Temos vivido neste Brasil de
meu Deus sob a pressão de alguns dogmas, que se buscarmos sua essência vamos
descobrir que em nada nos ajuda ou beneficia, normalmente ajuda e beneficie aos
governantes de plantão.
Uma dessas pérolas é a de
que as empresas públicas, tipo Caixa Econômica Federal, assim como as empresas
estatais, tipo Petrobras, Banco do Brasil e outras pertencem ao Povo Brasileiro:
MENTIRA, deslavada mentira.
Empresa, seja aqui ou em qualquer
do mundo, seja do tipo que for pertence aos seus acionistas. Você quer ser
dono de uma empresa? Compre ações dela, e ainda, se você quer mandar nela,
compre ações ordinárias com direito a voto, caso contrário você não é nada.
No nosso caso específico as
empresas públicas e estatais pertencem a Nação Brasileira e o Povo é somente
uma parte da definição de Nação, segundo a Teoria Geral do Estado: Nação é composição
de “Povo, Território e Governo”.
Caso essa pérola fosse
propagada em um país de educação elevada, no dia seguinte a fala do governante
populista, coisa que em país educado não existe, o judiciário se veria atolo de
ações do “povo” exigindo sua parte na tal empresa “x”, “y” ou “z”. Ora, o
raciocínio é simples: se sou dono eu
quero a minha parte.
Voltemos ao nosso caso.
Quando foi que qualquer governante brasileiro de plantão, para tomar essa ou
aquela decisão atinente a uma empresa pública ou estatal sequer pensou no Povo, o mesmo Povo que ele propaga com pompa e
circunstância ser o dono da empresa? NUNCA.
O governante de plantão
pinta e borda com a empresa. Faz dela o que quer. Coloca cupixas e/ou
apaziguados em cargos de suma importância, para os quais não têm a menor qualificação
e/ou competência. Dita os preços de venda dos produtos ou serviços sem ao menos
levar em consideração os custos de produção e, ainda assim, tem a deslavada
cara de pau de chegar na frente dos meios de comunicação de massa e dizer
desavergonhadamente: “essa empresa é um
patrimônio do Povo do Brasileiro, do Estado tal, etc”.
Na realidade ao Povo
Brasileiro toca, tão somente, pagar a conta quando a coisa dá errado. Todos
aqueles que mandam e dirigem a empresa, seja para o bem ou para o mal,
normalmente para o mal, caem fora, ficam numa boa e nós, o verdadeiro Povo que,
aliás, não é dono de nada, arca com as consequências desastrosas.
A realidade é essa: O Povo
não é dono de coisa nenhuma é só o avalista, o devedor.