quarta-feira, 22 de abril de 2015

A BOLA DA VEZ


Passados 12 anos do PT no governo do Brasil, dentre os muitos casos de corrupção, roubo, desmandos etc, vimos estarrecidos a saída de dois tesoureiros petistas diretos para a cadeia acusados de, dentre outros crimes, enriquecimento ilícito, formação de quadrilha, corrupção, roubo puro e simples. Primeiro foi o Sr Delúbio Soares uma das peças principais do “mensalão” e agora o Sr João Vaccari atolado até o pescoço no escândalo do “petrolão”, e em ambos os casos sob forte indignação do partido que ficou até o último minuto com eles, numa tentativa patética de mostrar que tudo não passava de intriga da oposição ou mesmo da elite reacionária.

Após não ter mais para onde fugir nomearam um novo tesoureiro o Sr Márcio Macedo, ex-deputado federal de um único mandato.

Ora, o Sr Márcio Macedo quando deputado federal chegou a ser vice-lider do partido, logo contava com apoio e distinção partidária e, mesmo assim, foi rejeitado nas urnas pelos eleitores de Sergipe, donde se conclui que o ex-deputado, hoje tesoureiro, não agradou ao seu eleitorado de primeira hora.

Assume uma tesouraria que se antes nadava em mares de muito dinheiro agora vai ter que se contentar com as “doações” compulsórias das pessoas filiadas ao PT, segundo palavras textuais do presidente do partido, indicando que o PT não mais vai receber doações de empresas privadas e poder dentro deste contexto de autoproteção abocanhar boa parte do financiamento público, quando e se houver. Essa atitude reflete o desespero que reina dentro daquela entidade política cuja maioria dos seus líderes, de ontem e de hoje, ou estão presos ou estão respondendo a processos criminais com fortes possibilidades de serem condenados e, também, presos.

Visto o quadro antes mostrado resta saber qual vai ser a linha de conduta do novo tesoureiro diante, inclusive, da possibilidade de o partido sofrer uma pesada multa em face da descoberta de ter recebido de US$ 150 a 200 milhões, dinheiro espúrio desviado da Petrobras:

1.   Trilhar o mesmo caminho dos seus antecessores e se arriscar a também ser condenado e preso, ou;

2.   Ver o aniquilamento do seu partido pela captação de minguados recursos, isto é, se render a morte por inanição?

As doações compulsórias dos filiados, mesmo que ocorram em sua totalidade, o que não acredito, ficará longe das necessidades do partido que a essa altura está acostumado a voos muito mais altos. Assim, certamente, outra fonte de renda terá que ser descoberta e explorada. Não podemos esquecer de que tão logo o “mensalão” foi descoberto passou a viger o “petrolão”. Esses moços petistas são excepcionalmente criativos para malfeitos e podem criar, para mais logo, outro “ão” da vida e, se nada de positivo for feito, daqui a algum tempo poderemos ver outro tesoureiro preso pelos mesmos crimes dos seus antecessores.

Não é adivinhação, apenas mais uma tragédia anunciada. O Sr Márcio Macedo é a Bola da Vez.