Passados 12 anos do PT no
governo do Brasil, dentre os muitos casos de corrupção, roubo, desmandos etc,
vimos estarrecidos a saída de dois tesoureiros petistas diretos para a cadeia
acusados de, dentre outros crimes, enriquecimento ilícito, formação de
quadrilha, corrupção, roubo puro e simples. Primeiro foi o Sr Delúbio Soares uma
das peças principais do “mensalão” e agora o Sr João Vaccari atolado até o
pescoço no escândalo do “petrolão”, e em ambos os casos sob forte indignação do
partido que ficou até o último minuto com eles, numa tentativa patética de
mostrar que tudo não passava de intriga da oposição ou mesmo da elite
reacionária.
Após não ter mais para onde
fugir nomearam um novo tesoureiro o Sr Márcio Macedo, ex-deputado federal de um
único mandato.
Ora, o Sr Márcio Macedo
quando deputado federal chegou a ser vice-lider do partido, logo contava com
apoio e distinção partidária e, mesmo assim, foi rejeitado nas urnas pelos
eleitores de Sergipe, donde se conclui que o ex-deputado, hoje tesoureiro, não
agradou ao seu eleitorado de primeira hora.
Assume uma tesouraria que se
antes nadava em mares de muito dinheiro agora vai ter que se contentar com as
“doações” compulsórias das pessoas filiadas ao PT, segundo palavras textuais do
presidente do partido, indicando que o PT não mais vai receber doações de empresas
privadas e poder dentro deste contexto de autoproteção abocanhar boa parte do
financiamento público, quando e se houver. Essa atitude reflete o desespero que
reina dentro daquela entidade política cuja maioria dos seus líderes, de ontem
e de hoje, ou estão presos ou estão respondendo a processos criminais com
fortes possibilidades de serem condenados e, também, presos.
Visto o quadro antes mostrado
resta saber qual vai ser a linha de conduta do novo tesoureiro diante,
inclusive, da possibilidade de o partido sofrer uma pesada multa em face da
descoberta de ter recebido de US$ 150 a 200 milhões, dinheiro espúrio desviado
da Petrobras:
1. Trilhar
o mesmo caminho dos seus antecessores e se arriscar a também ser condenado e
preso, ou;
2. Ver o
aniquilamento do seu partido pela captação de minguados recursos, isto é, se
render a morte por inanição?
As doações compulsórias dos
filiados, mesmo que ocorram em sua totalidade, o que não acredito, ficará longe
das necessidades do partido que a essa altura está acostumado a voos muito mais
altos. Assim, certamente, outra fonte de renda terá que ser descoberta e explorada.
Não podemos esquecer de que tão logo o “mensalão” foi descoberto passou a viger
o “petrolão”. Esses moços petistas são excepcionalmente criativos para
malfeitos e podem criar, para mais logo, outro “ão” da vida e, se nada
de positivo for feito, daqui a algum tempo poderemos ver outro tesoureiro preso
pelos mesmos crimes dos seus antecessores.
Não é adivinhação, apenas
mais uma tragédia anunciada. O Sr Márcio Macedo é a Bola da Vez.