quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ATITUDE INDIGNA

Parece que todos nós esquecemos o que foi dito ontem, quiçá há meses atrás. É o caso das promessas de campanha aqui no Brasil. É simplesmente uma vergonha constatar, através de vídeos e entrevistas, a fala desavergonhada com os políticos, de todos os naipes, dizem coisas e depois na maior cara de pau de fazem o que lhes vem à cabeça ou às suas conveniências sem dar nenhuma satisfação se seus atos.
No plano federal, só como exemplo por ser o mais gritante, assistimos praticamente indefesos os desmandos e absurdos perpetrados pela presidente da República, em total desacordo com suas promessas de campanha. Praticamente tudo que dizia que o candidato da oposição ia fazer, ela está fazendo. Tome-se como exemplo a recriação da famigerada CPMF que inicialmente falava-se em 0,20% de toda a movimentação financeira do País, chegou a ser cogitada em 0,38% num vergonhoso caso de cooptação dos governadores dos Estados, que se comprometidos com sua aprovação ficariam com os 0,18% restantes.
Imagine-se um candidato à presidência dos Estados Unidos, após eleito ser flagrado numa mentira tão escandalosa. Ele sairia porta a fora da Casa Branca para nunca mais voltar. Aqui nada acontece. A candidata à indicação para concorrer a presidência pelo partido Democrata Hilary Clinton está em palpos de aranha somente porque usou seu e-mail particular em assuntos da Secretaria de Estado. Ela não cometeu nenhuma ilegalidade, não mentiu, não fez acordos escusos, simplesmente usou seu e-mail particular e está com muitas dificuldades por esse “deslize”. Há se cá entre nós esse fosse o crime!

Por aqui se mente a vontade, se faz tudo o que disse que não iria fazer e nada acontece. Não há nenhum tipo de medo ou receio. Antigamente tínhamos as Forças Armadas, já que o povo nunca foi de nada. Hoje nem isso temos. A partir de 1985 os novos governantes, em uníssono, trataram de desarticular o Exército, a Marinha e a Aeronáutica de modo que agora não temos nem forças e nem armas.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

UM BODE NO CONCRESSO


Atribui-se a Joseph Stalin, o brutal ditador da União Soviética, a história de uma família que se queixou de suas acomodações por julgarem acanhadas e diminutas. Stalin do alto de sua onipotência mandou um mal cheiroso bode para que a família tomasse conta do bicho em sua habitação. Aquilo que era ruim virou um inferno, um chiqueiro. Passados alguns dias, Stalin mandou retirar o bode. E o que aconteceu? As acomodações que ontem pareciam acanhadas e diminutas virou um paraíso de conforto e bem-estar.

Ditadores parecem ter imaginação fértil no que diz respeito a soluções inusitadas, que mesmo heterodoxas marcham em seus benefícios. Ora se não é isso que esse governo está fazendo com o Congresso Nacional? Transferir para outrem a solução de suas mazelas.

Uma providência de qualquer pessoa, empresa ou país é ajustar suas despesas aos seus ganhos, porem para os governos do PT fazer economia de verdade, cortar custos na paquidérmica máquina estatal, que eles próprios inflaram de maneira jamais vista, não só em Brasília, mas por todo o País nunca fez parte de sua agenda. O negócio é acharcar cada vez mais a população que paga impostos e manter seus apaziguados gordos e felizes, e o povo que se dane.

O governo jogou no colo do Congresso o “bode”, que atende pelo nome de déficit orçamentário, e tenta sair de fininho do problema que é seu. Ora vejamos: Se o Congresso não aceitar essa chantagem explícita certamente vai ser taxado, pela Srª Dilma e sua reca de ministros incompetentes e bajuladores, de insensível aos reclamos nacionais. Caso o Congresso aceite aumentar ainda mais nossa carga de impostos, vão alardear que a proposição partiu do Legislativo e não do Executivo e, portanto, não lhe cabe culpa.

Toda pessoa de bom senso, no andar dessa mal fadada carruagem que tem sido os governos populistas do PT, sabia no que ia dar.

Os governos ptistas aumentaram tudo que não devia (inflação, desemprego, divida estatal, taxa de juros, aumento do percentual de impostos, desconfiança...) e diminuíram tudo que era salutar (educação, segurança, saúde, crescimento econômico, confiança no futuro...). Exatamente como uma pessoa que não se cuida: aumenta o colesterol ruim e diminui o colesterol bom e, como consequência, sofre um enfarto do miocárdio e, não raro, advém uma morte prematura. Certo, os países não morrem, contudo sua população, em vistas de todas essas inconsequências, sofre e muitos morrem.