quarta-feira, 26 de agosto de 2015

SALÁRIO


Salário – O conceito de salário, dentre outras definições, refere-se à contrapartida regular atribuída ao trabalhador pelo exercício ou desempenho de suas funções no âmbito de um emprego. O termo deriva do latim “salarĭum”, que está relacionado com o “sal”, outrora a forma primária de pagamento por um trabalho a ser remunerado.

Dito desta forma não há que se envergonhar de seu ganho seja por ele ser mínimo ou grande. Contudo cá entre nós brasileiros, talvez em razão de nossa cultura, somos levados a ver o salário, mormente àqueles mais altos, com reserva. E não raro somos críticos severos quando sabemos ou imaginamos que essa ou aquela pessoa venha auferir um ganho que, a bem da verdade, não temos as condições necessárias e suficientes para se igualar. Da mesma forma acontece com determinadas carreiras, onde os ganhos, para nosso padrão, se mostram altos.

É aí que me vem à incômoda sensação de que somos um povo mais para a inveja do que para ir à luta e buscar nosso sucesso pessoal. Temos a ridícula ideia de nivelar tudo por baixo e todos ganharíamos minguados recursos, mas seriam todos, isto é, a universalização da miséria. Muito mais produtivo seria, ao invés de criticarmos o salário do vizinho, partir com força na busca de nossa melhora, estudando mais, aprendendo mais, trabalhando mais e melhor.

Não posso esquecer o final da década de 70, toda a década de 80 onde uma campanha se alastrou contra o salário auferido pelos empregados da Petrobras. A imprensa escrita, falada e tele transmitida não deu trégua e como consequência um gerente de 1ª linha de um órgão operacional com uma responsabilidade de milhões de dinheiro, seja em que moeda for, e com dezenas de subordinados instruídos, chegou a perceber um ganho menor que um motorista de taxi. Aqui nada de pejorativo contra os motoristas de taxi, apenas como comparação entre um e outro, onde aquele gerente com título de pós-graduação, mestrado e não raro doutorado se via à mercê dos acontecimentos para ajustar seu salário às suas despesas, quase sempre sem conseguir. A campanha dos Marajás da Petrobras foi de tal ordem que todos os empregados, sem exceção, levaram essa pecha, até mesmo nas rodas de amigos e vizinhos.

Pare de olhar com rabo de olho o salário do outro. Corra com competência e justeza atrás de um salário melhor e faça por merecer. Se seus ganhos não são aqueles que você julga adequado, vá à luta, busque novas oportunidades, não fique parado destilando veneno. Como diz o caboclo: largue mão da inveja mesquinha, isso não vale nada, só vai lhe fazer mal.

Se “A” ou “B” tem um bom salário procure ser o que ele é. Se não pode, seja lá porque razão for, procure outra coisa. Mova-se. Se você não fizer por você ninguém vai fazer. Por tanto, chega de chororô, chega de inveja e mãos à obra.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

MANIFESTAÇÕES


Quatro dias após as manifestações de 16 de Agosto (Domingo) onde, segundo dados oficiais, reuniu somente nas capitais estaduais e Brasília cerca de 1 milhão de pessoas posicionadas contra a presidente da República, contra o PT e a favor do impeachment da Presidente, nesta 5ª feira – 20/08/2015 soubemos de outra manifestação, desta feita em defesa do governo e contra um possível impeachment da Presidente, sem faltar aqui e acolá críticas ao próprio governo.

Nesta 5ª feira milhões de brasileiros saíram às ruas não para protestar, mas sim para trabalhar e só não foi mais gente porque, infelizmente o Brasil de hoje, mercê de políticas públicas pra lá de equivocadas, conta com cerca de 2 milhões de desempregados. Afinal 5ª feira é um dia útil, ou seja, um dia de trabalho, e aqueles gatos pingados que se dispuseram participar dessa manifestação seguramente estão no rol dos que não fazem nada e nem procuram o que fazer, podendo se dar ao luxo de participar de um evento claramente na contramão do trabalho. E como não bastasse, uma manifestação em um dia útil ainda tem a agravante de atrapalhar a vida daqueles que trabalham, dificultando ainda mais seus deslocamentos de ida e volta do trabalho.

Outra explicação da participação se refere ao soldo percebido pela maioria dos participantes: um sanduiche, alguns trocados e condução de ida e volta aos seus locais de moradia. Seria cômico se o fato não fosse patético e deprimente.

Soube da seguinte nota: Faço parte dos 99,75% de brasileiros que não participaram da Manifestação de 16 de Agosto. Pois bem, de acordo com fontes oficiais participaram da manifestação desta 5ª feira, que ocorreu em 9 capitais estaduais e Brasília, menos de 10 mil pessoas. Vale lembrar que a Manifestação de 16 de Agosto ocorreu em todas as capitais estaduais e Brasília e mais um número significativo de outras cidades brasileiras.

Assim, utilizando o raciocínio acima (que não julgo ser o mais adequado) pode-se afirmar que aqueles que não participaram se incluem entre os 99,99996% de brasileiros. Para efeito matemático aplicando o arredondamento para duas casas decimais, pode-se afirmar que 100% dos brasileiros não participaram da manifestação desta 5ª feira.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

OUVIDOS SURDOS


Qual governo iria se manter teimosamente de pé após três manifestações, à nível nacional, em que a população brasileira mostrou com todas as letras sua indignação contra um governo escorado em 7% de satisfeitos contra 93% de insatisfeitos. Desta última vez as manifestações focaram o “Fora Dilma”, o “Fora PT" e o “Impeachment da Presidente” estampado em faixas que ganharam as ruas e avenidas com seus 100 metros de comprimento.

Os manifestantes, em todo o País, além de repudiar a corrupção, o desemprego, a inflação e valorizar o trabalho da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal elevando a figura do Juiz Sérgio Moro em clara defesa da Operação Lava Jato, voltaram suas atenções para o Sr Lula, que sempre pareceu pertencer ao Olimpo dos Deuses e acima do bem e do mal, ausente de todo esse mar de lama que por sinal foi fecundado e nascido em seus dois períodos de governo. O atual governo capenga e sem sal tem como demérito ter dado continuidade a esse escabroso processo de deterioração do Estado, talvez não por vontade própria, mas por singular incompetência de controle e conhecimento da lide do dia-a-dia.

A antes dita “chefona” do Palácio do Planalto desde um bom tempo finge que governa e todo o seu séquito de incompetentes aduladores e aproveitadores, alguns extremamente pedantes, fingem que ela manda, mas todos cientes que a realidade é bem outra e agora com a perda de sua muleta-mor, o Sr Lula, que à vista da possibilidade de a coisa degringolar vai tentar fazer seu pirão primeiro, mesmo sendo ele é o dito chefe de toda essa patifaria.

Está aí para quem quiser ver os urubus sobrevoando em círculo a carniça e se preparando, cada um a seu molde, para embates vigorosos em busca dos maiores nacos. Quem pode confiar nas figuras que aí estão postas. Basta olhar a atual linha de sucessão e rememorar as atitudes de cada um deles no passado, mesmo o passado recente, sem falar de seus anunciados envolvimentos nos esquemas de corrupção investigados na Operação Lava Jato. Estamos realmente órfãos de lideranças com um mínimo de decência.

A presidente do alto de sua arrogância não ouviu o recado das ruas nem ontem, nem hoje e certamente não amanhã. Prefere ouvir seus aduladores. Foi assim desde o começo e nos diz a lógica que assim será até o seu fim.

Ela ganhou duas eleições. A primeira impulsionada pelo seu antecessor, à época um morador privilegiado do Olimpo onde nada lhe atingia e o povão cego em adoração dizia amem a tudo que viesse dele, com a complacência  inerte da oposição, que de oposição não teve nada.

A sua segunda vitória eleitoral foi alicerçada em falsas promessas e mentiras em larga escala. Tanto foi assim que fez tudo que disse de aterrorizante que seu adversário iria fazer.

Passados três meses de governo se profetizou que ela não chegaria ao fim de seu mandato, hoje há quem diga que seu mandato já acabou só ela que ainda não sabe, ou não quer saber, acobertada e iludida pelos mesmos aduladores.

Caso tivesse algum senso de correção poderia ter, pelo menos, tentado salvar seu desastroso mandato. Fizesse uma redução drástica na máquina paquidérmica do Executivo, começando reduzindo o número cavalar de ministérios; o vergonhoso número de pessoas nomeadas para não fazer nada. Basta entrar em qualquer ministério em Brasília para constatar o que aqui se diz. Tem ministério que o efetivo de pessoal é tanto que entre os funcionários existe uma escala de trabalho onde uma turma trabalha na parte da manhã e a outra na parte da tarde, vez que se todos forem ao mesmo tempo não vai haver cadeiras, mesas, telefones, computadores para todos, por absoluta falta de equipamento e espaço. Isso é só uma amostra. Qualquer chefe tem uma secretaria com um número excessivo de pessoas, uma mescla de funcionários e contratados, onde o trabalho que em qualquer organização privada requereria uma pessoa, por lá se contam quatro e às vezes mais.

A senhora Dilma do alto de seu saber jamais ouviu as ruas, o povo. Ela só ouve as pessoas que a adulam, que concordam com sua opinião. Mesmo passadas três manifestações de rua, em menos de seis meses, que repudiaram seu governo, fato único na história do mundo; mesmo que a aprovação de seu governo esteja no insignificante 7%, mesmo assim ela se mantem com ouvidos surdos aos reclamos da população, esquecendo ou mesmo não querendo saber que exerce um emprego de caráter temporário e que é uma servidora do povo e não o contrário. Parece não saber que deveria governa para todos e não só visando àqueles que supostamente a elegeu e para suas malfadadas “organizações sociais e sindicais”.

A História nos ensina que todo governante que faz ouvidos surdos à população não tem um final feliz.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

DESCOMPASSO


Vivemos tempos de calamidades. Só se ouve notícias ruins e o pior é que no dia seguinte as novas notícias são piores que as anteriores. Vai tudo mal. As vendas sejam do comércio, da indústria ou dos serviços vão de mal a pior. O fantasma da inflação de dois dígitos nos ronda e, para os jovens que não conviveram com ela, posso assegurar, é um verdadeiro horror. No mesmo pisar a taxa de desemprego sobe a cada medição, mesmo por órgãos oficiais e a presidente, estou à beira de chama-la de “presidenta” vez que rima com o nome do bicho que me vem à cabeça, em seus doutos discursos fala de que o País tem problemas, mas que esses problemas, naturais em qualquer país, vão passar mais rápido do que se imagina.

Ou 71% da população brasileira não passa de batedores de pinicos, como insinuou um certo ator de 5ª categoria, um verdadeiro perdedor que deve está de pires na mão atrás de uma esmola governamental, ou a senhora “presidenta”, teleguiada por um séquito de assessores tão lunáticos quanto ela, deveria, em nome da brasilidade que diz ter, tirar seu time de campo e ir para bem longe, por lá ficar e não voltar nunca mais.

Não existe nenhuma sintonia entre o que ela fala, ou melhor, entre o que ela lê e a realidade que nos salta aos olhos. Hoje se fizermos uma retrospectiva do seu primeiro mandato somado aos dois mandatos do seu antecessor e perguntarmos o que de real foi feito nesses 13 anos de agonia, teremos como resposta uma única palavra: corrupção. Mensalão, Petrolão, Eletrolão, e por aí vai.

O País está estagnado e entregue à ganância as mais variadas, todos prontos para dar o seu golpe, o seu jeito, no sentido de ele mesmo subir a rampa do Planalto e se enfaixar. Todos falam em olhar mais para o Brasil e deixar de lado as picuinhas políticas, mas ninguém, absolutamente ninguém dá o primeiro passo. O Brasil entra nessa conversa, como já diziam os mais antigos, só pra inglês ver.

O governo da Srª Dilma, o mais fraco e desprestigiado que já existiu, tem como propulsor o surgimento de candidatos para ocupar seu cargo. São tantos e tão diversificados que por esse singular motivo ela ainda não foi mandada pra casa. A linha de sucessão dá sinais claros nesse sentido. Os políticos de dentro e também até aqueles que já deveriam ter pendurado suas chuteiras fazem suas apostas. Todos fazem contas. Todos fazem conchavos. E, nessa mixórdia de interesses mesquinhos, todos se atrapalham.

É um descompasso geral. O governo não diz e não faz coisa com coisa e os que se julgam príncipes herdeiros não se entendem. Nenhum deles está do lado do Brasil, cada um está do seu lado e só. Na verdade o Brasil está necessitado do surgimento de uma liderança positiva e aglutinadora, que nos tirasse do atoleiro em que nos encontramos. Este País tem as condições necessárias e suficientes para dar certo, o nosso problema é que temos uma classe política que não permite que isso aconteça.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A VEZ DA CAÇA


A imprensa noticiou que o ex-presidente Lula vai percorrer o País de norte a sul e de leste a oeste e aí eu me pregunto: pra fazer o quê? Dizer o quê?

Será que o cidadão Lula vai ter a desfaçatez de desfilar suas eternas abobrinhas futebolísticas em comparações às mais ridículas, onde invariavelmente ataca as “Elites” sem jamais explicitar que coisa é essa, qual sua forma, cor, tamanho, jeito etc. Como se sabe ele e sua trupe, pelo conceito que se conhece de elite, são exemplos vivos. Acomodações particulares de extremo luxo e em hotéis ultra caros, carros de luxo, jatinhos particulares, roupas de grifes, comidas exóticas e bebidas onde uma garrafa paga o salário de dois trabalhadores da construção civil. Isso é ser da elite e ele, o Sr Lula e sua trupe, nesse particular deitam e rolam.

O operário que cortou um dedo, que absolutamente não lhe faria qualquer falta, e que a custa disso deixou de lado o trabalho para nunca mais voltar, virou líder sindical ajudado por tantos que acreditaram nele, se fez um mito. Um mito de barro, com todas as possibilidades que o barro tem de quebrar na primeira queda.

Ao chegar ao topo do poder em 2003 deu continuidade a política econômica de seu sucessor, mas, ao lado disso, começou a aparelhar o Estado através da colocação de seus apaziguados sindicalistas em postos-chave da Administração Pública, tudo isso com o intuito pré-determinado de assaltar a Nação, não lhe importando as consequências de suas desmedidas decisões. Nas palavras de um ex-petista fundador do PT: O Lula não tem escrúpulos com nada.

Certa vez ouvi alguém afirmar que ele, Lula, teria dito: “Não me importo se a Petrobras vai à falência, eu vou ser reeleito.” Sinceramente não levei fé naquela afirmação, e hoje vejo ser verdade.

A ganância e o espírito inconsequente levaram esses senhores ptistas a cometer um dos maiores crimes: a burrice. Será que não passou pela cabeça de nenhum deles que a Petrobras é para o Brasil um esteio, um porto seguro e que minando as bases dessa Companhia inevitavelmente estariam minando as bases do Estado Brasileiro? Não viram que a Petrobras faz movimentar algo em torno de 10% do nosso PIB, aí incluídas todas as organizações que compõem essa imensa cadeia produtiva? Não perceberam que o colapso, mesmo que parcial, dessa engrenagem resultaria num prejuízo tão grande que iria afetar a economia nacional e, com isso, até mesmo a sustentabilidade do governo?

É de se crer que nada disso foi posto em consideração e agora que o leite está derramado, os partícipes desse monstruoso esquema de aparelhamento do Estado e de corrupção estão qual náufragos à cata de uma taboa de salvação e aqueles já pegos pela Justiça estão vendo essa taboa na figura da “delação premiada”, vez que têm como exemplo o Sr Marcos Valério que acreditou que sua taboa de salvação estaria nas promessas de que seria salvo e hoje cumpre pena de 40 anos de prisão em regime fechado.

O Sr Lula ao invés de anunciar sua tournée Brasil a fora, numa tentativa de resgatar uma imagem perdida, deveria estar preocupado em como explicar todas as indicações de ilícitos que estão batendo a sua porta, cada vez em maior número e com maior força, sem deixar no esquecimento a extraordinária ascensão econômico-financeira de seu filho Lulinha que de simples limpador de Zoo virou um megaempresário da noite para o dia, causando espanto a renomados empresários que para chegar aonde chegaram levaram décadas de trabalho duro, dedicação, estudo e muita perseverança.

Vivemos uma época que daqui a algum tempo vamos todos nos lembrar dela sem saudades e mais querer que nunca tivesse existido.

Os ptistas sempre foram os caçadores, agora chegou a vez da caça.