quarta-feira, 18 de março de 2015

DE VERMELHO PARA VERDE

Já de algum tempo o Partido dos Trabalhadores (PT) deveria ter adotado o verde como sua cor ao invés do vermelho. A adoção do verde nada tem a ver como a Bandeira Nacional, a qual o PT nunca venerou, muito pelo contrário, sempre a desprezou.

Na noite de domingo último, após uma demonstração de civismo jamais vista neste País ficamos a esperar o que tinha a dizer o governo e o que se viu foi, mais uma vez, a tentativa de fuga, de tapar o Sol com a peneira, de jogar a culpa seja lá em quem for, menos na incompetência desse governo desastroso e dizer que o governo vai tomar medidas requentadas e nunca levadas a efeito. A fala dos “ministros”, dois da trupe de 39, foi ridícula e patética. Os dois nem ao menos combinaram o improviso, cada um puxando para um lado e o que se viu foi uma tentativa inconsequente de justificar o injustificável. Mereceram, também, o panelaço.

Quando imaginávamos que já tínhamos assistido nossa dose de asneiras, aí veio a consagração do besteirol: a presidente da República, que Deus nos acuda, deitou e rolou em idiotice. Fez comparações absurdas e autoelogios descabidos. Falou tudo o que não devia. Dentre outras, comparou a manifestação de sexta-feira, composta por meia dúzia de gatos pingados, pobres coitados contratados a troco de uma tubaína, um sanduiche de pão com mortadela e 35 pilas, com o movimento de 15 de Março onde a sociedade brasileira foi às ruas dizer ao governo: Nós não aguentamos mais vocês, nós queremos mudanças verdadeiras, nós estamos cheios de tanta roubalheira, de tanta corrupção, de tanta mentira, de tanta incompetência, nós queremos ver vocês pelas costas.

Voltando à troca de cor do PT justifica-se porque vendo seus representantes falarem, tanto a presidente quanto seus saca-trapos, tem-se a nítida impressão que todos eles não são deste País, não são nem mesmo do planeta Terra, eles são recém-chegados de Marte – homenzinhos verdes.