quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

OLHANDO PELO RETROVISOR

Há 12 anos o PT está no governo do Brasil e neste tempo nunca se viu um número tão grande de falcatruas, praticamente institucionalizadas. Desde sua entrada no Planalto, e num crescente, temos visto estarrecidos a avalanche de maus feitos de toda ordem. De dinheiro na cueca a malas e mochilas carregas de dinheiro sujo, passando por uma lista gigantesca de obras superfaturadas até a formação de cartel de corruptores e uma legião de corrompidos, tem sido o nosso dia-a-dia.

Quando boquiabertos assistimos o STF julgar os condutores do Mensalão pensávamos que tínhamos atingido o fundo do poço e que aquele julgamento mudaria essa triste história. Qual o quê. Baixada a poeira do Mensalão fomos mais uma vez surpreendidos com o Petrolão. Se o Mensalão falava em milhões, o Petrolão nos dá conta de bilhões e contados em qualquer moeda, da mais fraca a mais forte.

Doze anos de corrupção, superfaturamentos, obras inacabadas, bilhões de Reais jogados, não no lixo, mas no bolso de uma minoria de desonestos e, ainda, com a possibilidade de que isso perdure por mais 4 anos.

E o que faz a governante de hoje? Joga a culpa no governante de ontem, sem se dar conta de que mais de uma década se passou. Não estou a defender e nem atacar a Direita ou a Esquerda, o PT ou PSDB, não sou a favor e nem contra a nenhum deles, eu sou sim contra esse descontrole geral e esse descaramento de fugir das suas responsabilidades tentado imputar seus erros e omissões a outros. Nesta pisada o PT vai acabar colocando a culpa em Cabral.

Cumpre olhar para frente, chega de olhar para trás buscando bodes expiatórios. Nós precisamos é de governantes proativos, que se deem conta da urgência de mudar o País para melhor e isto só será possível educado o povo. Só a educação vai nos tirar dessa estagnação, dessa miséria moral, dessa imagem desgastada de País do futuro, urge sermos o País do presente. Precisamos de uma revolução na educação.

Dar esmola aos menos favorecidos não adianta nada, só cria dependência e perpetua a pobreza e a miséria. O ignorante se cala, se acomoda, é servil de corpo e alma.

As pessoas esclarecidas buscam seus direitos sem ultrapassar o direito alheio, são questionadoras, politizadas e, talvez, esteja aí o não querer dos governantes populistas (que ora infestam os governos da América do Sul e o Brasil infelizmente não é exceção) em mudança.