É muito difícil
acreditar num slogan, que deveria ser o carro-chefe das ações desse governo
no desenvolvimento da educação maciça e continuada do povo. O slogan é, de
cara, vilipendiado pela chefe do Poder Executivo ao se auto intitular de “presidenta”.
É simplesmente hilário, para não se dizer degradante, ver e ouvir o seu séquito
de puxas-sacos a repetir essa asneira em todos os seus pronunciamentos.
Muito embora a
contundente manifestação, a respeito, de professores renomados que apontaram
tal erro, a idiotice continua. Mesmo os poucos letrados, dente nós, jamais
diriam que “a pacienta teve alta do hospital ou mesmo que a adolescenta
é bonita, inteligente etc”, logo jamais falariam: a presidenta. Talvez não
saibam o por quê, mas sentem, por usos e costumes, que o sufixo “ente” não se
flexiona em gênero.
Fica difícil de
entender a persistência de um erro tão grosseiro. Será que é uma forma de
afirmação da feminidade da Srª Presidente? Se assim for estamos diante de uma
baita barbaridade. Não seria a deturpação do idioma o meio para isso. Nossa
condição de gênero se estabelece: primeiro por nascimento e depois por
atitudes.
Reafirmo meu respeito
absoluto a todas as formas opções sexuais. A pessoa humana é livre para escolher
a busca da felicidade, nesse particular. Não nos cabe reparos e nem reprimendas
quanto à opção sexual de cada um, mesmo que diversa da nossa.
Voltando ao tema
EDUCAÇÃO. Consideremos nossa triste situação e olhem que não estou falando das
precárias instalações de ensino mantidas pelo poder público, nem tão pouco dos
baixos salários dos professores, vigentes na maioria dos estados e municípios
brasileiros e, por isso mesmo, mercê de educadores desmotivados e mal formados.
Estou me referindo à pirâmide da educação estatal, que neste País, está de
ponta cabeça. O governo, já de priscas eras, dá mais valor ao ensino superior e
relega às traças o ensino fundamental. Como resultado dessa aberração temos os
filhos das classes média e rica cursando as universidades federais e estaduais,
pagas com dinheiro público. E por quê? Porque tiveram condição de fazer o
ensino fundamental em escolas particulares, onde existe melhor estrutura,
professores melhor remunerados etc, etc e são os aprovados nos famosos
vestibulares.
Enquanto isso aos
filhos dos menos favorecidos, normalmente oriundos das escolas públicas, resta,
quando muito, cursar uma faculdade particular, quando não à noite, muitas delas
carente de melhores condições de ensino, aliado ao fato, sempre presente, das
dificuldades do aluno (Conhecimento básico deficiente). Uma vez formados com
deficiências não conseguem disputar, com êxito, as melhores colocações no
mercado de trabalho e, por via de consequência, os melhores salários.
Quando se ouve falar
em um choque de educação, no meu entender, seria carrear maciçamente os
recursos públicos para o Ensino Fundamental Profissionalizante. O Ensino
Superior seria da alçada da iniciativa privada. É assim que agem os países
desenvolvidos. Propiciam um ensino fundamental gratuito e de qualidade a toda
população e deixam para aqueles que assim quiserem e/ou puderem cursar uma
faculdade custeada particularmente e não pelo Poder Público. O correto é
ensinar a pescar e não dar o peixe.
Como seguimento da
aberração implantam-se as cotas, muito mais barato que oferecer um ensino
fundamental de qualidade à população. A proliferação desse procedimento, a
médio prazo, vai contribuir, mais ainda, para o empobrecimento do nosso ensino,
nivelando por baixo o ensino nas universidades públicas.
Nesta mesma linha
estão os financiamentos para aqueles que não conseguiram uma vaga numa universidade
pública, vez que lhes falta conhecimento. Mais uma vez a preocupação é com a
formação de 3° grau, relegando-se a quase nada a formação de bons técnicos, que
por sinal é a nossa grande falta, é o grande reclamo dos empresários.
E aí, o Brasil pode
ser chamado de Pátria Educadora? Claro que não. O Brasil não educa sua
população, muito pelo contrário, o Brasil deseduca, desestimula, desagrega e
gera a cada ano, uma legião de desencantados, desmotivados. Não deve ser
brincadeira ter diplomado de nível superior e trabalhar como auxiliar
disso ou daquilo e ganhar pouco mais que um salário mínimo, vez que é isso que
lhe resta.