quarta-feira, 4 de março de 2015

EMPRESA PÚBLICA, EMPRESA ESTATAL É DO POVO? BALELA!!!


Temos vivido neste Brasil de meu Deus sob a pressão de alguns dogmas, que se buscarmos sua essência vamos descobrir que em nada nos ajuda ou beneficia, normalmente ajuda e beneficie aos governantes de plantão.

Uma dessas pérolas é a de que as empresas públicas, tipo Caixa Econômica Federal, assim como as empresas estatais, tipo Petrobras, Banco do Brasil e outras pertencem ao Povo Brasileiro: MENTIRA, deslavada mentira.

Empresa, seja aqui ou em qualquer do mundo, seja do tipo que for pertence aos seus acionistas. Você quer ser dono de uma empresa? Compre ações dela, e ainda, se você quer mandar nela, compre ações ordinárias com direito a voto, caso contrário você não é nada.

No nosso caso específico as empresas públicas e estatais pertencem a Nação Brasileira e o Povo é somente uma parte da definição de Nação, segundo a Teoria Geral do Estado: Nação é composição de “Povo, Território e Governo”.

Caso essa pérola fosse propagada em um país de educação elevada, no dia seguinte a fala do governante populista, coisa que em país educado não existe, o judiciário se veria atolo de ações do “povo” exigindo sua parte na tal empresa “x”, “y” ou “z”. Ora, o raciocínio é simples: se sou dono eu quero a minha parte.

Voltemos ao nosso caso. Quando foi que qualquer governante brasileiro de plantão, para tomar essa ou aquela decisão atinente a uma empresa pública ou estatal sequer pensou no Povo, o mesmo Povo que ele propaga com pompa e circunstância ser o dono da empresa? NUNCA.

O governante de plantão pinta e borda com a empresa. Faz dela o que quer. Coloca cupixas e/ou apaziguados em cargos de suma importância, para os quais não têm a menor qualificação e/ou competência. Dita os preços de venda dos produtos ou serviços sem ao menos levar em consideração os custos de produção e, ainda assim, tem a deslavada cara de pau de chegar na frente dos meios de comunicação de massa e dizer desavergonhadamente: “essa empresa é um patrimônio do Povo do Brasileiro, do Estado tal, etc”.

Na realidade ao Povo Brasileiro toca, tão somente, pagar a conta quando a coisa dá errado. Todos aqueles que mandam e dirigem a empresa, seja para o bem ou para o mal, normalmente para o mal, caem fora, ficam numa boa e nós, o verdadeiro Povo que, aliás, não é dono de nada, arca com as consequências desastrosas.

A realidade é essa: O Povo não é dono de coisa nenhuma é só o avalista, o devedor.