quarta-feira, 15 de abril de 2015

BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA


É muito difícil acreditar num slogan, que deveria ser o carro-chefe das ações desse governo no desenvolvimento da educação maciça e continuada do povo. O slogan é, de cara, vilipendiado pela chefe do Poder Executivo ao se auto intitular de “presidenta”. É simplesmente hilário, para não se dizer degradante, ver e ouvir o seu séquito de puxas-sacos a repetir essa asneira em todos os seus pronunciamentos.

Muito embora a contundente manifestação, a respeito, de professores renomados que apontaram tal erro, a idiotice continua. Mesmo os poucos letrados, dente nós, jamais diriam que “a pacienta teve alta do hospital ou mesmo que a adolescenta é bonita, inteligente etc”, logo jamais falariam: a presidenta. Talvez não saibam o por quê, mas sentem, por usos e costumes, que o sufixo “ente” não se flexiona em gênero.

Fica difícil de entender a persistência de um erro tão grosseiro. Será que é uma forma de afirmação da feminidade da Srª Presidente? Se assim for estamos diante de uma baita barbaridade. Não seria a deturpação do idioma o meio para isso. Nossa condição de gênero se estabelece: primeiro por nascimento e depois por atitudes.

Reafirmo meu respeito absoluto a todas as formas opções sexuais. A pessoa humana é livre para escolher a busca da felicidade, nesse particular. Não nos cabe reparos e nem reprimendas quanto à opção sexual de cada um, mesmo que diversa da nossa.

Voltando ao tema EDUCAÇÃO. Consideremos nossa triste situação e olhem que não estou falando das precárias instalações de ensino mantidas pelo poder público, nem tão pouco dos baixos salários dos professores, vigentes na maioria dos estados e municípios brasileiros e, por isso mesmo, mercê de educadores desmotivados e mal formados. Estou me referindo à pirâmide da educação estatal, que neste País, está de ponta cabeça. O governo, já de priscas eras, dá mais valor ao ensino superior e relega às traças o ensino fundamental. Como resultado dessa aberração temos os filhos das classes média e rica cursando as universidades federais e estaduais, pagas com dinheiro público. E por quê? Porque tiveram condição de fazer o ensino fundamental em escolas particulares, onde existe melhor estrutura, professores melhor remunerados etc, etc e são os aprovados nos famosos vestibulares.

Enquanto isso aos filhos dos menos favorecidos, normalmente oriundos das escolas públicas, resta, quando muito, cursar uma faculdade particular, quando não à noite, muitas delas carente de melhores condições de ensino, aliado ao fato, sempre presente, das dificuldades do aluno (Conhecimento básico deficiente). Uma vez formados com deficiências não conseguem disputar, com êxito, as melhores colocações no mercado de trabalho e, por via de consequência, os melhores salários.

Quando se ouve falar em um choque de educação, no meu entender, seria carrear maciçamente os recursos públicos para o Ensino Fundamental Profissionalizante. O Ensino Superior seria da alçada da iniciativa privada. É assim que agem os países desenvolvidos. Propiciam um ensino fundamental gratuito e de qualidade a toda população e deixam para aqueles que assim quiserem e/ou puderem cursar uma faculdade custeada particularmente e não pelo Poder Público. O correto é ensinar a pescar e não dar o peixe.

Como seguimento da aberração implantam-se as cotas, muito mais barato que oferecer um ensino fundamental de qualidade à população. A proliferação desse procedimento, a médio prazo, vai contribuir, mais ainda, para o empobrecimento do nosso ensino, nivelando por baixo o ensino nas universidades públicas.

Nesta mesma linha estão os financiamentos para aqueles que não conseguiram uma vaga numa universidade pública, vez que lhes falta conhecimento. Mais uma vez a preocupação é com a formação de 3° grau, relegando-se a quase nada a formação de bons técnicos, que por sinal é a nossa grande falta, é o grande reclamo dos empresários.

E aí, o Brasil pode ser chamado de Pátria Educadora? Claro que não. O Brasil não educa sua população, muito pelo contrário, o Brasil deseduca, desestimula, desagrega e gera a cada ano, uma legião de desencantados, desmotivados. Não deve ser brincadeira ter diplomado de nível superior e trabalhar como auxiliar disso ou daquilo e ganhar pouco mais que um salário mínimo, vez que é isso que lhe resta.