Salário – O conceito
de salário, dentre outras definições, refere-se à contrapartida regular
atribuída ao trabalhador pelo exercício ou desempenho de suas funções no âmbito
de um emprego. O termo deriva do latim “salarĭum”, que está relacionado com o
“sal”, outrora a forma primária de pagamento por um trabalho a ser remunerado.
Dito desta forma não há que se envergonhar de
seu ganho seja por ele ser mínimo ou grande. Contudo cá entre nós brasileiros,
talvez em razão de nossa cultura, somos levados a ver o salário, mormente àqueles
mais altos, com reserva. E não raro somos críticos severos quando sabemos ou imaginamos que
essa ou aquela pessoa venha auferir um ganho que, a bem da verdade, não temos
as condições necessárias e suficientes para se igualar. Da mesma forma acontece com determinadas
carreiras, onde os ganhos, para nosso padrão, se mostram altos.
É aí que me vem à incômoda sensação de que
somos um povo mais para a inveja do que para ir à luta e buscar nosso sucesso
pessoal. Temos a ridícula ideia de nivelar tudo por baixo e todos ganharíamos
minguados recursos, mas seriam todos, isto é, a universalização da miséria. Muito
mais produtivo seria, ao invés de criticarmos o salário do vizinho, partir com
força na busca de nossa melhora, estudando mais, aprendendo mais, trabalhando
mais e melhor.
Não posso esquecer o final da década de 70,
toda a década de 80 onde uma campanha se alastrou contra o salário auferido
pelos empregados da Petrobras. A imprensa escrita, falada e tele transmitida não deu
trégua e como consequência um gerente de 1ª linha de um órgão operacional com
uma responsabilidade de milhões de dinheiro, seja em que moeda for, e com dezenas
de subordinados instruídos, chegou a perceber um ganho menor que um motorista
de taxi. Aqui nada de pejorativo contra os motoristas de taxi, apenas como
comparação entre um e outro, onde aquele gerente com título de pós-graduação,
mestrado e não raro doutorado se via à mercê dos acontecimentos para ajustar
seu salário às suas despesas, quase sempre sem conseguir. A campanha dos Marajás da Petrobras foi de tal ordem que
todos os empregados, sem exceção, levaram essa pecha, até mesmo nas rodas de
amigos e vizinhos.
Pare de olhar com rabo de olho o salário do outro.
Corra com competência e justeza atrás de um salário melhor e faça por merecer. Se
seus ganhos não são aqueles que você julga adequado, vá à luta, busque novas
oportunidades, não fique parado destilando veneno. Como diz o caboclo: largue
mão da inveja mesquinha, isso não vale nada, só vai lhe fazer mal.
Se “A” ou “B” tem um bom salário procure ser
o que ele é. Se não pode, seja lá porque razão for, procure outra coisa. Mova-se.
Se você não fizer por você ninguém vai fazer. Por tanto, chega de chororô, chega
de inveja e mãos à obra.