uma das consequências dessa matriz de transporte é que o europeu, ao contrário do brasileiro, não dá a vida por um automóvel e assim as cidades, mesmo nos horários de picos, tenham um trânsito viável, civilizado, sem congestionamento de tirar qualquer um do sério.

Em síntese qual a grande diferença? Educação, essa palavra mágica. E quando se fala de educação estamos a falar de educação de base. Cá entre nós quando se fala em educação pensa-se logo em faculdades, implantar faculdades a torto e a direita e "formar" milhares de jovens sem o menor preparo de base, muitos deles incapazes de intender o que leem. Isso é coisa de analfabeto recalcado. Educar um povo é dar a esse povo uma escola fundamental de qualidade. Foi dessa forma que os países ditos hoje de ponta deram seus saltos de qualidade e não parindo faculdades de ciências ocultas e letras apagadas. Faculdades de cuspi e giz não vão nos levar a lugar nenhum, muito pelo contrário, só vão fazer crescer o número de frustrados, verdadeiros analfabetos com diploma de curso superior. Nesse particular, está aí para provar as olimpíadas de matemática, ciência etc que o Brasil participa e que sempre fica na rabeira. O que verdadeiramente precisamos é de um ensino fundamental profissionalizante capaz de formar técnicos de qualidade para todas as áreas, que aliás é a grande grita dos empresários. O Ensino Superior fica como uma consequência natural do processo.

Apesar do azedo das palavras sou um otimista. Espero ver esse gigante levantar do seu sono letárgico em berços esplendidos e dar aquele salto de qualidade rumo ao desenvolvimento que tanto almejamos. E isso só depende de nós.