quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

ANTEVENDO A HISTÓRIA

O que vai contar a História sobre a gestão ptista na Presidência da República do Brasil? Qual será seu legado?
De bom nada. De ruim muita coisa.

Será dito que existiam dois tipos de ptistas:

·     Os militantes, normalmente credos, verdadeiras massas de manobra, cuja filosofia adaptada era a dos três macaquinhos: não quero ver, não quero escutar, não vou falar. Eram aqueles que davam a cara pra apanhar e, quando muito, eram agraciados com um pão com mortadela;

·     O outro tipo, formado pelos ideólogos e apaziguados do Partido, recebiam todas as benesses, todas as vantagens, a parte maior do bolo, ou seja, os cargos comissionados no governo e nas estatais mesmo sem a competência necessária para o desempenho de cargos e funções para as quais eram designados. Outra característica desse grupo era o desrespeito para com aqueles que julgavam serem seus “inimigos”. Não viam seus opositores como adversários e sim como inimigos. Aqueles que não comungassem com as normas ditadas pelo Partido eram os inimigos e, portanto, podiam ser ridicularizados. Esse modo de ser era tão mais evidente à medida que se subia na hierarquia do Partido. Começaram com a designação pejorativa de “as elites”, culminando com “os coxinhas”. Eles eram, acima de tudo, desrespeitosos.

Com o objetivo de perpetuação no poder arquitetaram um sórdido plano de aparelhamento total do Estado e daí para o início de uma corrupção desenfreada foi um pulo. Não pouparam nem mesmo os Fundos de Pensão das Estatais, organizações não governamentais, pertencentes aos empregados, aposentados e pensionistas delas, portanto organizações privadas, apartadas do governo.

Em 13 anos a frente do governo brasileiro o PT e sua turma simplesmente quebraram o País. Aproveitando a boa maré deixada pelos governos anteriores, bem como pela bonança existente no mundo daquela época, viram a oportunidade de colocar em prática sua tão sonhada tática de governo, ou seja:

"Dar esmola aos muito pobres gerando um cabresto, uma dependência e, mais que isso, uma amarra sem saída e um aprofundamento da miséria. No mesmo passo, sinalizaram aos empresários tempos de ouro e, com isso, fizeram com que os patrões embarcassem na onda gerando empregos aos milhares, aos milhões, para no fim amargarem o desencanto das dispensas, do endividamento, dos rebaixamentos, do fechamento das portas. Essa manobra infeliz teve como uma de suas funestas consequências o aumento da taxa de inflação, que chegou aos dois dígitos com sua característica perversa de atacar com maior intensidade os mais pobres.”

A presidente, no seu segundo mandato, juntamente com os figurões do partido viraram figuras presas em seus castelos. Por onde passavam eram xingados, humilhados. Ir a um evento público, nem pensar. Na última aparição da presidente da República num evento público – Em uma partida de futebol preparativa para a Abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014 – foi vaiada e teve que ouvir, em coro, palavras de baixo calão a ela dirigidas. Nos restaurantes, aviões e outros lugares quando um de seus assessores era reconhecido imediatamente era hostilizado, quando não obrigado a se ausentar do recinto. A aversão aos membros do governo chegou a tal ponto que mesmo a fala deles por rádio e televisão, em Rede Nacional, era acompanhada por um bater de panelas nas janelas das residências, País a fora – Panelaço.

A Operação Lava Jato iniciada em 2013 pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal revelou o maior esquema de corrupção já existente no mundo. O PT através de seus integrantes infiltrados na Petrobras, a maior e mais bem sucedida empresa brasileira, foi responsável por um desvio de recursos que chegou a casa dos bilhões de dólares. O número de pessoas envolvidas: funcionários públicos, dirigentes, gerentes e empregados da estatal; proprietários e gerentes das maiores empreiteiras do País, bem como intermediários, operadores de propina, lobistas etc, bateu a casa das centenas. Tudo isso após o Supremo Tribunal Federal ter julgado o “Mensalão” iniciado e 2003, outra fonte de corrução que os brasileiros, até então, julgavam ser a maior da História, que se consistiu em dar mesada a deputados federais para votarem a favor do governo – compra de votos no Congresso Nacional.

Com uma taxa de inflação em alta, taxa de emprego em baixa, índice de confiança abaixo da crítica etc e, ainda, o agravamento da dengue, uma doença recorrente, e mais recentemente a infecção pelo vírus da Zica, advinda do mesmo transmissor, o País debilitado estrutural e financeiramente não teve os recursos necessários e suficientes para o combate a esse mal, o que agravou a crise da saúde já muito ruim e, por tabela, acentuou o caos entre a população mais carente.


A passagem do PT – Partido dos Trabalhadores a frente do governo federal, para o País, foi um verdadeiro desastre e o pior de tudo é que foi um desastre anunciado.