O que vai contar a História
sobre a gestão ptista na Presidência da República do Brasil? Qual será seu
legado?
De bom nada. De ruim muita coisa.
Será dito que existiam dois tipos
de ptistas:
·
Os militantes, normalmente
credos, verdadeiras massas de manobra, cuja filosofia adaptada era a dos três
macaquinhos: não quero ver, não quero escutar, não vou falar. Eram aqueles que davam
a cara pra apanhar e, quando muito, eram agraciados com um pão com mortadela;
·
O outro tipo, formado pelos ideólogos
e apaziguados do Partido, recebiam todas as benesses, todas as vantagens, a
parte maior do bolo, ou seja, os cargos comissionados no governo e nas estatais
mesmo sem a competência necessária para o desempenho de cargos e funções para as
quais eram designados. Outra característica desse grupo era o desrespeito para com
aqueles que julgavam serem seus “inimigos”. Não viam seus opositores como
adversários e sim como inimigos. Aqueles que não comungassem com as normas
ditadas pelo Partido eram os inimigos e, portanto, podiam ser ridicularizados. Esse
modo de ser era tão mais evidente à medida que se subia na hierarquia do
Partido. Começaram com a designação pejorativa de “as elites”, culminando com “os
coxinhas”. Eles eram, acima de tudo, desrespeitosos.
Com o objetivo de perpetuação no poder arquitetaram um sórdido plano de
aparelhamento total do Estado e daí para o início de uma corrupção desenfreada
foi um pulo. Não pouparam nem mesmo os Fundos de Pensão das Estatais,
organizações não governamentais, pertencentes aos empregados, aposentados e
pensionistas delas, portanto organizações privadas, apartadas do governo.
Em 13 anos a frente do governo brasileiro o PT e sua turma simplesmente
quebraram o País. Aproveitando a boa maré deixada pelos governos anteriores,
bem como pela bonança existente no mundo daquela época, viram a oportunidade de
colocar em prática sua tão sonhada tática de governo, ou seja:
"Dar esmola aos muito pobres
gerando um cabresto, uma dependência e, mais que isso, uma amarra sem saída e um
aprofundamento da miséria. No mesmo passo, sinalizaram aos empresários tempos
de ouro e, com isso, fizeram com que os patrões embarcassem na onda gerando
empregos aos milhares, aos milhões, para no fim amargarem o desencanto das
dispensas, do endividamento, dos rebaixamentos, do fechamento das portas. Essa
manobra infeliz teve como uma de suas funestas consequências o aumento da taxa
de inflação, que chegou aos dois dígitos com sua característica perversa de
atacar com maior intensidade os mais pobres.”
A presidente, no seu segundo mandato, juntamente com os figurões do
partido viraram figuras presas em seus castelos. Por onde passavam eram
xingados, humilhados. Ir a um evento público, nem pensar. Na última aparição da
presidente da República num evento público – Em uma partida de futebol preparativa para a Abertura da Copa do Mundo de
Futebol de 2014 – foi vaiada e teve que ouvir, em coro, palavras de baixo calão
a ela dirigidas. Nos restaurantes, aviões e outros lugares quando um de seus assessores
era reconhecido imediatamente era hostilizado, quando não obrigado a se
ausentar do recinto. A aversão aos membros do governo chegou a tal ponto que mesmo
a fala deles por rádio e televisão, em Rede Nacional, era acompanhada por um bater
de panelas nas janelas das residências, País a fora – Panelaço.
A Operação Lava Jato iniciada em 2013 pela Polícia Federal, Ministério
Público Federal e Justiça Federal revelou o maior esquema de corrupção já
existente no mundo. O PT através de seus integrantes infiltrados na Petrobras,
a maior e mais bem sucedida empresa brasileira, foi responsável por um desvio
de recursos que chegou a casa dos bilhões de dólares. O número de pessoas
envolvidas: funcionários públicos, dirigentes, gerentes e empregados da estatal;
proprietários e gerentes das maiores empreiteiras do País, bem como
intermediários, operadores de propina, lobistas etc, bateu a casa das centenas.
Tudo isso após o Supremo Tribunal Federal ter julgado o “Mensalão” iniciado e
2003, outra fonte de corrução que os brasileiros, até então, julgavam ser a maior
da História, que se consistiu em dar mesada a deputados federais para votarem a
favor do governo – compra de votos no Congresso Nacional.
Com uma taxa de inflação em alta, taxa de emprego em baixa, índice de
confiança abaixo da crítica etc e, ainda, o agravamento da dengue, uma doença
recorrente, e mais recentemente a infecção pelo vírus da Zica, advinda do mesmo
transmissor, o País debilitado estrutural e financeiramente não teve os
recursos necessários e suficientes para o combate a esse mal, o que agravou a
crise da saúde já muito ruim e, por tabela, acentuou o caos entre a população mais
carente.
A passagem do PT – Partido dos Trabalhadores a frente do governo federal, para o País, foi um verdadeiro desastre e o pior de tudo é que foi um desastre
anunciado.